Poema Nao Ame sem Amar

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“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.

Viver é caminhar leve o bastante
pra não ferir a própria alma,
e atento o suficiente
pra não perder o que ainda brilha.

Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.

Hoje o dia esteve diferente, não leve, mas com menos pesar.


Respirei sem pedir licença.
Andei sem fugir dos pensamentos.
Alguns vieram, outros cansaram de bater.
Aprendi que nem todo silêncio é vazio.
Às vezes é só descanso.
Não foi um dia bom.
Foi um dia possível.
E, honestamente, isso já é avanço.

Um dia vou te encontrar de novo. Não por acaso. Por destino atrasado.
Já não serei a mesma pessoa.
Nossas vidas estarão diferentes.
Outros caminhos, outras versões, outras cicatrizes.
Mas algo em mim ainda vai reconhecer você.

Acontece.
As pessoas mudam.
Os afetos se transformam.
Algumas promessas não sobrevivem ao tempo.
E mesmo assim, certas histórias não se apagam.
Só aprendem a existir de outro jeito.

Acontece.
E a vida não pede permissão.
Só segue.
Quem sente aprende a andar diferente.
Quem foge repete.

"O símbolo que não fecha"


O infinito não promete.
Ele insiste.
Não tem começo, não aceita fim,
só dobra o caminho pra continuar existindo.
É o amor que não coube no tempo,
a dor que aprendeu a respirar sozinha,
o retorno eterno de quem vai
mas nunca some de verdade.
Infinito é laço, não linha reta.
É cair e voltar diferente,
errar com memória,
seguir mesmo cansada.
Não é pra sempre.
É apesar de tudo.

Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.

Eu cansei das pessoas difíceis
não das profundas
das difíceis por ego, por pose, por medo mal disfarçado.
Cansei de provar quem sou
como se afeto fosse currículo
e presença precisasse de carimbo.
Hoje eu escolho o simples
não o raso.
O simples que fica
o simples que não some
o simples que não humilha para se sentir maior.
Se for para andar junto
que seja leve.
Se for para doer
que ao menos valha a verdade.
O resto
eu deixo para quem ainda confunde distância com valor.

Ela é brava, temperamental, sabe o que quer, não se diminui para caber no mundo de ninguém, em seu dia mais sublime, o estado alterado de consciência à revela, fêmea selvagem, das que encantam e assustam....

Ela anda como quem não pede licença
e fala como quem já decidiu não agradar.
Quando entra em silêncio, o ar muda.
Quando sorri, não é promessa, é aviso.
Não se explica.
Não se desculpa por ser intensa.
Carrega cicatrizes como medalhas discretas
e desejo como fogo que não pede permissão para existir.
Tem algo de antigo nela,
uma memória de mata fechada,
de lua cheia observando de longe,
de quem sabe fugir e sabe ficar,
mas só fica se for inteiro.
Encanta porque é viva.
Assusta porque não se dobra.
E quem chega perto
precisa entender uma coisa simples e dura:
ela não é para ser domada,
é para ser respeitada.
Se tentar menos que isso,
ela vira vento
e some sem olhar pra trás.

Moça do Wi-fi

Ela é bela, com um ar europeu e um mistério que não se explica.
Índia de longas madeixas, pele clara marcada pelo sol e pelo tempo.
Ama tatuagens porque entende o corpo como território de memória, não de enfeite.
Carrega nas costas o peso do mundo, não por escolha, mas porque alguém tinha que segurar.
E ainda assim caminha com a alegria de quem decidiu viver, mesmo atravessada por experiências que nunca pediu, nunca chamou, nunca mereceu.
Tem olhos que já viram demais e um silêncio que diz tudo.
Não é frágil, é cansada.
Não é distante, é profunda.
E segue, porque parar nunca foi uma opção oferecida a ela.

Fechar a carteira emocional


Não é o outro que me deve,
sou eu que insisto em pagar parcelas
de um contrato nunca assinado.


Chamo de amor,
mas é vício de apostar no cavalo errado,
mesmo sabendo que não vai cruzar a linha de chegada.


Um dia, o estalo:
o banco não é deles,
a moeda sempre foi minha.


Fecho a carteira.
Corto o crédito.
O débito evapora.


E descubro, enfim,
que liberdade não é conquistar amores distantes,
é escolher e não financiar ilusões.

Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.

Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.

Preciso me recompor. Sacudir a poeira e voltar ao centro da Tua vontade. Se eu não focar em Ti, Senhor, não chegarei ao meu destino final e não poderei dizer, como Paulo:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia." (2Tm 4:7-8)


Tenho começado a discernir a sedução sutil do inimigo... Ele não vem com barulho, mas com distrações suaves, pensamentos aparentemente inofensivos, ideias ousadas que tentam se disfarçar de liberdade. Percebo agora como o pecado se forma: tudo começa na mente , uma sugestão, um desejo não confrontado , e quando vemos, ele já foi gerado, pronto para nascer e nos afastar de Ti.


Quão pequeno é o homem quando se deixa levar pelos desejos da carne. Mas eu não posso continuar assim. Preciso me levantar com todas as minhas forças e voltar para os Teus braços.
Não quero apenas começar a caminhada... quero terminá-la contigo, com fé preservada, com o coração limpo, e com os olhos fixos no Céu.


Ajuda-me, Senhor, a permanecer firme, porque sem Ti, nada sou.

A tarde chega, o vento sopra leve
O tempo corre, mas a alma percebe
Que o amor não mora em um final feliz
Ele vive no começo, no que se diz - Frase da música Grandioso Assim do dj gato amarelo

⁠Os ouvidos
da minha alma
não estavam preparados para
recusar carinho.


Esbanjando melodia, você ajuda o vovô a quebrar as próprias regras!


Os que conhecem um pouquinho de mim, sabem ou deveriam saber que detesto Áudios e Ligações por WhatsApp.


Mas aí está um dos áudios que fizeram a minha alma se sentir tão Amada e Laureada que até retornou a ligação.


Porque quando o afeto chega cantando, até as estranhas manias se calam.


Minha resistência, tão orgulhosa e rendida, só puxou a cadeira para se sentar e sorrir.


Não era só um áudio — era um colo em forma de som.


Nem era só uma ligação — era um abraço que aprendeu a discar.


E assim, a alma, antes desconfiada, aprendeu que algumas exceções não quebram regras:
elas revelam sentimentos.


Quando tropecei na certeza de acreditar que só precisava de três mulheres para ser Feliz: uma para me chamar de Filho, uma de Amor e outra de Papai, Deus me presenteou com a que me chama de vovô.


E quando esse carinho todo nos chama pelo nome, a gente atende.


Quando o amor insiste, a gente retorna.


Vovô ama porque reconhece.


E reconhece porque sentiu.


Te amo, lady Laura!

DISTONIA E O AMOR



A distonia limitou o meu corpo

Porém, não limitou o meu amor

Que continua crescendo

Mesmo com tanta dor