Poema Nao Ame sem Amar
Solta o fardo, apaga a luz,
deixa de lado o que te conduz.
A vida não é só conta e medida,
é o pulsar da alma, a paz permitida.
Não se cobre tanto, não se exija o mar,
basta o silêncio de apenas estar.
Na Suécia, vereadores não recebem salário fixo e deputados federais recebem cerca de R$ 16 mil líquidos após impostos. Ele não têm assessores nem carros oficiais. Ser político na Suécia é servir ao cidadão, não viver de privilégios.
Benê Morais
O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.
"Eu Te Vejo, Mesmo Que Não Digas"
Te vi quando ninguém mais via,
quando teu abraço calou meu fim,
quando tua oração venceu o abismo
e me fez lembrar que ainda havia um “sim”.
Tu foste a ponte sobre águas escuras,
a mão no meu ombro, o peito no meu choro,
e agora és tu quem afunda em silêncio,
escondendo a dor sob um falso decoro.
Por fora, um sorriso cansado:
“tá tudo bem, pode deixar...”
Mas eu escuto o grito abafado:
“por favor, alguém… vem me buscar.”
Tu carregas o mundo sem pausa,
tentando ser força onde falta chão,
mas até heróis precisam de descanso,
até os fortes merecem compaixão.
Não posso tirar tua dor com palavras,
nem consertar o que em ti desmorona,
mas posso sentar ao teu lado em silêncio,
segurando tua alma que ainda ressona.
Se não quiser falar, tudo bem,
se fugir de ajuda, eu entendo.
Só não pensa que está invisível —
eu te vejo, amigo, eu tô te vendo.
E mesmo se teu mundo ruir em pedaços
e tu não tiveres força pra chamar,
lembra: fui salvo pelo teu abraço…
e agora, eu só quero te abraçar.
"Coluna em Pé"
Entre ruínas e ventos, fiquei de pé,
não por força, mas por fé.
Quando todos se calaram, ouvi o Céu dizer:
“Filho, é tua vez, ergue o estandarte e vem vencer.”
O chão tremia, mas minha alma não,
pois quem carrega o fardo tem a unção.
Família é campo, é missão, é altar,
e sobre mim recai o dom de cuidar.
Sou vigia nos muros, intercessor na madrugada,
a voz que clama, lâmpada acesa, espada levantada.
Não sou o mais forte, nem o mais santo,
mas o escolhido entre os que restaram no pranto.
E se o inimigo cercar minha casa, verá,
não há recuo onde Deus mandar ficar.
Porque a promessa não morre, só amadurece,
e quem permanece, prevalece.
Carrego o peso da responsabilidade,
mas também o consolo da fidelidade.
Pois aquele que chama também sustenta,
e no deserto ensina o que o trono apresenta.
Quando o cansaço tenta me parar,
é o Espírito que vem me renovar.
Oro de joelhos, choro e confesso,
mas sigo firme — porque o propósito é o progresso.
Sou coluna, raiz e chão,
não dependo da vista, vivo de visão.
A guerra é grande, mas maior é o Rei,
que me ergueu quando eu pensei que não voltava a ficar de pé.
E se o mundo cair, eu continuo a crer,
pois não há tempestade que me faça deter.
Minha casa é promessa, meu lar é missão,
e Deus é o centro da minha direção.
Fui chamado pra servir, não pra aparecer,
pra lutar em silêncio e ver Deus mover.
Pra ser exemplo quando tudo desaba,
pra manter a fé viva onde o amor se acaba.
E quando o tempo provar minha fé,
serei lembrado como aquele que ficou de pé.
Porque a unção não cansa, a fé não envelhece,
e quem confia no Eterno — permanece.
"Quando o céu toca a alma"
Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.
É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.
O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.
Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.
A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.
E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.
Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.
Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.
E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.
Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.
"Carrego um chamado"
Carrego marcas que o tempo não levou,
feridas que a infância deixou sem cura,
silêncios que o mundo nunca escutou,
e um coração que aprendeu a ser forte na dor mais dura.
Não sou culpado das sombras que caminham comigo,
sou apenas alguém que tentou ser luz no meio delas.
E mesmo tropeçando no mesmo antigo perigo,
Deus insistiu em me levantar,
como quem recolhe estrelas.
Faltou pai… faltou mãe… faltou abraço.
Mas sobrou presença divina nos espaços vazios,
sobrou Cristo nos cantos do meu cansaço,
sobrou fogo no meio dos meus dias frios.
E quando eu penso que sou nada,
que não mereço, que não carrego talento,
Deus sopra em mim aquela voz calada:
“Filho, Eu faço morada no teu sofrimento.”
Porque o chamado é maior do que o peso que sinto,
é maior do que o erro que insiste em voltar.
E quando Ele me usa, eu só pressinto
que o céu inteiro começa a respirar.
Eu não sou grande,
não sou forte,
não sou perfeito.
Sou só barro nas mãos do Rei.
Mas mesmo assim Ele escolheu meu peito
pra acender um fogo que eu nunca acendi.
E hoje entendo:
não sou culpado,
sou escolhido.
Não por mérito…
mas por graça.
E onde o mundo me feriu,
Deus construiu estrada.
Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.
Capacidade, não é sobre o quanto você comporta — mas sobre o quanto
você suporta! (Pena)
—Onaile A Prudent
Não é negar de onde eu vim,
nem apagar o que ficou.
É só parar… olhar pra dentro,
e ver o que ainda não começou.
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'A indesejada morte
É uma injustiça
Não contra quem morre
Mas contra quem fica'.
Eduardo de Paula Barreto
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Não se ressinta pela raiva, não a julgue nem a reduza, apena saiba direcionar, não ceda a violência, mas saiba fazer dela um condutor para a calma, para um pensamento mais humano.
Não deixe que ela te domine, mas torne ela um combustível, um combustível para entender o que não fazer, um combustível para o que é correto a se fazer.
Não se entregue a dor.
A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.
É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.
Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.
A opinião alheia não lhe pertence; são apenas representações das quais você é coadjuvante — ou algo pior. São construídas por recortes, colchas de retalhos feitas do que se vê, ouve e é costurado pela imaginação. Tanto é verdade que tal imagem pode, inclusive, sobreviver à sua morte.
Ainda assim, não me preocupo: essa projeção não me define, não dorme comigo, nem sente minhas dores. O que realmente importa é proteger minha essência e ter clareza de quem sou. Não me cabe provar nada ou me moldar ao mundo; o mundo muda o tempo todo, assim como eu, mas não necessariamente estamos em sincronia, embora as mudanças possam me afetar. Se provar, mesmo que por vontade própria, seria um esforço inútil.
Por outro lado, também tenho opiniões sobre os outros e acredito que todos tenham. É importante que as opiniões sejam compartilhadas, não suprimidas. Embora as pessoas se percam em devaneios baratos, o compartilhamento expõe o pensamento, criando um ambiente propício à análise e ao diálogo. Censurar a opinião é um erro; por mais distorcida ou falaciosa que seja, ela não é sobre o "alvo", mas sobre a colcha de retalhos na mente de quem a emite. Suprimir essas ideias não as mata; apenas as faz trabalhar nas sombras, até porque não lemos mentes. Além de tudo, censurar opiniões é tirar algo que é do outro, não o que é seu.
Leis, regras e normas existem para serem seguidas. A conscientização sobre o seu cumprimento não é relevante para aqueles que, por egoísmo existencial, as ignoram. Esses indivíduos buscam o caminho mais fácil, mas a facilidade excessiva não existe. Muitos vivem em uma consciência coletiva ditada pela moda: 'Se eles fazem, eu faço.' Espero que a competência seja exigida para a compreensão e aplicação dessas diretrizes.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Não tenho político de estimação. Meu voto não se compra com siglas nem bandeiras. Só respeito quem prova, na prática, ser honesto e trabalhador. A minha admiração não depende do partido em que é filiado, mas da sua conduta diante do povo.
Benê Morais
* Vida*
A vida não vem pronta,
ela se escreve no sentir,
Entre quedas e voltas,
a gente aprende a existir,
Nem todo dia é bonito,
nem toda dor é em vão-
é no meio do infinito
que nasce a força do coração.
*É como eu te disse, dias nublados existem porém as estrelas nao perdem seu brilho por conta disso.
Voce nasceu estrela e brilhará por onde vc passar e estender as estacas.
Te amo @🌵Maisa Guanabara
Sucesso sempre.
Não quero só declamar o verso,
Quero também espalhar o perfume da rosa;
Sim, o perfume da rosa.... e, depois de sentir o aroma da rosa, beijar, beijar, beijar."
