Poema Nao Ame sem Amar
Uns porquês invadem minha mente,
Enlouqueço mais a cada nova tentativa de entendê-los.
Tento compreender o incompreensível, Seus Planos.
E quanto mais tendo, mais as respostas de esvaziam.
Vejo os anos escorrendo pelos meus dedos, e o que fiz, além de respirar?
Sonhos sem oportunidades, estão adormecendo.
Medo é meu companheiro noturno, e as noites vem se tornando mais sombrias. Acordo em desespero, tenho que enfrentar mais um dia.
E surgem novos porquês, e mais uma vez, sem respostas.
Traga-me a tal felicidade que os livros de princesas diziam.
Tira-me dessa impiedosa realidade, que a vida me sucumbiu.
Cobranças! preciso ser, preciso ter, preciso existir.
Mas ninguém sabe os porquês, que existem ali.
Ser adolescente é como entrar em uma rua com caminho longo.
Você sair de um bar e ficar levemente tonto.
Perder o número da garota que você está afim.
Ambos são exemplos de como você se sente quando sua puberdade acaba. Seus desejos se vão, até não sobrar nada.
Amizades que você jurou ser para sempre, se vão como o efeito da bebida que você acabou de tomar.
Você agora quer seu lar.
Ao encontrar o caminho de volta para casa, irá pensar:
"Por onde devo começar."
Hoje me dei folga,
Parei a vida e fui ver o tempo passar.
As nuvens cobrindo o sol descansam,
Os pombos dançam,
As flores deixam seu perfume no ar.
Nada me empolga,
Pois o mormaço invade a alma,
E a tarde calma,
Faz a saudade voltar.
A canção mais bela
É cantada
No momento em que nossos lábios se encontram
Tudo gira
Nada para
Escute o grito em seus olhos
E a pequena fagulha a queimar
Queimando, dançando
Queimando minhas esperanças
Dançando sobre suas cinzas
Velejando num mar de destruição
Velejando sobre nossa canção
Fracasso
Algumas pessoas fazem de tudo
Para se darem bem
Algumas acreditam na teoria
Do "tudo vem"
Outras querem estar por cima
Humilhando a quem realmente precisa
A única coisa que eu preciso
É do seu sorriso
Pois você pode ter certeza
Que você feliz, é minha fortaleza.
Caçador Sombrio
Como podes privar os olhos dos santos da beleza de uma pomba tão bela?
Como podes se engrandecer em meio a caçadores pela conquista de um ser tão puro?
Aaah, que insanidade vinda de ti!
Se não cuida para que ela continue bela, deixe-a partir!
Mas não a mantenha presa a ti como um troféu, e não corte a única grandeza que a faz livre; suas asas.
Irá mata-la não vê? Deixe-a partir!
E que bem longe de ti, ela finalmente viva em paz.
Mar da vida
No mar da vida
Deitado na praia do destino
Vejo-me alegre e sorrindo
Sobre o sol do futuro
Que brilhava como um sonho.
Levantei-me no presente,
e caminhando pelo passado.
Encontrei tudo que tinha buscado.
Na alegria de te encontrar,
o amor que me fez recordar.
Recordo-me de tudo que tinha vivido,
tudo que tinha amado e sofrido.
Amo-te, como tu me amas.
Amor reciproco meu e teu,
união realizada por meu Deus.
Es o sonho que todo o homem procura, o brilho que tudo ilumina, o calor que me aquece, o frio que me congela.
A agua que me afoga no ar que respiro, o sonho de esperança que tanto admiro.
Es a luxuria viva no meu pensamento, o meu começo e o meu fim, minhas horas e segundos, o meu tempo e contratempo.
Em ti brotam todas as flores, desbrotam todos os sorrisos. Es a luz que ilumina as noites escuras, a sombra que nunca morre, a memória da minha memória.
Noite gélida,
escuridão tácita,
devaneios tolos,
doce ingenuidade corrompida.
Há essa verdade insólita,
Certeza desfigurada,
Um brinde a lucidez,
Que faz morada no próprio Ser.
Pobre senhor da razão,
esqueces-te a fragilidade da existência?
Embebedaste de ilusões,
Agora desveladas de teu ego.
Sabia e ignoraste!
Regozija-te no desencanto,
Almejando a sublimação
Do que outrora buscara.
Eu sou a verdade das mentiras
Sou a revelação para lá dos muros
A certeza das incertezas
Sou o poder das montanhas
A força das águas
O aroma das florestas
A vontade do homem
O desejo da carne
O sentimento interno
Sou o todo que o nada preenche
O vazio que tudo ocupa
O passado que nunca acaba
Sem presente, nem futuro.
SOU PÁSSARO FERIDO
DE CORAÇÃO PARTIDO
UM EDIFICIO INACABADO
UM COPO ENTORNADO
SEM TI DE MEU LADO
UM DESERTO COMPRIDO
UM INVERNO GELADO
UM PLANETA DESCONHECIDO,
UM MUNDO INEXPLORADO
UM LIVRO NÃO LIDO
UM POÇO ESQUEÇIDO
UM SONHO INACABADO
UM HOMEM QUASE AMADO.
Es a Deusa de meu imperio
a musa de meu pensamento
de ti vertem as gotas de meu sumo
de ti cresce as sementes de meu tronco
em ti mergulho em pensamento
em ti nado com sentimento
em ti toco neste momento
em ti nasço, morro, rebento
e de novo me alimento
és o fruto de meu desejo
és o sopro de meu beijo.
Por entre esses vales nobres
Existe um aroma esquecido
Que sofre quando te escondes
Que nasce quando te abres
Mergulha por esses mares
Naufragando nos teus sentidos
É um cavalo selvagem
Que nunca foi abatido
Que beija tua plumagem
Que vive à tua imagem
E morre no teu vazio.
Por hoje juro...
Jamais irei elogiar mulher alguma
Jamais me irei entregar
Jamais darei de meu amor
Jamais amarei mais que me amo a mim
Estou demasiado ferido
Hoje sou um cofre fechado
Jurarei aqui hoje
desta fonte não sairá mais agua
senão para meu próprio alimento
eu funciono numa frequencia diferente
uma frequencia onde o real é real
onde o ideal é um sonho
onde tudo existe
num univeso diferente
onde todos serão dispensados
a menos que neles existam
tudo o que digo é poema
pois nada é senão de outra forma.
Esta fonte secou, o poeta morreu.
Nasci neste mundo sem nele pertencer.
Amei sem ser amado, vivi sem ser apreciado.
Acabou sem nunca ter começado.
Existiu sem nunca existir...
A carruagem
A carruagem está por vir,
A carruagem vai chegar,
Imponente, tenebrosa, invisível e majestosa,
Com espaço contado, tamanho medido,
Assento assinado e acesso impedido,
Ela vem marcar seu lugar,
Impedido pra quem já foi,
Impedido pra quem tem data de outro dia,
No galopar na madrugada,
Sombria e desertada,
Que propositalmente deixa todas as gentes desavisadas,
Na noite sem lua,
Sem gente na rua,
Sem quem espere,
A carruagem chegar,
Aquela que tem espaço mesmo pra quem não quer viajar,
Pois nela a farra, o sorriso, a paz,
Depois que ela passa,
Por tempo estarão por se findar,
Carruagem que se sabe que veio, depois que já foi e levou quem desaparece,
E que mesmo que não se espere lá vem ela, a qualquer instante nos arrancar.
Não sei se hoje,
Amanhã ou daqui a muitos anos,
Só sei que nela vou viajar,
Mas a questão já não é mais a carruagem,
Que se sabe que todos há de experimentar,
A questão é o destino,
Se existe, se é feio ou é lindo,
Porque mesmo que muitos se atrevam,
Até agora, com propriedade e certeza,
Ninguém pôde ou soube explicar.
Texto de: Clayton Milanez
Prisão.
Neste cofre fechado
Está um horizonte sem fundo
Um icebergue gelado
Num coração destroçado
Num deserto sem água
Onde se esconde a mágoa
Sem palavras, sem nada
Numa estrada molhada
Perdida, sozinha, amargurada
Nas brumas da madrugada.
Por ti serei.
O teu eterno guerreiro
Gritarei até que me ouças
Caminharei até que me encontres
Lutarei com a própria vida
Nadarei por oceanos
Correrei pelas montanhas
Saltarei pelos abismos
Serei o ar que respiras
Mergulharei nas tuas pernas
Para que sintas que te amo.
No teu olhar.
Encontrei uma melodia
Uma flor destemida
Uma criança crescida
Uma pérola perdida
Um poema pintado
Um desejo alcançado
Um reflexo do céu
Por detrás de um véu
Qual achado sagrado
Perdidamente fechado
Neste coração amado.
