Poema Nao Ame sem Amar

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Não aceito laço pela metade,
nem coração com porta aberta.
Onde entra um terceiro, sai a verdade,
e a alma sente que não é certa.

Tem verdades que não se cruzam,
andam longe, sem se tocar,
mas viver é seguir fiel a si
sem precisar se moldar.

A santidade não salva ninguém
quando vira máscara e prisão.
Deus não nos quer dentro de uma caixa,
quer leveza, verdade e coração.
Fomos feitos pra viver fora dos moldes,
fora do medo, fora do papel.
Não adianta erguer mãos na igreja
e fechar o punho diante do céu.
Espiritualidade não mora em paredes,
mora no gesto, no olhar, no pão.
Negar ajuda por conveniência
é rezar em vão.
Somos santos e pecadores,
contradição que aprende a amar.
Viemos pra servir uns aos outros,
não só no templo, mas no caminhar.
Porque é fora da igreja, na vida real,
no silêncio, na escolha, na dor,
que mostramos quem somos de verdade
e se a fé virou prática ou só discurso sem amor.

Tanta gente querendo ser alguém,
mas vestindo traços que não são seus.
Copia gestos, vozes, caminhos
pra provar valor aos olhos alheios.
No fundo, nem sabe quem é,
porque se perde tentando imitar.
Quem copia silencia a própria essência
e desaprende o dom de se escutar.
Autenticidade não se ensaia,
palavra nasce da alma, não do papel.
Você pode enganar o mundo inteiro,
criar aplausos, construir um céu.
Mas o pior dos enganos, o mais cruel,
é mentir pra si com tanta convicção.
Porque quando se perde de si mesmo,
nenhuma cópia salva o coração.

Depois que decidi viver o que pulsa em mim,
minhas escolhas ficaram leves, quase asas.
Não preciso ancorar o navio para pensar,
aprendi a refletir enquanto ele corta o mar.
Preciso fazer acontecer sem trair quem sou,
sem silenciar minha essência para caber.
Porque como o mundo reconhecerá minha verdade
se eu seguir camuflada, à espera de permissão?

Sobre a vida não podemos saber tudo,
mas viver é aprender a perguntar.
É no passo incerto do caminho
que começamos, enfim, a enxergar.


Talvez as respostas não gritem,
talvez apenas saibam esperar.
Moram caladas nas perguntas
que temos coragem de enfrentar.


A vida não se explica por completo,
ela se sente, se tenta, se refaz.
E quem aprende a viver perguntando
já encontrou mais do que respostas: paz.

Deixei de viver para apenas existir.
Fui atrás de um sonho — e disso não me arrependo.
Foram minhas escolhas que ganharam forma no caminho.
Quando me encarei no espelho, entendi:
para chegar onde almejo, não preciso me pressionar,
preciso, de verdade, viver cada momento.


E quantos momentos eu deixei passar
por achar que não merecia,
por acreditar que era preciso sofrer
para me tornar referência.


A dor, sim, me moldou —
mas não me endureceu.
Ela me fez grande, me fez verdadeira,
me arrancou de um pensamento banal
e me ensinou a viver uma vida intensa.

Sou o que sou.
E não me moldo para caber onde não me reconheço.
Minha essência é minha —
não se negocia, não se rouba, não se apaga.
A gente não deixa de ser quem é por causa de uma frustração.
A dor não nos anula, ela nos esculpe.
Aprendemos a nos moldar sem nos perder,
a nos vestir de oposição sem abandonar a verdade.
Porque quem sabe quem é
atravessa o caos sem se trair.

Quem tem dó de si mesmo já não vive,
pois ter dó é o mesmo que se prender à própria dor,
é escolher o peso da lamentação
em vez da força da superação.

Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.

Muitos filhos reclamam da comida, que tem muito verde;
isto porque eles ainda não estiveram no deserto para dar
valor ao cactus.

Tua felicidade não depende da felicidade dos outros,
porque cada um coloca no seu coração a escolha de uma vida
bem-sucedida.

Se existir um ateu ou um à toa na vida,
Deus não deixaria de abençoá-lo.
A própria existência de ambos é bendita
Porque Seu amor por eles já foi declarado.

Quem ama não vê defeitos;
Quem odeia não vê qualidade.
Quem é de Cristo vê ambos os preceitos:
O caminho da perfeição e da santidade.

Faça distinção sábia entre religião e salvação:
a primeira é aquela que eu sigo e não mudo; a segunda
é aquela que eu ouço e me transformo.

Domine o seu primeiro impulso para não se tornar escravo das suas reações.
A ação sem reflexão é apenas movimento; a ação com estratégia é desenvolvimento.
Silencie a urgência e refine o plano: o sucesso duradouro não nasce do acaso.
Reflita antes de avançar.

UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO


A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.


A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.

“Quando você se permite com intenção, o universo não abre apenas portas, ele muda o caminho inteiro para que você passe.” Pattricia Fléuri

“Há PODER na Permissão Intencional” não é apenas um livro.
É um portal.
Um chamado para todas as mulheres que já sentiram que carregavam um mundo dentro de si - mas que, por medo, culpa ou repetição, aprenderam a pedir licença para existir.
Aqui, a permissão deixa de ser um ato passivo e se torna força motriz, tecnologia emocional, escolha consciente de quem decide assumir o próprio destino.
Página após página, você é convidada a abrir portas internas que havia esquecido, silenciado ou adiado.
Este livro revela que a verdadeira mudança psicomportamental não nasce do esforço exausto, mas do instante em que você diz, de dentro para fora: “Eu me permito.”
E é nesse instante que o Empoderamento desperta, a Inteligência seleciona o que importa, o Protagonismo te leva ao centro da cena, e a Coragem faz o novo acontecer na matéria da vida.
“Há PODER na Permissão Intencional” é o mapa para transformar emoções reprimidas em movimento, crenças limitantes em prosperidade, relações dolorosas em vínculos maduros, e escolhas hesitantes em caminhos seguros.
É sobre permitir-se sentir, permitir-se crescer, permitir-se prosperar, permitir-se ocupar espaços que sempre foram seus.
É sobre construir — com intenção, consciência e verdade —
o futuro que você finalmente decide viver.
Eu te entrego aqui uma obra que não apenas toca; eu reorganizo o que consegui reorganizar em mim.
Eu desperto o que despertou em mim.
Eu dou a você leitora aquilo que sempre foi seu no sentido de despertar: o poder de permitir-se transformar.
O que deu certo para mim, libero para vocês.

Não sou de deixar ninguém na mão.
Nunca fui.
Não abandono o barco no meio da travessia.
Sei lidar com tempestades e remar mesmo quando cansa.
Mas aprendi que nem todos que estão no barco estão remando.
Alguns apenas observam, esperando ver até onde ele chega.
Não gosto da desistência.
Por isso, quando percebo que alguém não faz questão, eu vou embora.
Porque quando dois remam, o barco avança.
Sozinha, eu até sigo…
mas não fico carregando quem escolheu ficar parado.
Quero alguém que cresça comigo,
que some força, não peso.
Que me dê motivos para ser quem eu sou,
e nunca me transforme em alguém fraco
ou em um perdedor.

Não compare a minha vida,
nem a sua.
Nenhuma história é comparável.


Nenhum sentimento se repete,
nem todos caminham sob a mesma projeção.


Não exija que alguém enxergue a vida como você vê,
porque a estrada que ele percorreu
não foi a mesma que a sua.


Cada passo carrega marcas,
cada escolha nasce de um contexto,
e cada vida merece respeito
pelo caminho que precisou atravessar.


#frasedodia