Poema Nao Ame sem Amar
Acima de tudo sê fiel a ti mesmo,
Disso se segue, como a noite ao dia,
Que não podes ser falso com ninguém.
A ADIADA ENCHENTE
Velho, não.
Entardecido, talvez.
Antigo, sim.
Me tornei antigo
porque a vida,
tantas vezes, se demorou.
E eu a esperei
como um rio aguarda a cheia.
A chuva não mata, mas molha.
O amor não se vê, sente.
A amizade não se compra, constrói.
E pessoas como você não se esquecem, guarda-se no fundo do coração.
Blair: Só porque esta vestido probremente, não significa que não seja Chuck Bass.
Chuck: Por que gostaria de ser ele?
Blair: Devia ter me dito que levou um tiro.
Chuck: Estou surpreso que você mesma não atirou em mim.
Blair: Atirei nos meus sonhos, muitas vezes. Nos bons. Mas se estivesse realmente machucado, gostaria de saber.
Chuck: Quando acordei, minha identidade tinha sumido. Ninguém sabia quem eu era. Ninguém vinha me procurar. Percebi que podia estar vivo, mas Chuck Bass não precisava.
Blair: Mudar o seu nome, não muda quem você é.
Chuck: É um bom começo, uma chance de viver simples, ganhar o respeito das pessoas, talvez me tornar uma pessoa que alguém possa amar.
Blair: Alguém te amou. E você deve isso a ela... E a todos que está deixando para trás.. Não fugir, que é o que está fazendo. E não acho que esse ótimo homem que está falando que quer ser, seja um covarde. Acho que encararia o que fez.
Chuck: Destruí a única coisa que já amei.
Blair: Não te amo mais. Mas precisa de muito mais do que você para destruir Blair Waldorf.
Chuck: Seu mundo seria mais fácil se eu não voltasse.
Blair: É verdade. Mas não seria o meu mundo sem você nele.
Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer… dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)
O amigo não passa a mão
Quando fizemos algo errado
Está firme ao nosso lado
Puxa a orelha, chama a razão!
MULHER DE FRASES
Não sei quanto a vocês, mas amor pra mim ter que ter cheiro. Gosto. E FRASES. Não adianta dizer que um olhar vale mil palavras, que o silêncio diz tudo. Não, não e não. Eu quero sentir, tocar, cheirar, provar, morder e OUVIR. LER. Então, por favor, DIGA. Qualquer coisa que seja, qualquer frase, qualquer palavra perdida, FALE. Ou ESCREVA. Mas por favor, ETERNIZE. Palavras foram criadas para fotografar o coração. Então por favor, não poupe o mundo da sua essência. Click. Palavras são simples. Precisas. Lindas em sua pureza de ser dita. Ben(m) dita! Não precisa fazer pose. Deixe acontecer. Se a garganta der nó e a sílaba não sair, ESCREVA. Caneta e lápis na mão, SEJA. Mostre-se. Eu não me apaixono por pessoas. Eu me apaixono por frases. Me alimento de palavras. Verdades, incertezas, medos, doçuras e pequenas mentiras. Não importa. Eu quero provar seus verbos. Seus sujeitos. Seus objetos. Eu quero te ler. Te sublinhar. Te copiar. Te re-ler. Então, por favor, escreva-se. Inscreva-se. Eu quero te pregar num post-it pra nunca mais te esquecer. Quer saber? O que me encanta no mundo são letras, vogais, combinações inexatas entre o que quer dizer e o que se diz. Não precisa dizer bonito. Muito menos escrever bonito. Palavra vira poesia quando dita com a alma. Por isso, solte-se. Rabisque-se. Eu não vou analisar suas palavras. Eu vou apenas senti-las... Sentir você em cada letra escrita, em cada ponto, em cada frase desenhada. Por isso, permita-me. Eu não quero gramática, dicionário, frases de efeito, plágios descarados pra preencher vazio. Eu quero você. Você e suas palavras. Você e sua letra torta. Em qualquer frase, qualquer rima, qualquer asterisco no pé da página. Mas que seja você. Que brote do silêncio da sua alma bonita e se transforme em letras: palavras para eternizar a poesia que é seu coração!
P.S: Eu sou mulher de frases. Ainda bem que você tem palavra.
Olhos verdes
Eles verdes são:
E têm por usança,
na cor esperança,
E nas obras não.
Cam. Rim.
São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Têm luz mais branda e mais forte,
Diz uma — vida, outra — morte;
Uma — loucura, outra — amor.
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam
Fogo e luz do coração
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
depois que os vi!
São uns olhos verdes, verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
Mas verdes da cor do mar.
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como se lê num espelho,
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mim,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos cor de esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mim!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu uns olhos verdes, verdes,
uns olhos da cor do mar:
Eram verdes sem esp’rança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que ai de mim!
Não pertenço mais à vida
Depois que os vi!
Você, garota,
Deixa-me completamente
Louco
Não paro de sentir
Seus beijos quentes
A sua pele
É pura energia
Seu corpo é fogo
De todas as noites
Esta eu jamais esquecerei
Sinto-me romântico
Sinto-me um bobo
Sinto-me seu
Quando fecho os olhos
Só vejo seu cheiro
Você é meu pecado
Você me enfeitiçou
Você me dominou
Agora sei
Quem é que manda
O que é
Este sentimento
Chamado de amor
Tentei por vezes
Fugir dele
Mas me vejo preso em você
Agora me leve
Sou seu escravo
Completamente seu
Seu, somente seu.
Traição
Quando eu digo que não a trairei
Não é por respeito ao seu amor
Pois dele talvez, eu desconfie.
Não traio a minha dignidade
Porque ela está em mim
Eu não conseguiria viver enganado.
Teu amor pode só existir aqui,
É triste dizer isso.
Mas foram as coisas da vida
Que escreveram isso aqui.
Foram elas que me tornaram assim.
PARADA CARDÍACA
Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
As pessoas criam regras que não cumprem,
impõem comportamentos que não têm,
esperam o respeito que não dão e
ditam princípios que não seguem.
Nunca confie em nada que é capaz de pensar se você não pode ver onde fica o seu cérebro.
(Arthur Weasley - Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban)
A amizade não obedece a uma presença constante,
mas, exige uma constante lembrança.
Por isso lembrei-me das pessoas que realmente
estimo e admiro... e você é uma delas!
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Não sou cristão, nem judeu,
Nem mago, nem muçulmano.
Não sou do Oriente, nem no Ocidente,
Nem da terra, nem do mar.
Não sou corpo, não sou alma.
A alma do Amado possui o que é meu.
Deixei de lado a dualidade,
Vejo os mundos num só.
Sou desastrada, não tenho o corpo perfeito, me
esqueço das coisas rápido, gosto muito rápido das pessoas, meu cabelo é
bagunçado, sempre fico chateada quando falam mal de mim, mas tento ser forte.
Às vezes sou antagônica, mas uma coisa que eu nunca vou conseguir ser é normal.
Pudesse Eu
Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
Poesias de Rima
Eu lhe amei uma vez.
E consegui lhe esquecer.
Eu lhe amei outra vez...
E não pude me conter.
Menti a mim mesma:
Dizendo lhe esquecer.
Mas descobri que dentro do meu coração só existe VOCÊ!
