Poema Nao Ame sem Amar
“Tem pessoas que acham que o silêncio não diz nada. Pra mim ele guarda palavras muito importantes, muitas vezes a da dor. Dor de fala que não somos mais do que amigos, isso é tão simples de falar, mas quando o coração guarda um amor, ele responde com o silêncio, para que um dia você não julgue que ele jogou fora um grande amor, assim o silêncio te mostra muitas vezes o que o coração realmente sente de verdade”.
Hoje acordei pensando em você, lembrei daquela noite que passamos juntos, que não consegui dormir, com VOCÊ do meu lado. Que noite foi aquela, que não sai da minha cabeça? Passo o tempo todo pensando em você.
Meu coração é um enigma estético, não possui uma forma comum, as artérias formam maravilhosos labirintos, e o sangue bombeia sentimentos confusos. Quem sabe um dia você encontre a saída.
Nessas idas e vindas da vida, eu tive a honra de cruzar com pessoas maravilhosas, que não se tornaram apenas pessoas conhecidas, mas sim pessoas que realmente valeu a pena conhecer.
Sonhar não tem limites, rima com lutar, realizar. Não importa se os outros duvidam. Importa é que você acredite.
O que não sei eu sinto, o que sinto não sei descrever, mas no silêncio de um olhar a gente sente e sabe sem querer.
Você não foi a primeira a fazer o meu coração acelerar, mas foi a primeira que quando partiu, fez ele parar, o tempo travar e a tristeza ecoar no vazio mental que teve inicio quando parei de tomar as doses do teu sorriso.
Apredi com os tropeços da vida que não deve feixar- se para novos começos ,lembrar que o amor não traz so peso , quando pelo caminho certo traz a leveza , ter mente aberta para novos horizontes porque as vezes é necessário a mudança de estratégia pra vencer o jogo.
Paz, paz! Ele não está morto, não está dormindo - apenas despertou do sonho da vida.
Quando o peito apertar, tudo emocionar e a vontade de estar junto for maior que tudo. Não desista nunca por que não existe sentimento mais puro que amar.
Sou negra e não tenho um dia... tenho uma vida uma história uma cultura um valor um sonho. Consciência? mas o que é isso mesmo? Prefiro a inconsciência dos desejos, dos ébrios, dos loucos e dos apaixonados. Meu dia são todos os dias. De consciente mesmo só a minha negritude claramente estampada na retina do branco-branco.
(Poema composto para a peça teatral VAGABUNDOS, Teatro do Sesc, Fortaleza- CE, a pedido do meu genial e predileto ator Getúlio Cavalcante, em 27/03/2014, 14:58)
Ainda estou aqui
Lembro da primeira vez que te vi,
não foi amor a primeira vista
mais uma coisa eu sei
vc foi o amor da minha vida
vc era tudo para mim
em meio ao caos você era luz
em meio a tristeza vc era alegria
mas hoje você me abandonou
me deixou aqui,
em meio a escuridão e o caos
Perdi minha alegria
perdi minha luz
perdi a vontade de viver
mas n tenho coragem de morrer
Meu mundo esta em preto e branco
sem cor, sem alegria, sem som
Sinto que meu mundo esta desmoronando
mas nem ligo
estou caindo de um predio
mas nem
estou me afogando em lagrimas
mas nem ligo
Só uma coisa que eu ligo
é quando você ira voltar
para o meu abraço, para o meu olhar
e para minha vida!
HIPOCRISIA
Ilusões?
São doces,não são?
A verdade costuma doer
Perfurar o peito
até ele sangrar.
É mais confortável se enganar, não é?
Esconder seu verdadeiro eu, dos outros
Porque assim, ninguém vai lhe julgar
Bater e matar.
É uma grande tortura
Se afastar de coisas que ama
Para salvar o pouco
que restou de você mesmo, não é?
Ou então quando
Esconde a dor em seu olhar
Com um patético sorriso,
suficiente para que acreditem
que as palavras proferidas por eles não machucam,
Não ofendem.
Quando na realidade
Te matam pouco a pouco
TODOS OS DIAS!
Hipócritas!
Dizem amar,
Mas,
Ferem
Violentam
Batem
Ofendem
Os que não se adequam a seus fantasiosos padrões.
Hipócritas!
Dizem que amam
Mas nunca amaram ninguém
A não ser, a si próprios.
Hipócritas!
Dizem lutar pela verdade
Mas mentem para si mesmos
De que os fins justificam os meios!
Hipócritas!
Dizem defender a vida
Mas nos matam
Todos os dias.
Hipócritas!
Se dizem humanos,
Mas esqueceram a sua humanidade
Nas profundezas da escuridão.
Hipócritas!
Não são nada mais que farsantes
Iludidos,
Pelo próprio fanatismo.
Menina!
Menina dos olhos castanhos
Sorriso Sensato
Jeito Intenso
Corpo propenso
Como não se apaixonar
No seu sorriso, só sei viajar
Assim como as estrelas
Assim como as aquarelas
Sobre um papel de amor
Com você minha vida tem cor
Menina do cabelo cacheado
Olhe o céu estrelado
Menina do jeito sincero
Seu beijo,eu quero
Minha menina
Minha flor
Pobre Rapaz!
A Droga do amor
Não te deixa em paz
No seu peito, há fervor
Um pobre rapaz
Sentado a beira do mar
Há pensar na vida
E por ela clamar
Sem nenhuma saída
Pra ela se entregou
E no mar se afogou
Deus o acolheu
Lhe deu o seu amor
Mostrou o seu valor
Seu espírito acalmou
Madeira e lascas
Não quero falar das vespas,
pois são fáceis de reconhecer.
Nem as revoluções correntes
são perigosas.
A morte na sequência do ruído
foi desde sempre decidida.
Preocupe-se, sim, com as efemérides
E as mulheres, com os caçadores de domingo,
os cosmetólogos, os indecisos, os bem-intencionados,
com os jamais atingidos pelo desdém.
Das florestas carregamos gravetos e troncos,
e o sol demorou a brilhar para nós.
Em êxtase com o papel na linha de montagem
não reconheço os galhos,
nem o musgo, fervido em tintas mais escuras,
nem a palavra, talhada em córtices,
real e atrevida.
Usura de folhas, letreiros,
cartazes negros… De dia e de noite
estremece, sob estas e outras estrelas,
a máquina da fé. Mas na madeira,
enquanto ainda está verde, e com a bílis,
enquanto ainda está amarga, sigo
disposta a escrever o que era no início!
Tratem de ficar acordados!
A marca das lascas que esvoaçaram avança
com o enxame de vespas, e na fonte
arrepiam-se face à tentação,
que primeiro nos enfraquecia,
os cabelos.
Medo
Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.
Já disse isso.
Flor de caverna
Fica às vezes em nós um verso a que a ventura
Não é dada jamais de ver a luz do dia;
Fragmento de expressão de ideia fugidia,
Do pélago interior boia na vaga escura.
Sós o ouvimos conosco; à meia voz murmura,
Vindo-nos da consciência a flux, lá da sombria
Profundeza da mente, onde erra e se enfastia,
Cantando, a distrair os ócios da clausura.
Da alma, qual por janela aberta par e par,
Outros livre se vão, voejando cento e cento
Ao sol, à vida, à glória e aplausos. Este não.
Este aí jaz entaipado, este aí jaz a esperar
Morra, volvendo ao nada, – embrião de pensamento
Abafado em si mesmo e em sua escuridão.
Teus olhos,
Teus lábios,
Teus cabelos,
Tuas curvas.
Mas não essas curvas,
Suas curvas.
Que brilham,
Estrelas a me fitar.
Tuas curvas.
Mas não essas curvas,
Suas curvas.
Vermelhas,
Com seu toque,
Tentando me drogar.
Tuas curvas.
Mas não essas curvas,
Suas curvas.
Macias.
Me envolvem
E me afogam,
Como ondas do mar.
Tuas curvas.
Agora sim,
Estas curvas.
Deslizo minhas mãos,
E rezo pro tempo parar.
