Poema Nao Ame sem Amar

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Não existe florada igual


ao do poético ceibal


sob o Hemisfério Austral


na beiradinha do rio


dos pássaros coloridos.






Deveria ser proibido


olhar com outros olhos


que não os teus olhos


tão infinitos e lindos


para a beleza do Uruguai.






Porque os teus olhos


são o meu principal motivo


para olhar para frente


com o que há de mais romântico,


e não pensar nunca mais


sequer dar um passo atrás.

Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.


No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.


Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.

A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.


Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.


Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.


Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.

Foi alguém que não sei o nome,
não sei o rosto, não sei a direção,
não sei o entorno, não sei de nada.


Somente sei que com distância,
anonimato, imenso silêncio
e uma inteligência insana:


Ocupa minha mente inteira
do tamanho da Via Láctea.

Não sei se havia
me visto antes,
Não tenho costume
de guardar datas,
Tem um bom tempo
que ele ocupa
o meu pensamento,
Ele é o mistério da década,
Talvez ele seja poeta
e nem tenha descoberto.


Quando o fez,
ele mexeu comigo,
não tenho dúvida
que ele tem algo de divino.

Trazer consigo algo
de Rio Chucunaque,
manter a tranquilidade,
não se deixar levar
por aquilo que abale,
e te dar toda a liberdade.


Deixar o coração falar
sempre mais alto,
e o seu amor sussurrar
baixo no ouvido,
sob ou não uma
Árvore de Panamá.


Atrair você todinho
ao som de Tamborito,
e quando houver
silêncio encostar
o seu sorriso no meu,
e assim dizer que
tudo em mim é teu.

A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.


​Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.


​A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.

Com os sentimentos,
as sensações e as emoções
não se faz esporte,
Embora eu reconheça
que todos são coisas sérias.


O coração não é pista
de skate em praça pública,
Um amor que se orgulhe
de verdade em praça pública,
é talvez questão de sorte.


[Você é a direção e eu o seu norte.]

O senhor pode abrir o portão,
no Brasil não quero invasão,
Se assim for, irão
sobrar cabeças batendo
no portão e ora no chão.


Vai ter bolinhas de gude de montão
sendo jogadas no chão
dia sim e no outro dia também,
vai ter muito escorregão.


Amém, amém e amém.

Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.


Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.


Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.


Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.

Supernovas de colapso de núcleo
para morrer para o que não interessa,
Viver a partilha da imortalidade
e o que há de mais universal
do amor romântico sem pressa,
mesmo que incrédulos julguem
dizendo que não na vida presta.

Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.


[Transbordaremos a deleitação.]

Não existe um só dia
em que eu não viaje dentro
da América Latina,
percebendo os seus
românticos sinais
Há muito tempo isso faz
e a cada dia desejo mais.


Percorrer o Rio Coco
ao som de Punta
em celebração Garífuna,
sentir o teu perfume
misturado ao do Ocote.
Todos os dias tenho
pedido a Deus esta sorte.


Mesmo que me digam
que ando esperando demais
ou vivendo de fantasia,
não vou desistir, porque
o coração vai só onde confia;
e algo me diz que, da tua
parte, a vontade é recíproca:
não vamos nos deixar para trás.

Estrelas hipervelozes
que não são contidas
passando perto do buraco negro,
as duas escapam vivas
e por nada são detidas.


[[Pelo amor permitem ser rendidas]].

Procurar
frutas nativas
e encontrar,
O tempo pode
não voltar,
As florestas
estão a queimar.

Estamos no inverno
com o céu cinzento,
e você aqui não veio.
Talvez seja o porquê
está fazendo muito
mais frio em Rodeio.


Na beleza das linhas
dos teus olhos leio
o igual desejo escrito
por Edda Falzolgher;
Algo entre nós
está por acontecer.


Tudo depende mais
de você do que de mim,
Não preciso nem
mesmo explicar o porquê:
Não nasceste ontem,
e eu também não.


Com poesia e paixão,
e com o que há de mais
belo no Médio Vale do Itajaí,
Estou à espera da estação
que o amor florescerá
de vez com a aproximação.

Capturaste-me todo o pensamento
desde o primeiro momento;
não consigo mais pensar em nada,
estou ligada em ti o dia inteiro.


Com a majestade com que o Rio Layou
desce e encontra o mar,
entregues ao melhor Bouyon,
sei que vamos nos encontrar.


Em tempo de florada da Bois Kwaib
e pétalas caindo sobre nós,
somente nossos beijos haverão
de emudecer a nossa voz.


Sabemos muito o que queremos,
e sei que nós podemos ir além;
a dança quem conduz é você,
para juntos acendermos os desejos.


Do amor não somos passageiros,
e nele nós nos reconhecemos;
da minha parte eu sei o que fazer:
contigo do anoitecer ao alvorecer.

Não sou contra a cooperação com os EUA no combate ao crime. Cooperação com Brasil já existe há anos e pode vir a ser aprofundada.


Cooperação é diferente de intervenção, mas depois da última reunião que o Secretário da Guerra teve com o Escudo das Américas, ele pediu para que os países deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI) que sei que não é perfeito e carece de muito aperfeiçoamento.


O TPI é um tribunal que não serve só para crimes de guerra, mas também crimes de genocídio que governos podem praticar contra os próprios cidadãos.


O que o Secretário da Guerra pediu pode custar muito caro para todos os povos das Américas.


Que os EUA não queiram continuar sem entrar é uma escolha que atende aos anseios da administração deles, e penso que cada um no seu quadrado.

Não mantenho nenhuma empatia com nenhuma Força Armada invasora de país nenhum.


Nenhuma tropa entra num país para distribuir flores.


Os civis sempre pagam a conta mais cara.


Não vivo de fantasia.