Poema Nao Ame sem Amar

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O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.

O estilo é a poesia na prosa, quer dizer, uma maneira de exprimir que o pensamento não explica.

Émile-Auguste Chartier
ALAIN, En lisant Balzac, Laboratoires Martinet, 1935

Não há nada mais raro no mundo que a vontade; e, no entanto, a escassa porção de vontade que é concedida aos homens chega para virar todos os seus juízos.

Outra utilidade das tentações é que tornam o homem solícito, exercitam-no e não o deixam ser preguiçoso ou ocioso; de modo que o induzem a vigílias, a orações e a jejuns, além de outros exercícios espirituais que o levam à perfeição da vida espiritual.

Os costumes daquele que não fala convencem-nos mais do que os seus raciocínios.

O desprendimento de tudo nunca é tão completo que não sobreviva ainda um sonho à morte dos sonhos.

A arte não consiste em desfigurar a verdade em artifício, mas em emprestar ao artifício a fisionomia simples da verdade.

Não há sociedade possível sem o dever, que compreende a justiça e a caridade.

A virtude não é somente o alicerce da felicidade humana, mas também o dos Estados.

As pessoas que passam bem de saúde são apenas doentes que não sabem que o estão.

Não poderia melhor comparar-se o absurdo das meias medidas do que ao das medidas absolutas.

Os depositários do poder têm uma disposição desagradável a considerar tudo o que não é eles como uma facção. Eles chegam a incluir às vezes a própria nação nessa categoria.

O trabalho que não pode separar a ideia é um trabalho contra a natureza. A ideia não existe, o que existe é o indivíduo.

Ser homem é ter uma história, e não ser pura natureza. Ser homem é saber que o mundo não foi dado, mas que se cria.

O nosso amor-próprio é tão exagerado nas suas pretensões, que não admira se quase sempre se acha frustrado nas suas esperanças.

Quando alguém faz algo de muito bem grado, quase sempre existe alguma coisa naquilo que faz que não é a coisa em si.

Se um espírito contemplativo se deita à água, não tentará nadar, procurará, primeiro, compreender a água. E afogar-se-á.

Quando estamos decididos a ver as nações como queremos, não precisamos de sair de casa.

Para quem não tem juízo os maiores bens da vida convertem-se em gravíssimos males.

É então um mundo de fórmulas a que eu obedeço e tu obedeces? Sem ele não poderíamos existir. Se víssemos o que está por trás não podíamos existir. O nosso mundo não é real: vivemos num mundo como eu o compreendo e o explico. Não temos outro. É a voz dos mortos insistente que teima e se nos impõe. Mais fundo: não existem senão sons repercutidos. Decerto não passamos de ecos.