Poema Nao Ame sem Amar
As vezes eu procuro me manter na infelicidade para que as recordações não possam me fazer chorar mais tarde.
Viver, é saber que não estamos sós, que a vida apesar de dura, também nos da a oportunidade de estar com quem amamos
e também nos ama.
Eu pensava que o amor não existia, falava isso para todos, mas ai conheci uma pessoa que era apaixonada por mim e por causa dela hoje eu sei o que é amor.
Acreditar em que todos nós podemos ter uma vida boa não é acreditar em uma mentira, pois ter uma vida já é bom.
O pior sofrimento vem do arrependimento por coisas que não fizemos e acabamos por perceber que se tivéssemos feito, mudaria nossa vida.
Muitas mulheres querem ser independentes, mas não sabem fritar um ovo...muito homens querem ter várias mulheres, mas não dão conta de uma.
Prefiro me apaixonar pelo vácuo, pelo vazio, pelo que não existe. Me apaixonar pelas minha lembranças, por mim, por quem me faz bem, quem me quer bem. Quero me apaixonar pelas sardas que estão na minha face, quero amar mais meu corpo, amar o que eu faço, minhas atitudes, minha personalidade. Tô precisando de amor próprio, de amar a mim mesma pelo que sou, preciso me aceitar mais. Porque se eu não fizer isso, quem o fará?
Os olhos miúdos de quem muito chorou. Havia dor física, inclusive. Ela, assim, o abandonou. Ela não sabia aonde ir, mas sabia que ali não era mais seu lugar. O coração dele estava se fechando, se trancando... Não havia mais espaço para ela dentro dele. O coração dela estava descompassado, emitia um ruído, parecia vidro. Ele nunca mais foi amado como ela o amou. Seguiram caminhos tortuosos, mas, seguiram como sempre seguem os que amam demais. Seguiram cambaleantes como os amantes. Seguiram desesperançosos como os temerosos. Mas, seguiram. E continuarão a seguir, sempre em frente! Caminham por entre ruínas, mas caminham. Tropeçam em esquinas, mas sempre caminham...Os covardes sempre estão entre nós. Temo por eles! Temo por mim
Não escrevo para ganhar sucesso, nem dinheiro, gosto de escrever e acho ingênuo a pessoa que faz algo por dinheiro mas não tem nenhum interesse por ela.
Era ele, mas quase não era. Ou não era mesmo. As pessoas íntimas quando passam a estranhas adquirem um novo formato aos nossos olhos. O cabelo estava menos liso, ou era a camisa muito largada. O olhar e o aceno da mesa à curta distância tinham um quê nervoso, uma falsa naturalidade que não lhe era comum (ou já era eu não percebia), e deixavam claro que não nos levantaríamos dos nossos lugares para um cumprimento mais próximo. Não que temêssemos uma recaída, mas porque não sabíamos lidar com tamanho esfacelamento da intimidade; nós, que já dormíramos e acordáramos juntos durante tantos anos, não sabíamos ser senão desconhecidos. Ambos tentamos uma alegria, mas ela veio descalça e tão desamparada que não convenceu nem a nós mesmos. Estávamos demais um pro outro ali, ou de menos. Apressei-me em ir embora e saí com um sorriso congelado, desconcertada como uma criança diante de um presente que não fora o pedido, as mãos crispadas a amassar o passado e um pensamento cruel que imaginei passar também pela cabeça dele: como se tornam desinteressantes as pessoas que deixamos de amar!
Se você não tem nada de bom para falar, nenhum elogio para dizer, nada de construtivo para acrescentar e nem uma palavra de consolo para ofertar... é melhor calar !
Se você é cego, o problema não é meu. Afinal, pra todo coração bobo, há um idiota pra colocar rédeas.
Posso não ser sábio bastante, não ter o que preciso, aos teus olhos posso ser o menor possível. Mais de uma coisa sei com minha força de vontade o impossível vencerei.
