Poema Nao Ame sem Amar

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Sabe quando sua menininha cresceu?


Quando, ao olhar essa foto, não reverberou no seu íntimo nenhum espaço interno de julgamento:


“Pra que tanta exposição?” ou “Que incrível, um feminino livre se expressando.”


Quando conectadas à nossa energia de base, vibramos além do julgamento, do medo, da raiva, da sexualização do corpo para joguinhos e manipulações.


Em energias mais sutis, é possível reconhecer o receptáculo que tu és da energia da fonte criadora e experimentar o corpo como fonte de prazer sagrado.


Essa energia da mulher sempre foi difícil de sustentar.
Ela atrai olhares, julgamentos e, o pior, o julgamento de outras mulheres,
que condenam e estão em uma energia masculina tão densa,
que não se recordam nem de que possuem um corpo capaz de sentir e se expressar.


Uma mulher desconectada do seu feminino, nesse papel de julgamento,
na verdade, não está julgando a outra, e sim o lugar onde gostaria de estar:
livre dentro de si, mas não consegue, porque ainda não foi possível acolher sua criança ferida.


O importante não é a dor que carregamos, mas o que estamos aprendendo
e como estamos utilizando essa dor para o nosso crescimento pessoal.


Eu, por muito tempo, não senti prazer por meio do meu corpo.
Vivia dentro da minha mente ansiosa.
Precisei me desconstruir, me reconhecer de volta, voltar às origens.
Foi um processo longo, nem sempre em flores,
mas a caminhada valeu a pena para conquistar a minha liberdade de mim mesma,
do meu próprio autojulgamento.


Ao curar a menina, a mulher cresce.


Vamos curar nossas meninas?


15/08/2021 20h21

Passei dias pensando por que minha vida não anda, me cobrando para desengavetar projetos e não permanecer tanto na inércia, na indecisão do que fazer.


Quando há excesso, há confusão.


Parei.
Me retirei, sem decisão, sem saber para onde me movimentar, como uma peça no tabuleiro de xadrez que não vê mais saída para a próxima jogada.
Me cobrei, me julguei, me achei inútil.
Eu não poderia me permitir estar daquele modo.
Precisava seguir, pois a vida é movimento...


Até que eu entendi que permanecer no recolhimento também é movimento,
movimento de descanso, movimento de se retirar para se reconhecer e se reconectar.


A vida acontece em ciclos.
Tudo o que um dia nasce e cresce também precisa morrer.
Nós, mulheres, somos cíclicas.
Dentro dos nossos processos há crise e transição, para que surja a transformação.


Devemos respeitar os nossos processos internos, reconhecer que dentro de nós também há sombras, faz parte da dualidade da vida.
Com mais clareza, podemos escolher não ver dualidade e sim unidade, percebendo que tudo faz parte deste ciclo infinito da consciência cósmica.


Com isso, reconheço que não devo me cobrar tanto.
Entender que os meus processos de transição também são necessários para o meu crescimento, amadurecimento e fortalecimento na guiança divina.
Porque, quanto mais eu reconheço a minha incapacidade de mudar ou controlar qualquer dos meus processos, mais sábia me torno para entregar a Ele, que tudo sabe.






13/07/2021 19h12
Karina Megiato

Você já sentiu que não estava no seu lugar?


Eu passei muito tempo sem entender por que nada na minha vida fluía.
Era como se faltasse o colorido da vida que eu sempre ouvia as pessoas falarem...


Eu não entendia o porquê de estar aqui, qual era o sentido de batalhar tanto e não estar completamente feliz.
Eram muitos questionamentos que não tinham respostas, até eu entender que não havia “tomado a mãe”.


Como assim, Karina — tomar a mãe?


Isso mesmo! Nosso primeiro relacionamento é com a mãe.
Tomar a mãe é tomar a vida.


Quando nascemos, se por algum motivo não formos diretamente ao seio da mãe, para tomar o alimento, isso gera um movimento de amor interrompido.






24/05/2021 07h32
Karina Megiato





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

Deus fez o mundo em 7 dias
porque não havia ninguém
perguntando:
Quando iria ficar pronto.

“Não reclame do que o
universo tirou da sua vida.
Todo mestre de obra precisa
tirar algum entulho antes de
começar a construção.”

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

Quando duvidarem do seu Conhecimento Profissional, não se explique,
Apenas concorde com eles,
Pois já escolheram o lado a acreditar.


Não compensa...
Sente-se e aguarde o resultado...

Às vezes você sente que é tudo que importa.
Às vezes você sente que não vale a pena.


Sua cabeça te confunde, perde o sentido do que é amar.
Será que ama mesmo?
Ou só quer amar?


Será que é importante mesmo?
Será que vai trazer felicidade, paz e sentimento de pertencimento ao amor?
Ou é um sentimento disfarçado de carência?


Às vezes você tem certeza que é essa pessoa.
Mas às vezes você não sabe sequer se encontrou você mesmo.


E o sentimento destroça quando vem a pergunta:
e se essa pessoa não sentir o mesmo?
O que é pra você… pode não ser pra ela.


É possível que essa pessoa seja o amor da sua vida,
mas você não seja o da vida dela?


É possível ser a pessoa certa pra você,
e mesmo assim não acontecer nada…
porque ela não quer?


Me diga:
o que é o amor?
Alguém sabe de verdade o que é?

“Há forças que poucos entendem,
mas eu aprendi a respeitar o que
não se explica. Alguns têm corpo
de gente, mas alma vazia.”

Que no dia trinta e um
O ruim fique pra trás
A tristeza dê adeus
E a dor não volte mais
Que no ano que virá
Nosso Deus possa nos dar
Mais amor, saúde e paz

Não erramos por não
conhecermos a verdade,
Erramos por sermos
ignorantes diante dela

Estás há tanto tempo comigo, mas ainda não me conheces de verdade.
Finges entender meu riso, mas nunca lês o que eu sinto.
O tempo passa, e eu continuo aqui, mostrando meu mundo, enquanto você nem percebe.

Meu silêncio gritava, e mesmo assim você não escutou.
Estás ao meu lado, mas tão distante.
Suas palavras não me tocam.

Eu te dei meu coração, inteiro, sem desfazer dele.
Quem sabe, um dia, você veja o que existia aqui, em minhas mãos.
Mas, quando isso acontecer, talvez seja tarde demais.

Me dói por dentro, sabe? Ainda dói — mas não como antes.
Hoje, a dor existe, só que é menor.
Deixar para trás nunca é fácil, mas é necessário.
As consequências chegam para ambos, fruto das atitudes que tomamos.
Então seja você quem decide o rumo da sua vida.
Não permita que ninguém dite, meça ou diminua quem você é.
Seja o rei da sua própria história, a luz no fim do túnel,
o guia da sua trajetória.

E, acima de tudo,seja o pilar do que você é — e do que ainda vai se tornar.

Há somente uma que nós separa de quem somos, e isso de fato somos nós mesmos


Eu espero não ser alguém diferente porque cresci mas por conseguir ter mais maturidade em algumas situações.

Eu acho que escolhas não te tornam um novo alguém, mas escolhas boas podem te fazer um alguém melhor.


O tempo não cura feridas se você não aprender a ter maturidade conforme ele anda.


A vida não é um jogo de um dia após o outro a vida se não levada a sério, no final não significou nada. Você será só mais uma estatística no contador da morte.


Mudar não é renascer é saber quem você realmente é

Você não precisa estar no barco em alto mar com tempestade, sabendo que mais cedo ou mais tarde o seu barco pode afundar. Então caia fora antes que ele afunde.


E isso não é sobre barco.

No momento estou ouvindo teclas de um piano mesmo sem saber quem está tocando.

Isso não é sobre pianos!

Sensação horrível por estar deste lado da moeda. Não me vitimizo. Reconheço o meu erro e sou homem suficiente para assumi-lo.

Errei com quem não deveria ter errado. Agora, espero a decisão do destino para saber se sou digno de redenção... Apenas espero que você possa me perdoar um dia.

“Monólogo do Inescolhido”


Há um cansaço que não se explica.
Não é físico, nem moral, é um cansaço que nasce no meio do peito. Um peso que o tempo não alivia.
Eu o carrego como quem carrega um corpo morto dentro de si e finjo que ainda é um coração.
Estou cansado.
Cansado de existir para os outros apenas nas horas em que falta alguém.
Cansado de ser o consolo fácil, o “você é incrível” dito com pena, o número esquecido em agendas que só tocam em dias de vazio.
Cansado de ser o quase.
De estar sempre à beira de ser amado, mas nunca atravessar a fronteira do afeto.
De oferecer abrigo a quem só veio se esconder da chuva e depois me deixar encharcado na porta da própria casa.
Eu sei o nome da solidão.
Ela me chama todas as noites, me fala baixinho e lembra que ninguém vem.
E eu obedeço, acendo a luz fraca, arrumo a cama e deixo espaço ao lado.
Ela deita comigo, fria e paciente, logo sussurra: “é só você e eu, outra vez.”
E eu rio... Um riso rouco, cansado, meio incrédulo, porque sei que ela tem razão.
O mundo gira em volta de amores, de laços, de mãos dadas… E eu sigo solto, orbitando fora de todos os abraços.
Há dias em que penso que não fui feito para o amor.
Talvez tenha sido moldado para ser abrigo de ausências, refúgio de despedidas.
Talvez exista só para que outros entendam o que é não ficar.
Mas o que mais me destrói é essa esperança que não morre.
Essa centelha absurda que insiste em acreditar que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Um olhar que não desvie, uma presença que não se dissolva.
Até lá, sigo cansado.
Tragicamente, vivo esperando o impossível com a teimosia dos que já perderam tudo, mas ainda pedem mais uma chance.

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.