Poema Nao Ame sem Amar
Não quero embrulho, quero uma alma limpa e um coração doce.
É o simples que me encanta.
_____Lene Dantas.
PARALELO TRÊS
Percebo agora que tudo acabou minha vida resumiu-se a nada
Os sonhos que já não chamo meus, a vida que já não pertenço.
As linhas de um ser contente Isso se foi, ou já deixou de existir.
Resta-me agora a fadiga, o cansaço e as tristezas do caminho.
O caminho que cabia a nós dois dele nada restou nada sobrou
Apenas as desilusões de duas vidas que jamais se encontraram
Compreendo agora que sou mais um na multidão dos aflitos
Meu caminho cheio de despedidas, partidas mal resolvidas.
Amores e seus dessabores nesse decorrer de cada partida
Ilusões e decepções ao meu encontro em cada ermo lugar
A canção da despedida é a alegria de quem parte para volta
Morreu o eu que existia e deu-se lugar a alguém que nada sabia
Deixo os textos que escrevi e a vida e os seus desencontros
Lugar muito propenso a nunca mais voltar, lugar de dores.
Caminho e mil amores que no texto caminham lado a lado
Apenas o pretexto de quem um dia resistiu, e agora sumiu.
Nos textos que não cabe mais digitar, minha canção sem luar.
Sumo como some a brisa sem despedidas somente partida
Num instante fico ofegante, pois sei que escrevo para desabafar.
Coisas da vida, nossas partidas e dores que vem pra continuar.
E em muitas palavras fica o desencanto de quem deixou de amar
Coisa sofrida, coisa da vida de que almeja nunca para de cantar.
Mas é a nossa vida, a vida de quem almeja a princesa alcançar.
Mesmo em lugares amplamente vastos que não me cabe cansar
Pôs a vida é bela para quem nunca deixou de amar.
Um grande amor não se esquece
O que eu posso fazer se de ti ainda tenho saudades...
Quem manda em mim é o coração, não depende da minha vontade,
E o que eu posso fazer se só aprendi a te amar demais,
Talvez quando eu morrer neste dia terei minha paz...
O que eu posso fazer para evitar de em ti estar a pensar,
Para esquecer de um amor não existe formula é preciso inventar...
Em nossos lençóis eu também sinto o teu cheiro,
Na boca o gosto e vontade do teu beijo...
O que eu posso fazer, quem sabe alguém aí pode me ensinar,
Me dizer como posso, o que faço para desamar...
Dela eu já não aguento mais me lembrar, eu preciso dela me esquecer,
Mas, hoje a noite esta fria, deixa eu lembrar dela vindo a me aquecer...
O que eu posso fazer, se este amor faz de mim um sem vergonha,
Gosto de me lembrar que depois de uma noite de amor ela acordava toda risonha!
Eu sei que o culpado fui eu, mas, bem que poderia me dar outra chance,
Eu posso fazer com que seja melhor, a nossa historia, o nosso romance...
O que eu posso fazer, se te esquecer e não querer te esquecer, se tornou um dilema,
Vou expressando então os meus sentimentos... entre versos, rimas e poemas,
Sei que isso não vai me ajudar e nem vai fazer o meu amor para mim voltar,
Mas, que mau tem, eu só quero dela para sempre estar a me lembrar...
Por: Igor Barros
a partir desse momento o rumo da minha vida
ira mudar e pra melhor
não importa quais sejam os obstáculos
lutarei e vencerei com a minha garra
não vou agradar a ninguém
não farei nada contra a minha vontade.
Por ter uma coisa que poucas pessoas não tem..
"coragem",
somos íntimas.
Vivi momentos maravilhosos,
também dias de tormento,
de culpa,
de condenação.
Talvez por ser transparente,
por sempre deixar a porta aberta..
Qualquer pessoa entra...
e no meu jardim...
estender flores para pessoas pisarem..
Não, não é o meu fim...
Graças à Deus, sou capacitada a recomeçar..
É o que dizem...fim de carreira..
Então você se sente como se estivesse indo para o matadouro...
Pois eu não.
Quero caminhar e dançar na chuva,
que as minhas vidas bem vividas,
sejam como uma lição para outras vidas..
Vou escrever uma canção, uma poesia,
para recordação e quando me sentir cansada de lutar,
vou pegar uma cadeira me sentar, e morrer sorrindo!
,,
Me pediu:
que não a deixasse,
que ficasse sempre.
Afirmou:
que eu era tudo aquilo que ela pediu a Deus,
que eu era seu porto seguro,
que percebeu o quanto precisava de mim.
E no final:
simplesmente me pediu para lhe esquecer...
No primeiro verso de criei,
No segundo, te descrevi.
O último verso iniciei,
Entretanto, não te conclui.
Assim deixo-te: começo e meio
Sem fim...
Que eu não perca a compostura e tão pouco meus sonhos por encontrar pessoas no meu caminho que tentam sufocar a minha fé. Ainda assim, que eu tenham serenidade de não dar a elas crédito e sabedoria para não me abalar.
Alessandra Gonçalves
Desconcertado
Ando desconcertado
com uns tropeços ai
do meu coração.
Ando tentando não errar os passos dados
tentando não trocar
os pés pelas mãos.
Ando dando passos errados
desconcertado
em meu próprio refrão.
Perdido nas lembranças
de outros tempos
lembranças de um antigo amor.
Ando minguado
choroso
feito eu só!
Paro as vezes ao lado dela...
Relembro os doces desejos meus
pretendidos ao auscultar sua voz.
Morro nos versos poéticos, ora lidos...
Revivo nos segundos que estou só!
Caminho desconcertado pela vida.
Na rua da casa dela, nem passo mais.
Lembra-me as flores no muro
dos beijos, dos abraços, do fim.
Não satisfaz o que recebo,
não recebo o que desejo.
Torno escasso o que me sobra
e abundante o pouco que me falta.
qualquer caminhar
leva a nenhum lugar
você pode errar
e pode voltar
só não pode parar
você pode antecipar
ou então esperar
só não pode lamentar
antes de andar
onde quer chegar?
Você pode pensar
até mesmo planejar
só não pode duvidar
ninguém vai alcançar
se não souber sonhar
ninguém vai amar
se antes não se realizar.
Onde Deus está?
Não procuramos
Onde Deus está.
O receio não permite,
pois temos medo
de perder a fé.
Árvore da Vida,
que eu não insista
diante dos frutos,
continuar obcecado
pelo fruto proibido.
Valorizar o pecado
E subjugar a Graça.
Que eu me permita,
não ser afeccionado
a tara do pecado,
subjetivo à condenação.
Que eu tenha fé suficiente,
para entender que no paraíso,
havia tantas árvores boas,
para não valorizar a única má.
Numa fixação na transgressão,
como metanoia de conversão.
Obcecado pelo derrotismo
ao invés de cantar Vitória.
Que a religião não seja um peso,
e que minha fé me faça livre
para andar no amor e na graça,
sem buscar mais nada,
sem entender mais do que posso,
sem querer saber tua vontade.
Como o Senhor próprio disse:
“Que te importa?
A não-poesia nos versos
Versos as avessas
ao contrário do inverso
as avessas do contrário
versos!
Desconformes
anárquicos
inquietos
postos nos versos das folhas.
Versos parvos
parvos versos
escritos...
Impressos!
Versos
e universos inteiros,
nos poemas - partidos ao meio -
tomados de emoção.
Versos
e segundos inteiros
lançados ao ar,
feito estrelas à imensidão.
Regresso da lua e da pena
alquimia de tinta e papel
versos esculpidos um a um
odisseia num mar de escrevinhação.
vozes
e silêncios inteiros,
acomodados em um súbito rompante
da mais pura inquietação.
João vivia na religião
Alimentava-se de religião
Bebia e respirava religião
João não conheceu o Amor
Perdeu a família
Perdeu amigos
Perdeu os estudos
Perdeu a vida
Perdeu a fé
João morreu
De overdose de religião
Diagnóstico: fanatismo
João foi alimentar-se de mundo.
Não tenha medo de sonhar,
tenha o cuidado de ter os
pés firmes no chão.
Não são os elogios que dirão
se você está no
caminho certo.
É sua certeza interior.
Não queira que os outros
entendam seu sonho,
pois foi pra você
que Deus falou.
Nunca construa seus sonhos
esperando sinais extraordinários.
Eles existirão!
Mas são os pequenos sinais do dia a dia
que será o alimento cotidiano para
viver seu sonho.
Um sonho divino não se faz
e nem se realiza
com grandes estruturas.
O material para realizá-lo
é o amor.
Os maiores sonhos foram
vividos assim...
Você tem o direito de desanimar...
De chorar... de não compreender... de murmurar...
Porém tem o dever de acreditar.
Pois se você não acredita no seu sonho,
quem acreditará?
Como saber se o sonho é de Deus?
Se ele lhe leva a acolher o outro!
Se ele lhe traz a cada renúncia e morte
a Paz Interior!
Se ele gera vida!
Portanto não queira ver além
daquilo que Deus está mostrando.
Com certeza você terá medo e desistirá.
Por fim não esqueça que a obra
não é sua! Ela é Divina!
Portanto a caminhada precisa
ser radicalmente espiritual!
Só sua alma e Deus saberão
O quanto é importante
Não desistir nunca!
Ainda uma última observação:
Faça sociedade com Deus!
Ele é Fiel!
Se vai valer a pena?
A sua felicidade dirá!
A maior doença atual
Não é a doença física
E sim uma doença sentimental
Ela é cruel e precisa
É a sensação do abandono
De ser indesejável
Sofrer na vida o desabono
Ser visto como desagradável
Não ser querido e amado
Sentir a ausência do amor
Fruto maior do pecado
Peso maior da dor
Os que estão no caminho
À margem da caridade
Os que vivem sozinhos
Excluídos da liberdade
Sofrem a terrível indiferença
Por falta de pão e solidariedade
Exposto à exploração, à indigência
Fruto da corrupção e desigualdade
Não! Não há pior enfermidade
Que a falta de amor de compaixão
É uma pobreza de espiritualidade
É uma doença da alma e do coração
inspirado em Madre Teresa de Calcutá
Pensamento
Um dia pensei;
Não correspondi; Um dia tive a chance...
Desperdicei...
Um dia estava tudo certo...
Mas errei;
Errei com quem não errou comigo;
Abandonei quem mais se importava comigo;
Ofendi quem sempre esteve ao meu lado;
O perdão foi necessário,
Talvez fortaleceu minha amizade;
Talvez nunca mais iria ter uma como essa;
Ela me confundiu
Iludido fiquei;
Mas quero estar com quem comigo sempre esteve
Pra que serve o conhecimento
Se não partilho
Pra que serve a experiência
Se não a transmito
Pra que serve a inteligência
Se não a uso
Pra que servem teorias
Se não as pratico
Pra que serve a fé
Se não a vivo
Pra que serve a humanidade
Se não há amor
Pra que serve o carnaval
Se o povo não pode sambar
Pra que serve o trabalho
Se não há dignidade
Pra que serve religião
Se não há libertação
Pra que existe riqueza
Se me empobreço
Pra que existe autoridade
Se não serve
Pra que existem pais
Se não educam
Pra que existem professores
Se não há respeito
Pra que existem leis
Se não as cumprem
Pra que existe a alegria
Se não posso sorrir
Pra que existem perguntas
Se não há respostas
Pra que eu existo
Se não posso sonhar
