Poema Nao Ame sem Amar
Sagrada Araucaria Araucana
que por Mapuches e Pehuenches
têm os seus frutos celebrados,
e possui corações apaixonados
Admirada Araucaria Araucana
que de Alonso de Ercilla é musa
etenizada e por Neruda confirmada
sagração da bela Pátria fundada
Aprendi a coragem e o romance,
lições do Chile como parte sublime
da Pátria Grande que mantém firme
A mente, a minh'alma e o peito
porque é aqui nesta América do Sul
que tenho por meu o paraíso perfeito.
Sem você se dar conta
por todas às vezes
já perdi a conta
nas Alagoas de Nosso Senhor
que do nada me deparei
com o Anjo Corredor,
Só sei que ainda não
me deparei com o seu amor.
Anambucuru tem
muita experiência,
Por isso escuto
com paciência,
Ela zela como
pedra esta chuva
que vem do mar,
E peço para ela
sempre me zelar.
Encontrei a Anaantanha
que estava desaparecida
para afastar os males
do corpo e da guerra,
Talvez para pendurar
na entrada da aldeia
para afastar qualquer
mal que pode pairar
sobre esta nossa terra,
como ameraba que sou
ainda insisto ser poeta.
A Palma Zunkha que
com verdor esplende
é a que constrói, cobre,
enfeita, cura e alimenta.
Bendita Palma Zunkha
que pela Bolívia faz tudo,
E ainda nesta Pátria Grande
me empresta amor profundo.
Um dia que só ao maior
amor poesias todos os dias
carinhosamente dedicarei.
Porque cedo ou tarde não
desistirei da paz e do amor
virem se tornar nesta vida lei.
Meus olhos indígenas
leem confiantes no céu
da Pindorama a Aracu,
a Monquentaua, a Pari,
Consciente que tudo
de ti é empunhadura
da espada de Órion,
E para nós quero um
bom futuro distante
de tudo que impeça
de conviver em paz,
A falta dela sempre
toda a diferença faz.
(Razões para a paz criar
raízes sem aceitar distorções).
Cruzeiro do Sul,
minha Arapari
sobre a Pindorama,
que me une a ti
e que te mantém
apegado a mim,
E assim nos guardo
de amor em mim.
Poesia é Araparu
para trazer inspirações
à tona como o boto
que seduz a Cunhã
E pode ser tudo e nada
e até de natureza vã
e continuará sendo
o quê é sem ré
(Araparu poesia é).
Dancei Arara no Norte,
no Nordeste e no Sudeste,
Troquei de par e já fiz par
com o homem do bastão,
Arara por muitos olvidada
que me faz ainda dizer
para o meu próprio coração
que só falta você ser o meu
par com todo amor e paixão.
Sob a proteção de Ñandejára
que todos os caminhos levem
a nos encontrar no Paraguay
com a minh'alma e coração de Tajy.
Desejo ter o descanso contigo
protegido por um alegre Jarýi
enquanto flores nos cobrem
e os votos de amor ali se cumprem.
Ao chamar o meu nome a sua voz há
de ser como uma Paraguái ysapu
no ritmo dos rios com sacralidade.
O amor floresceu com o teu sob
o céu desta nossa Pátria Grande,
e sigo pressentindo o romance.
Vem cá, senta do meu lado,
que vou te contar uma
História dos tupis e guaranis,
que tu vai ficar boquiaberto,
Porque tem gente que nunca
soube nem mesmo o certo
que Aré e Tamandaré
são a mesma pessoa,
E tu pode botar fé
que para eles é o Noé.
(Meu poema busca a Arca).
A gente dançou Arco-de-Flores,
uma memória bela ainda viva
da nossa devota festa
de Santa Catarina de Alexandria,
E que nos nossos passos
dedicados a Padroeira do Estado
estavam plenas a fé e a poesia,
Porque mesmo que os tempos
mudaram somos gratos
por todas as graças e de viver
nesta bela e Santa Catarina,
de encantos e da nossa alegria.
Divina Açucena do Paraguay
que de dia sinto o seu
perfume suave e de noite
sinto o perfume intenso.
Magnífico Jasmim do Paraguay
e desta Pátria Grande,
que inspira com o seu esplendor
e em mim constrói jardins de amor.
Tu és Manacá e também sou
por voto solene e profundo
rendendo poemas como cá estou.
Nas tuas pétalas, Francesino meu,
escondo poemas com o dom
que o nosso Bom Deus me deu.
Aiacó, Mãe da noite,
minha divina confessora,
me acalanta e consola,
Para que mantenha
a alma plena e amorosa
de fé e de poesia
para que tudo em mim
se ergue com o raiar do dia.
Alma que joga Capoeira
ao som de Urucungo,
assim é todo aquele que
nasceu feito de Brasil profundo.
Aponom é Cocada
com Côco Verde
para levar ao forno,
Criada para este
coração se derreter todo.
A intuição jamais se engana,
que poesia é o quê tem
do Tabuleiro da Baiana.
É a eterna canção
"No Tabuleiro da Baiana"
que alguém abençoado
pelo Brasil ainda canta.
Faça Chuva ou faça Sol
nem mesmo o Céu tem
me convencido mais,
Os dias nublados
têm sido todos iguais.
Fincaram algo pesado
no meu humor,
algo comparável as cinzas
que nos reduziram
desde o primeiro dia
que senti que abriram
o perfume e senti
num único frasco
o aroma misturado
da Morte e da Guerra.
Flores azuis do tempo
não desabrocharam
nunca mais e as aves
andam cantando
debaixo da Chuva como
se fosse Primavera.
Embora ainda não
tenhamos notícias
completas do que aconteceu,
Não ando conseguindo
me enganar porque o Céu
para mim é um livro
que não pude mais
ler como antes sorrindo.
Espero saber da verdade,
ver a vida sendo refeita
até chegar no ponto
de esquecermos desta
tempestade de fogo
que dentro reduziu tudo
a uma incalculável destruição.
