Poema Nao Ame sem Amar
Se aquela pessoa considerada amigo, não lhe procurou mais. É sinal que ela nao sentiu a sua falta. E você também não precisou dela. Faça o mesmo, ignore, exclua da sua vida. As pessoas que te amam lhe acharão. Amizade é como uma plantinha, se não molhar de vez em quando, ela morre, e depois de morta não a serve mais.
Otávio Mariano
As pessoas do coração ruim, são ingratas. Não choram porque seus olhos são secos, assim como a sua alma, vivem amarguradas e apegadas as coisas do mundo, como: dinheiro e bens materiais, desconhecem o valor daqueles que choram e amam. Preferem a solidão, a dividir o seu tempo com alguém.
Otávio Mariano.
Pare de insistir agradar, aparecer e correr atrás de quem não têm interesse nenhum por você, nem pela sua amizade; se não tiver ninguém para segurar a sua mão, coloque as no bolso e continue sua caminhada sozinho. Têm momentos na vida que é só você e Deus, e acredite é o suficiente.
Otávio Mariano
Os nobres honram a palavra.
Os normais negociam com transparência.
Os canalhas não honram a palavra e nem se apegam à verdade.
Você se sente amada
quando o silêncio não pesa e a presença fala mais alto que promessas?
Você se sente protegida quando o mundo endurece e há um peito firme onde o medo some e você pode descansar?
Você se sente cuidada
nos detalhes invisíveis,
no olhar atento, na palavra que conforta, nos braços que acolhem e na mão que permanece mesmo cansada?
Amor não é só intensidade, é constância.
Não é só desejo, é abrigo.
Amor é ficar quando seria mais fácil desistir.
É escolher todos os dias, mesmo conhecendo falhas, limites e cicatrizes.
Porque quem ama de verdade não apenas diz: "eu te amo"
prova, sustenta e nunca solta a mão.
Há páginas em mim que não escrevi,
Há sementes que não plantei,
Há sorrisos que não dei,
Há dores que não senti,
Há presentes que não ganhei,
Mas tenho certeza que as dores que sobrevivi me forjaram em aço que ecoa entre as entranhas da vida.
Senhor sequestrador, não conte com resgate. Minha mulher é tão mão de vaca que, em vez de pagar, vai tentar parcelar em 12 vezes sem juros, ou te vender a ideia de me manter como refém vitalício.
Benê Morais
Aflição
Sei que tens muita aflição
Não me castigues com teu furor,
Se tudo e por causa do amor
Se ainda me tens no coração
Minh' alma perturbada
Meu corpo sempre te clama
A noite enluarada
Coração que muito te ama
Seguiremos nossos sonhos
Inda que sejam tristonhos
Esquecer tudo e das agonias
Tudo por ti eu faço
Acolherei sempre em meus braços
Minha lnda de todos os dias.
Se pensar no passado,
você enlouquece,
se pensar no futuro,
você adoece,
Então viva e não pense,
só assim você curte o presente!
FULGOR DA DOR QUE ANIQUILA.
Não havia pensamento.
Não havia linguagem.
Apenas a dor.
Bruta.
Imediata.
Sem forma e sem medida.
O ar pesava.
O peito ardia como se algo estivesse sendo rasgado por dentro, sem cessar.
Os olhos não viam.
E, ainda assim, tudo estava diante deles.
O corpo permanecia ali.
Mas o que sustentava o gesto de existir havia sido arrancado.
O chão não sustentava.
O tempo não seguia.
Tudo se comprimia em um único instante interminável.
A imagem dela.
Imóvel.
Silenciosa.
E o sorriso.
Ausente.
A ausência gritava mais do que qualquer som.
As mãos tremiam sem controle.
Os joelhos cederam.
Não havia decisão.
Apenas queda.
O papel.
As palavras.
Cada linha atravessava como ferro em brasa.
Sem interpretação.
Sem defesa.
Apenas impacto.
O coração batia desordenado.
Forte demais.
Rápido demais.
Como se quisesse romper o próprio corpo.
O ar faltava.
Ou talvez não fosse mais necessário.
Um ruído interno.
Constante.
Insuportável.
Como um eco que não se cala.
Nada fazia sentido.
E, ao mesmo tempo, tudo doía com uma precisão cruel.
O rosto dela.
A quietude.
O fim.
A mente tentava alcançar.
Mas algo recusava.
Não era possível aceitar.
Não era possível negar.
Apenas sentir.
Sentir até o limite.
E além dele.
A dor não diminuía.
Não se transformava.
Ela expandia.
Tomava espaço.
Invadia cada parte.
Sem nome.
Sem pausa.
A memória surgia sem ordem.
Fragmentos.
Sorrisos.
Olhares.
E cada fragmento feria novamente.
Não havia abrigo.
Nem dentro.
Nem fora.
O silêncio esmagava.
O espaço sufocava.
E ali, entre o que ainda respirava e o que já não era, restava apenas isso.
Dor.
Inteira.
Total.
Sem consolo.
Sem explicação.
Apenas a presença brutal de algo que não podia ser evitado.
E que não cessava.
JOSÉ HERCULANO PIRES.
O Espiritismo não criou igrejas, não precisa de templos suntuosos e tribunas luxuosas com pregadores enfatuados. Não tem rituais, não dispensa bênçãos, não promete lugar celeste a ninguém, não confere honrarias em títulos ou diplomas especiais, não disputa regalias oficiais. Sua única missão é esclarecer, orientar, indicar o caminho da autenticidade humana e da verdade espiritual do homem.
José Herculano Pires
Curso Dinâmico de Espiritismo
O SILÊNCIO NÃO TRANSMITE SOMBRAS.
Referente em apoio a questão 459 de O Livro Dos Espíritos
Dizem que o umbral infiltra-se nos fios invisíveis da tecnologia, que percorre o ar como um sussurro maligno, que atravessa o Wi-Fi como se este fosse um portal aberto às trevas. Mas tal ideia não resiste ao exame da razão serena.
O mal não necessita de antenas, tampouco de roteadores. Ele se aloja onde sempre habitou: na consciência indisciplinada, no pensamento viciado, na inclinação moral que se desvia de si mesma. Transferir à matéria o poder que pertence ao espírito é apenas um modo elegante de fugir à responsabilidade íntima.
O Wi-Fi transmite dados, não intenções. Propaga sinais, não consciências. Não há frequência tecnológica capaz de substituir a sintonia moral, pois esta não se mede em hertz, mas em escolhas.
Se algo atravessa o invisível, não são entidades conduzidas por ondas digitais, mas pensamentos que se afinam por afinidade. E essa lei não depende de dispositivos humanos, mas da estrutura profunda da própria alma.
Atribuir ao umbral o uso de ferramentas materiais é reduzir o espiritual ao mecânico, o que constitui um equívoco conceitual grave. O espírito não precisa de meios físicos para influenciar, assim como a luz não precisa pedir licença à escuridão para existir.
Portanto, não é o Wi-Fi que abre portas ao invisível, mas a mente que se abre ao que cultiva. Quem disciplina o pensamento não teme redes, sinais ou conexões. Pois a verdadeira conexão, esta sim inevitável, é aquela que cada ser estabelece com aquilo que escolhe sustentar dentro de si.
E é nessa soberania silenciosa da consciência que se decide, sem ruído e sem cabos, o destino das próprias influências.
Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.
- Camila Rescaroli
Você simplesmente não consegue tirar os olhos de mim
Também, eu vivo em paz
Comigo mesmo
Estou tão feliz que você me mantém
Vivo a cada dia
Sim, pai, você estava lá
Quando passei por momentos difíceis
Sim, eu paguei um preço alto
Pai, as pessoas dizem que sou perfeito
Isso não sou eu
Eu nunca serei perfeito
Porque sou humano
E cometo erros
Nunca posso voltar e corrigir
Meus erros
Sim, pai, você é perfeito
Você é quem me fez
Muitos anos atrás
E você me colocou aqui para viver
Na terra
Eu vivo uma boa vida
Obrigado por me manter vivo
Todos os dias
Tenho meus momentos tristes e felizes
E você está ciente disso
Sim, você me viu chorar muitas vezes
Também, você levanta meu espíritoVocê simplesmente não consegue tirar os olhos de mim
Também, eu vivo em paz
Comigo mesmo
Estou tão feliz que você me mantém
Vivo a cada dia
Sim, pai, você estava lá
Quando passei por momentos difíceis
Sim, eu paguei um preço alto
Pai, as pessoas dizem que sou perfeito
Isso não sou eu
Eu nunca serei perfeito
Porque sou humano
E cometo erros
Nunca posso voltar e corrigir
Meus erros
Sim, pai, você é perfeito
Você é quem me fez
Muitos anos atrás
E você me colocou aqui para viver
Na terra
Eu vivo uma boa vida
Obrigado por me manter vivo
Todos os dias
Tenho meus momentos tristes e felizes
E você está ciente disso
Sim, você me viu chorar muitas vezes
Também, você levanta meu espírito
Onde Mora a Leveza
Há uma leveza rara naquele espaço,
daquelas que não se explicam bem,
vem do jeito delas, do cuidado,
da paz que cada gesto tem.
Nada ali é só aparência,
tudo carrega intenção,
desde o toque mais simples
até uma risada em tom de brincação.
A cabeleireira, com mãos seguras,
trabalha com calma e atenção,
e a assistente, sempre presente,
traz leveza em cada ação.
Elas trabalham com alegria,
e isso muda tudo ao redor,
porque quando a energia é boa
o simples se torna maior.
E talvez seja esse o segredo
que faz tudo ser como é:
corações alinhados ao bem,
e uma base firme em Deus e na fé.
Quando a Alma Reconhece
Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.
Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.
Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”
E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.
Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.
Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.
E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.
O Que Não Se Despede
Entre nós não houve fim —
houve silêncio.
Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.
Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.
Te amei onde ninguém vê —
no invisível.
E é lá que ainda te guardo.
Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.
Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.
Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.
Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.
E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —
apenas se afastam no tempo.
Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…
eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.
Entre o Que Permanece
Não foi em um dia
que dois caminhos se perderam.
Foi aos poucos —
nos detalhes ignorados,
nas palavras não ditas,
no cansaço que foi ficando.
E, ainda assim,
há algo que não se desfaz.
O que foi verdadeiro
não termina —
apenas muda de lugar dentro da gente.
Não se sabe quando foi
que tudo se soltou,
ou em que curva da vida
houve desencontro.
Mas há um tempo de silêncio.
Um tempo de espera.
Um tempo em que a dor
aprende a se transformar.
Se é tempo de recolhimento,
que seja sem culpa.
Se é tempo de reconstrução,
que seja com cuidado.
O que foi vivido permanece
sem necessidade de explicação,
sem a tentativa de reescrever finais,
sem diminuir o que foi real.
Porque algumas histórias
não precisam continuar
para permanecerem inteiras.
E, no que fica,
já não há posse —
apenas o desejo sincero
de que o outro fique bem.
E, quem sabe um dia,
em algum ponto tranquilo do tempo,
os caminhos voltem a se cruzar —
sem dor, sem pressa,
apenas em paz.
Mesmo que de longe.
Meu Ídolo: Oscar Schmidt
Meu ídolo não era só presença —
era arremesso suspenso no tempo,
a bola saía da mão como destino
e o mundo parava por um momento.
Chamavam de mão santa,
e havia fé naquele gesto,
como se o impossível cedesse espaço
ao rigor de um sonho honesto.
Foram quadras, países, multidões,
recordes que o tempo não apaga,
um nome escrito na história
onde a coragem nunca se retrata.
Mas não era só o craque —
era o homem por trás do mito,
o riso fácil, a fala solta,
o jeito leve, quase infinito.
Chegava e tomava o espaço
sem precisar se impor,
e quando contava suas histórias,
o mundo inclinava ao seu redor.
Brincava, dizia bobagens,
e nisso havia grandeza escondida:
quem é imenso de verdade
não precisa endurecer a vida.
E acima de tudo — o coração,
maior que qualquer estatística,
largo, humano, indomável,
sua marca mais característica.
Eu vi, eu vivi, eu aprendi —
não só a quadra, mas a essência,
porque ídolo, quando é de verdade,
não termina — vira presença.
E hoje, em algum gesto meu,
num riso solto, numa condução,
carrego, ainda que em silêncio,
um traço teu na minha direção.
Meu ídolo não é só memória,
nem só o craque que o mundo viu —
é parte viva do que me tornei,
é o eco de tudo que em mim persistiu.
