Poema Nao Ame sem Amar

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Os 5qs não funcionam comigo! Eu quero o mundo e o tempo, é o maior carrasco.


-Sigismundo Báthory

Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!




Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman


VOZES:


Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar

Gálatas 6:9-10


"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé."

Homem que teu pai não te ensinou a ser


O roteiro que herdas não te cobra o centro do palco,
nem que a tua sombra devore o fôlego da tua casa.
A tua força repousa no exato instante em que recuas.


Quando o teu ciúme não forja o ferro da fechadura,
e o teu passo, cruzando a soleira,
deixa de ser o prenúncio da tempestade.


Despede-se da armadura do falso herói.
A guerra real é o brinde mudo na roda dos teus,
o sorriso de canto que afia a lâmina,
o pacto covarde servido no copo.


Entenda:


Todo golpe na carne germina antes.
Brota na senha exigida na penumbra,
no tecido medido pelos teus olhos,
no cerco invisível que o teu orgulho ergue.


Ela não busca o teu escudo;
exige apenas que recolhas a espada.
O respeito é a fronteira sagrada
que o "não" desenha no chão.
Cospe a desculpa que fantasia de afeto a tua obsessão.


A carne maior que ostentas não é direito de posse,
é o altar da tua própria covardia quando usada para subjugar.


E aceita, de uma vez por todas:
A vida de uma mulher não é vidro
para o peso dos teus escombros quebrar.




Autoria e Proteção Intelectual:


Autor: James Richard Ferreira Pantoja


Pseudônimo: KANGAL


© Todos os direitos reservados. A reprodução, adaptação ou difusão deste texto sem a menção explícita da autoria constitui infração legal.

A obreira dos sonhos


Obra poética


Rosimeire não cortava apenas tecidos. Com a bênção de Jesus, moldava memórias, alinhavava expectativas e sonhos.


Entre bainhas, fechos e o estalar da tesoura, suas mãos calejadas transformavam retalhos nos amanhãs que o Senhor já previa.


Cada ponto guardava oração, cada nó, fé e resiliência, cada peça pronta, uma promessa cumprida. Enquanto a vista alheia enxergava apenas pano, eu via o Mestre entrelaçando com Rosimeire o nosso destino.


Com agulhas incansáveis, sustentou a casa, enfrentou a usura do tempo e cerziu, no amor de Cristo, as rasuras do caminho.


Talvez conduzisse o traçado das estrelas sob a luz do Evangelho que a norteava, pois as mãos de Rosimeire não moldavam apenas roupas: vestiam a alma de graça e acertavam a fé ao corpo.


Autor: James Richard Ferreira Pantoja


Pseudônimo: KANGAL

Césio 137 — Não Tão 137!


Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.


Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.


Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.


O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...


A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.


Engraçado.


De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.


Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.


Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)

Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.


_KANGAL

“Não é pelo tempo que você vive, e sim pelo que fez!”


_James Richard Ferreira Pantoja

Não se esforce para fazer os outros rirem, para não acabar sendo confundido como alguém qualquer e, para não perder a estima dos seus conhecidos.




_Autor: James Richard Ferreira Pantoja

Talvez, no momento não exista nenhum assunto tão espinhoso quanto às eleições 2026.








_KANGAL

Não busque culpados pelos seus erros, são apenas seus, você têm o poder de mudar aquilo que não está de acordo com o que deseja.




_KANGAL

O tempo não apaga nossas escolhas; apenas nos leva de volta ao momento em que tudo começou.






_KANGAL

O ser humano não inventou o tempo; inventou formas de medi-lo — o tempo é a dimensão pela qual a mudança se revela.


_KANGAL

A jornada não revela uma essência; ela a constrói. Não existe um “eu verdadeiro” esperando ser descoberto — apenas aquilo que você escolhe se tornar. E, na era da tecnologia, cada um ocupa seu papel, moldado pelas escolhas que faz.


_KANGAL

Eu nunca havia visto tristeza em seu olhar.
Estive perto o bastante, mas não consegui enxergar.
Foram dias tão felizes, tão cheios de calor,
que mal percebi no mundo algo além do amor.


Por vezes eu falo, por outras prefiro calar.
Só sei o que sinto e espero você falar.
Os dias são vazios longe do seu sorrir,
como a aurora que desperta a manhã ao surgir.


Ainda me lembro das estradas e do céu ao alvorecer.
das conversas sem hora e da vontade de permanecer.
Havia algo sereno em sua forma de existir,
como se o tempo desacelerasse apenas para eu sentir.


Talvez eu tenha me perdido tentando seus medos compreender,
enquanto você se perdia tentando os resolver.
E no meio desse caminho, onde havia direção,
nasceram perguntas sem resposta para o coração.


Mas mesmo quando a distância decidiu nos separar,
nunca deixei de suas lembranças me lembrar.
Elas permanecem aqui, guardadas com devoção,
como páginas marcadas de uma antiga paixão.


Se existe algo que ainda desejo encontrar,
não é voltar ao passado nem o tempo recuperar.
É apenas que você encontre paz por onde andar,
e que de nós conserve o que vale a pena guardar.


Que ao lembrar de nós, em qualquer ocasião,
recorde que alguém admirou seu coração.
Até mesmo os segredos que escondia da multidão,
e as dores silenciosas que carregava na solidão.


Porque algumas pessoas vêm e logo se vão,
como estações que mudam a paisagem e a direção.
Mas você, de alguma forma, sem explicação,
continua sendo morada para a minha recordação.


Morada do Alvorecer - Lucca Caldas

Beleza Versus Instante


"Não confunda estar bonita com ser bonita. Estar bonita é momento. Ser bonita é uma visão de dentro para fora - é como a sua essência se projeta no mundo. Afinal, quem elogia com clichê não quer saber de quem você é de verdade."

Insano é beijar e honrar uma
bandeira que não é a sua;
insano é divergir sem cooperar
com aquilo que é de sobrevivência
e nas mãos de um estranho confiar;
insano é votar em quem disse
que deveríamos nos curvar
ao estranho que poderia nos
jogar livremente uma bomba atômica;
insano é apoiar quem disse que estaria
disposto a sacrificar até mesmo a floresta;
insano é votar em quem até disse
que se sentiria vingado se
a nossa pátria virasse terra arrasada.


(Insano é não querer ver a vontade
mascarada de metáfora.)

Muitas pessoas abandonam seus sonhos,
por causa do dinheiro,
não tenho dinheiro,
mas realizei os meus sonhos!

"Todos querem acreditar em alguma coisa, mas quando viram adultos não conseguem mais."


-Blue Lock

(...)
eu não sei se passei no teste
de ser gente ou alguma coisa
queria mesmo é ser a Mosca
dos filmes do Cronenberg
ou o inseto monstruoso do Kafka
que um dia não saiu mais
um dia me tranquei no quarto
um dia me tranquei na vida
e não fui mais
simplesmente não fui
e nem tentei encontrar
respostas ou motivo


Não há nada depois dessas coisas.


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(Fragmento do poema “Um inseto monstruoso”)
Lisa Alves — Jardim de Pragas (2025)