Poema Nao Ame sem Amar
“ROBERTA – FILHA”
Rauzi de Carvalho Pereira
Roberta
“Quem te viu sorrir, não há de te ver chorar”
Quem te viu de pé não há de te ver no chão.
Quem te viu lutar, não há de te ver perder.
Quem te viu caminhar, não há de ver estática.
Quem viu sua força, sabe do que você é capaz.
Quem te viu criar duas filhas, não se surpreenderá ao te ver criar três.
Quem viu sua luz, jamais te verá na penumbra.
Quem conhece seu amor, não corre o risco de conhecer teu ódio.
Quem conhece seu coração, conhecerá seu amor.
Só quem viu sua luz, consegue ver o teu brilho. Mas é só prá que quem consegue, Roberta!
Uns sofrem quando não vemos
Outros sempre estão morrendo
A cada dia por dentro
E quando se sabe disso
Há aqueles que motivam
E usam de seu otimismo
Mas nós sabemos
A equação que resolve
Não é formada só de pessoas
O tempo, elevado a paciência
Multiplicado pela mente plena
Somado a si mesmo, e a alguém que entenda
Ainda há quem não precisa
De conselhos e palavras dos outros
E estes são os mais complexos
E não
Nunca os entendemos
Eu e você no espelho
O peso do eu pesa mais que você.
Porque você não sabe quem sou eu.
Se eu fosse você eu faria, mas você não faz,
porque eu não conheço você e você não me conhece.
Porque eu não me conheço!
E você conhece o seu eu?
Eu não, e você?
- O jeito que é
Um rosto angelical
Um corpo escultural
Ver assim, despida
E não conseguir tocar
Por quê?
Um homem livre
Fiel a sua singularidade
Orgulhoso em seus conceitos
Cuidadoso com sua liberdade
E chato; sim, chato com seus planos
Ou é do jeito dele, ou não é nada!
NÃO HÁ NADA MELHOR
QUE O MELHOR.
Parece óbvio,
mas quantas das nossas livres escolhas
demonstram que ainda não assimilamos isso!
14/05/2020
09:00 horas
Ei garota da Lua
Eu não sei mas
Eu tentei, eu tentei mesmo
Mas hoje não consegui ver o Sol
estava nublado
Me senti meio amargo e frio ao mesmo tempo
Pode falar que é egoísmo meu
Mas eu tentei
Fiz de tudo pra não lembrar de você
Ocupei minha mente com os piores e obscuros pensamentos e mesmo assim você estava lá
Me segurei para não te ligar
E você sabe que tenho seu número de cór na cabeça
Tentei o máximo não passar na rua da sua casa e perto do seu serviço.
Mas é que você sabe o destino sempre brincou com a gente
Eu sumi e me mantive longe o máximo possível e quando me via já estava perto.
Desejei o máximo que fosse um sonho, que tudo isso fosse passageiro, mas não era.
É eu menti pra mim o máximo que pude
Tentei me enganar máximo que pude
Tentei gostar de outras pessoas o máximo que pude e o pior que elas não chegavam nem 5% do sentimento que sinto por você, e também como se eu puder medir esse sentimento.
Me machuquei muito fazendo essas tentativas
E isso tudo só me provou uma única coisa
Eu neguei, tentei esconder, tentei sufocar, tentei esquecer, tentei achar outro alguém, mas eu tentei, e não foi por falta de tentativa
É que outra vez eu estava errado
É que quando é pra ser nada pode mudar isso
E realmente com encontros e desencontros
Eu aprendi que simplesmente eu te amo.
Muitos acham que o oposto do amor é o ódio. Não... o ódio é apenas um rival barulhento e fraco, ferindo mais rápido quem o abriga. Abrangente e poderoso é o egoísmo. Este sim, faz a mais longa e insistente oposição ao amor. Silencioso, se infiltra na mente, achando uma permissão inicial... se instala como se fosse o rei! Mas é vírus, egovírus, alterando todo o sistema operacional original. Para o fabricante, não há como aceitar essa disfuncionalidade na sua engenharia.
Egoísmo e amor são antagônicos o tempo todo lutando pelo centro das decisões. Um, oferece a satisfação das vontades em primeiro lugar. O outro, oferta até o infinito, mas requer paciência antes, pois considera as circunstâncias, o melhor momento e lugar. O amor respeita e espera. O egoísmos, afobado e ansioso, atropela.
O planeta segue à deriva no ar de disputas dos voluntarismos imediatos. Mais cedo ou mais tarde, o fabricante passará um anti-vírus... ou reformatará tudo!
Quando uma pessoa não sente remorso por ter destruído alguém, é porque a alma já morreu há tempos.
— Lua Kalt.
Onde o sonho não é possível,
começa o território do vazio,
o oco do ser, o chão do nada,
a despercepção e a desmemória.
O que é um borrão
senão uma forma sem nome.
Não tem certidão geométrica.
É uma forma sem forma.
Um transgressor chamado amorfo.
Mas, acontece que a vida
é cheia de borrões
e não dos entes geométricos,
que o homem inventou.
Com qual medida medimos
o homem que tudo mede?
Que metro que não o homem
pode medir o além do humano?
Que metro pode medir
o infinito e a eternidade?
Qual a medida da alma?
Em que espaço e em que tempo
a alma é encontrada?
Como morre o que não é
capaz de ser mensurado?
Como nasce o que não é
feito de matéria e tempo?
Mas, o que faz esse corpo
pensar que é alma imortal?
O que não serve para nós
apenas não nos serve.
Quem percebe
a totalidade
sabe que nada é inútil,
e que as coisas existem
sem explicação.
Se tudo tem um sentido,
qual o sentido do homem,
da flor, da pulga, da estrela?
Se os jardins ainda tivessem vida
não seria justiça,a alegria
ler os verdadeiros significados das rosas”??
No agora não há palavras:
o que se fala, passou.
A palavra é sempre eco
do que não existe mais.
A percepção é agora.
O pensamento é depois.
Não vejo as tuas pegadas
nem escuto os teus passos,
pois és feito de silêncio
e de invisibilidade.
O real não é a medida
da nossa percepção.
Eu creio no que não vejo,
no que não ouço, nem toco.
Os sentidos me apequenam
e a razão me aprisiona,
o corpo me faz mortal.
Tempo e espaço são o cárcere
do prisioneiro ilusório.
Quem crê em suas paredes,
não pode ver o infinito.
Somente quando te fizeres vazio,
experimentarás o Vazio.
Somente quando não tiveres vontade,
conhecerás a Vontade.
Somente quando deixares de ser,
encontrarás o Ser.
Somente quando te despojares
do que julgas ser teu,
possuirás o que é teu.
Somente quando te sentires vazio de tudo,
reconquistarás a Plenitude.
Sentimos a flor conforme a vemos
não pelos átomos que a compõem.
Quem disseca a flor, não vê a flor.
É procurar o homem no cadáver.
A lógica não é o metro da realidade. É uma atividade pragmática do espirito e limitada a uma determinada área operacional.
A lógica não apreende o real. Não está nas coisas, pois se constituí em mera atividade do espirito. Nem prova o real, embora demonstre que certos fatos aparentemente se comportam segundo seu modelo. Por isso, somos inclinados a admitir que os fatos que acontecem segundo a nossa lógica são reais e os que assim não se comportam são ilusões.
A lógica, por outro lado, tem uma função psicológica: dá ao homem o sentimento de
controle sobre os fatos. Daí o seu apego a tudo o que é lógico, pois a lógica lhe dá uma sensação de segurança e poder. A lei da causalidade se torna, assim, de importância fundamental para o homem: é a certeza de sua capacidade de controle sobre as coisas. Explicar é uma tentativa que lhe proporciona um sentimento vicário de dominar situações. Por isso, o homem é tentado a explicar tudo para se sentir senhor dos fatos.
