Poema Nao Ame sem Amar

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No momento estou ouvindo teclas de um piano mesmo sem saber quem está tocando.

Isso não é sobre pianos!

Sensação horrível por estar deste lado da moeda. Não me vitimizo. Reconheço o meu erro e sou homem suficiente para assumi-lo.

Errei com quem não deveria ter errado. Agora, espero a decisão do destino para saber se sou digno de redenção... Apenas espero que você possa me perdoar um dia.

“Monólogo do Inescolhido”


Há um cansaço que não se explica.
Não é físico, nem moral, é um cansaço que nasce no meio do peito. Um peso que o tempo não alivia.
Eu o carrego como quem carrega um corpo morto dentro de si e finjo que ainda é um coração.
Estou cansado.
Cansado de existir para os outros apenas nas horas em que falta alguém.
Cansado de ser o consolo fácil, o “você é incrível” dito com pena, o número esquecido em agendas que só tocam em dias de vazio.
Cansado de ser o quase.
De estar sempre à beira de ser amado, mas nunca atravessar a fronteira do afeto.
De oferecer abrigo a quem só veio se esconder da chuva e depois me deixar encharcado na porta da própria casa.
Eu sei o nome da solidão.
Ela me chama todas as noites, me fala baixinho e lembra que ninguém vem.
E eu obedeço, acendo a luz fraca, arrumo a cama e deixo espaço ao lado.
Ela deita comigo, fria e paciente, logo sussurra: “é só você e eu, outra vez.”
E eu rio... Um riso rouco, cansado, meio incrédulo, porque sei que ela tem razão.
O mundo gira em volta de amores, de laços, de mãos dadas… E eu sigo solto, orbitando fora de todos os abraços.
Há dias em que penso que não fui feito para o amor.
Talvez tenha sido moldado para ser abrigo de ausências, refúgio de despedidas.
Talvez exista só para que outros entendam o que é não ficar.
Mas o que mais me destrói é essa esperança que não morre.
Essa centelha absurda que insiste em acreditar que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Um olhar que não desvie, uma presença que não se dissolva.
Até lá, sigo cansado.
Tragicamente, vivo esperando o impossível com a teimosia dos que já perderam tudo, mas ainda pedem mais uma chance.

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

“Monólogo do Inescolhido - Ato III”


Cheguei ao ponto em que não peço mais.
Não há súplica, não há oração, não há sequer o gesto de estender a mão.
Eu entendi, ninguém vem.
E essa ausência não é acidente, é destino.
Há algo de terrivelmente claro nisso, o amor é um banquete e eu nunca tive assento à mesa.
Passei a vida à porta, ouvindo risos, sentindo o cheiro do pão quente, mas sem jamais ser chamado a entrar.
No começo, eu batia.
Depois, esperei.
Agora, apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
E não é que a solidão seja inimiga, não mais.
Ela se fez carne da minha carne, me moldou os ossos, me ensinou a calar.
Eu sou feito dela e ela de mim.
Não nos suportamos, mas não nos largamos.
O amor?
Talvez exista, mas não para todos.
Talvez seja como a luz do sol, que aquece o mundo, mas deixa algumas frestas eternamente na sombra.
Eu sou uma dessas frestas.
E não há tragédia nisso, apenas constatação.
Estou cansado, sim.
Mas já não é o cansaço da espera.
É o cansaço de quem aprendeu a andar descalço sobre pedras e já não sente dor nos pés.
A dor virou hábito, a falta virou pele.
Se algum dia alguém me escolher, não saberei mais o que fazer.
Meu corpo, acostumado ao vazio, talvez não reconheça o toque. Talvez até recuse.
E assim termino... Não como quem implora, mas como quem aceita sua condição.
Não sou escolhido.
Nunca fui, nunca serei.
E isso, por mais cruel que seja, é também a minha forma de existir.

Se você não consegue prestigiar o que tem em casa;

Não bata palmas para o que você vê na rua.

Ao menos até você ter condições de enxergar beleza no que é seu e não apenas no que é dos outros.

Comece o seu dia com essa mensagem!

Talvez hoje você não tenha tudo o que deseja;

Mas pode ter certeza que você terá tudo o que precisa!

Fé, pensamentos positivos e objetivos definidos, ajudam e muito a ação de Deus em nossas vidas.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

Jesus Cristo fez o segundo convite,
mas não obrigou ninguém a segui-lo:
"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23)

“Sacrifício não anula
a intenção,
Caráter sim!”


— Alex Sandro

"Sobre tentar mudar as pessoas."


Esse peso, não é seu.
Não traga-o para si.
O fardo de tentar "mudar" os outros não deve ser de ninguém.
Libere-se dessa "obrigação", essa bagagem não é sua, tire-a das suas costas.

Respire.
Se cure.
Se ame.


Deixe cada um, com o seu próprio mal.
Deixe cada um viver de acordo com o que oferece.


E siga com mais leveza.
Não se preocupe, você não falhou, tentar, já te faz mais humana, do que a grande maioria.
Perceba, alguns nem tentam.


Um conselho: Ore e descanse.
Não descanse ansiosa esperando algo, mas faça exatamente o contrário, não espere absolutamente nada.
Não há como tirar água potável de um rio insalubre , e isso não é sua culpa. Nunca foi.


Sinta-se vitoriosa, por ter dado o melhor de si, e continue sua trajetória de vida. Não à dos outros, mas a sua!
Apenas prossiga, uma hora tudo vai fazer sentido, e o que parecia perda, na verdade foi livramento.


Nanci M. Cavalcanti

Sem congregação

Há vantagens em não pertencer a uma igreja local! Sim em não pertencer a uma religião! As vantagens são: Não estar ligado a nenhuma verdade humana; só receber o evangelho puro da bíblia; Não ter conflitos com pastores; viver directamente dependente do Espírito Santo; Não ter conflitos com pastores sobre Batismo no Espírito Santo, nem sobre Dons do espírito Santo e mesmo ministérios de Jesus Cristo.

Enfim viver somente lendo a bíblia, sem conflitos Sobre escolas escatológicas: Pre - Tribulacionismo, Meso-Tribulacionismo, Pós -Tibulacionismo. Ou ainda: Pré - Milenismo, Amilenismo, Pós-Milenismo. Ou mesmo escolas: Futurista, Preterista, Historica e idealista. Enfim vivendo em comunhão com o Senhor até que ele Venha!

Eu não posso mais
Não posso mais fazer isso comigo
Não posso mais viver assim


Quem eu vou ser se continuar assim
Nem mesmo depois de tanto tempo;
Tanta dor;
Tando cansaço;
Eu não consegui apaguar o passado
Ainda sinto ele pairando sobre mim
Como se fosse o maior dos karmas


Porque eu não consigo mudar?
Oque me prende?
Oque eu vejo no sofrimento? Que inconscientemente me faz ficar?
Oque eu ganho revivendo memorias;
Questionado o passado;
Imaginando o irreal;
Porque? Porque? Porque?


Não tem como continuar assim
Eu não posso fadar minha vida desse jeito
Eu sou tão jovem, mas já parece que é tão tarde


Mimira(^-^)
(Hii little disclaimer: eu queria escrever sobre oque eu estava sentido então eu não revisei o textoe e eu estou com sono vcs entendem né)

O HOMEM NÃO PODE FUGIR DOS FENÔMENOS DO SEU ORGANISMO!

‎Assim como,

‎Um Peixe no oceano não pode fugir da agitação da água causada pelo vento, mas deve abrigar-se em atenção até o fim da agitação!

‎Também,

‎Um Homem não pode fugir dos Fenômenos que estão a ocorrer no seu Organismo, mas deve abrigar-se em contemplação dos Fenômenos até desaparecerem!

‎Os Fenômenos que ocorrem no Organismo Humano são as Sensações, os Pensamentos, as Emoções, os Sentimentos e as Intuições!

‎O consumo de droga é uma das principais formas adoptadas pelo Homem para fugir das suas Emoções e Sentimentos que categoriza como negativas!

Good Girl

Se não correr,
se não fizer,
se não se formar,
se não casar,
se não enriquecer,
se não tiver filhos —
pelo menos dois,
se não for bem-sucedida,
se não me aplaudirem…

Good Girl!

A vida passou —
e levou a dúvida junto.

Ode a Clarice

Me ensina
a perder-me nas esquinas invisíveis,
atravessar portas que não existem,
explorar mundos
que cabem apenas
no silêncio do meu passo⁠

Ode a CL

Antes que o mapa encurte,
antes que a próxima “viagem”
imponha um itinerário
que não ultrapasse
a rua paralela
à minha antessala…

Quando a gente encontra a pessoa certa, não é sobre borboletas no estômago ou sobre o coração disparado. É sobre paz. É sobre olhar nos olhos e sentir que, finalmente, alguém entende o silêncio, respeita o espaço e ainda assim se faz presente.
A pessoa certa não é perfeita, mas tem o dom de fazer a gente querer ser melhor. Ela não apaga nossas cicatrizes, mas ensina a gente a olhá-las com mais carinho.
No fundo, não é sobre encontrar alguém que complete, mas alguém que transborde junto. Porque quando o amor é certo, ele não prende… ele liberta.

Terças Feiras

As terças-feiras tem sido nubladas e chuvosas aqui dentro, não sei se é “sina,” se é algo da minha mente, mas, assim tem sido.

As terças me fecho, as portas se abrem, mas, aqui é tudo escuro, é tudo “truvo,” e faz tempo que estou aqui.

Bastado de sentimentos, desafortunado por natureza, a vida é mesmo essa roda do tempo em que esperamos por dias melhores e eles nunca vem.

Enquanto isso eu espero o ciclo: “ame, viva, sonhe!”

“Ame”, amar é o principal meio a que devemos nos apegar, portanto se amamos conseguimos passar para o segundo ponto, “viva”, viver é da natureza humana, com desafios, com obstáculos, criando meios sustentáveis, mas, vivendo.

E, quando vivemos podemos descansar no “último” ponto dessa estrada “sonhe”, sonhar é divino, tudo acontece no sonhar, sonhar é ciclo infinito, e aliança, é desejo, esperança.

Tente um pouco e, mais um pouco, mais um pouco e verá que você consegue.

Ame, viva, sonhe e, segundo a canção eternizada na voz de Mariza Monte:

Sem botão, no tempo
No topo, no chão
Em cada escada há caminhada
À pé, de caminhão

Seu horário nunca é cedo
Aonde estou?
E quando escondo a minha olheira
É pra colher amor