Poema Nao Ame sem Amar
Constrangedor para mim seria, olhar do final da própria história e constatar que não teria sorrido os meus próprios sorrisos, chorado as minhas próprias lágrimas, não falado com as palavras que desejei falar e silenciado com a sutileza dos que tentaram os meu lábios cerrar.
Quão triste ser a mim mesmo desvendado que o trágico não foram riquezas que faltaram, nem ambições de grandes conquistas que não obtive, nem mesmo oportunidades de uma nova história que não escrevi, mas que meramente faltou autenticidade.
Quão frustrante seria que ao ter pensado em cantar: "Ideologia eu quero uma pra viver", na verdade não ter sido eu quem tivesse cantado, mas subconscientemente terem sussurrado com uma hipócrita delicadeza o que queriam que eu cantasse.
Penoso seria olhar para os meus verdadeiros heróis e saber que não se desviveram ao tentarem fazer deles Zafenates Paneias e Beltessazares, sendo o que deveriam ser e não o que queriam que fossem, ou seja, jamais tendo se deixado formatarem, mas ao voltar para mim mesmo me ver tendo, dançado, cantado, falado, ventriloquicamente sendo, mas na realidade sem jamais ter sido.
Não, mil vezes não! Quero Chegar no final da própria história sim, mas sem espadas que não foram minhas, sem guerras que não me pertenceram, sem abrir mão de ser eu mesmo, buscando simplesmente ser original, ainda que respeitando a todos, mas sendo um Eu com identidade própria, com um jeitinho mesmo que pouco seja, diferente de ser!
Um menino que não lia mas sabia imaginar
Não escrevia suas histórias mas sabia recitar
Criando seu próprio caminho pela arte do sonhar
Um pequeno garotinho sem medo de errar.
Sem muito conhecer fazia algo parecer que existia naquele instante mesmo sendo irrelevante para quem o via fazer.
E assim é a vida de quem ama viver.
E com um toque do destino um pequeno garotinho começa a aprender que mesmo sem recurso a vida segue o curso e vai nos formando alguém muito além de nossas histórias.
Por você eu mudei
Eu me reinventei
Me desconheci
A morte beijei
Me tornei um zumbi
Ao qual não conhecia
Não sabia o que queria
Nem para onde ir
Mas o amor por você
Ainda vivi aqui
Se você me deixar
Tenha certeza
Que irei com você
Se não quiser
Beijar esse corpo
Que sempre foi teu
Minha vida será breu
E irei contigo
Se não em corpo
Mas irei em espírito
Porque não a vida
Se não for contigo
Sou como uma fênix de cristal
Só que não faleço
Me quebram
E na tentativa de me suturar
Faltam pedaços de mim
Me tornando outra
Faltando
E também sobrando
Expirando sentimentos
Grande maioria são ruins
Tudo isso me torna outra
Vivo no luto
Porque sei que jamais serei eu novamente
Já me quebrei
Me quebraram demais
Impossível voltar a ser eu
Eu nunca pude chorar na casa dos meus pais
Sempre que eu não me aguentava mais
Me escondia para chorar
Hoje ?
Continuo não podendo chorar
Porque é me fazer de vítima
Ou para ver se o outro se comove
Eu nunca fui livre
Na grandeza que é o mundo, o universo
Se você se sente maior
Saiba que você não é, além de um nada
Quanto mais acesso temos ao "conhecimento"
Mais pequenos ficamos
Você se torna grande
Ao mostrar sua simplicidade
Ao se calar, diante daqueles que se acham melhores, que pensam ser soberanos.
Tenho trinta e poucos anos
E alguns problemas
Não tenho psicológico algum
Para continuar no meu relacionamento
E muito menos para ter um novo
Casos amorosos, namoro, casamento...
Tudo sempre acaba
As pessoas ficam pulando de um relacionamento para outro
Outras continuam no mesmo
Tentando
E nisso, tudo vai se perdendo
Os beijos, abraços, as noites de amor
A pessoa vai se perdendo
Com o tempo perde a vaidade
O brilho no olhar
O sorriso
E por fim
Perde a vontade de viver
Não sabe mais quem é
O que está fazendo
Não consegui juntar todos os cacos
Do coração, da alma
E fica se ferindo
Se afogando na depressão, ansiedade, crises e mais crises
E por fim
Você sai como errada
Por amar alguém que na verdade nunca existiu
Que omitiu
Escondeu muito bem
Quem realmente é
E eu saiu como ?
Errada, louca, egoísta, preguiçosa, vitimista...
Que saudades eu sinto de mim.
Odeio me pegar romântica. Não quero nunca mais sonhar com um amor
E ser feliz para sempre Porque os meios e o fins, Sempre serão os mesmos
Fins.
Não tenho mais psicológico
Para esses fins.
A não ser que seja o fim
Da vida terrena
E o começo no meu descanso eterno.
Não sei se minha vida é um conto de mistérios
Ou uma grande loucura da minha cabeça
Não sei se me comparo a Alice
Ou se tenho um armário
Uma porta na minha cabeça
Que me leva a um mundo imaginário
Também tenho um ímã
Que atraí pessoas com as mesmas experiências e pensamentos que eu
Isso me fascina
Me faz voar muito fora da caixinha
Cada experiência
Minha mente se expandi
E quanto mais ouço
Mas percebo
O quanto ainda sou leiga
Antigamente...
Eu não sabia que a tristeza
Fazia doer o coração
O estômago
Dói a alma
Com o tempo tira as vontades
De fazer as coisas favoritas
E por fim
A vontade de viver
A tristeza ceifa o corpo
E por último a alma
Você me feriu
Me fez mudar
Ao ponto de me matar
Só não imaginava
Que a minha alma fosse uma fênix
Pois eu ressurgir das cinzas
Forte
Cheia de garras
Com asas
Soltando fogo
Por tanto
Cuidado comigo agora
Você pode até me matar de novo
Mas não se esqueça
Eu ressurgirei
Ainda mais forte
Li por aí
"Quando um não quer, dois não brigam"
Mas, o que eu aprendi
E que me rasgou
Me matou, dilacerou minha alma
É que quando um não quer, dois não se amam, não se tocam, não se beijam
Não vivem um amor
E um dessa história sai ferido
Sem esperança
Sem fé
Sem acreditar mais no amor
Só na dor
De ter acreditado
E achado que iria ter seu final feliz
O único final que acredita
É na vida, de dias melhores
E só acredita na morte
Porque ela sim
Trás paz eterna.
Quando o ninho é mau feito
Tudo desanda
Se não eres capaz de fazer um
Nem tente.
"Isso não se trata de ninhos !"
Se uma pessoa chora
Não a julgue antes de saber
As lágrimas estão lavando a alma
Tirando tudo de ruim guardadas no coração e na alma
Seja porque foi magoado
E também porque não quer falar, magoar o outro
Principalmente se essa pessoa for uma pisciana
Porque mesmo magoada
Não quer causar um estrago no outro
Uma pisciana machucada, faz cair tempestades até inundar tudo a sua volta
Faz um estrago que talvez não terá volta
Pois então
Quando ver o mesmo chorando
Não o chame de fraco
Ou dramático
Porque ele é tudo, menos isso
Ele está se afogando no próprio mar
Para não te magoar
A Arte da Vida
A arte imita a vida
E o que seria de nós
Se não fosse arte
Para nós lembrar
O que é a vida
De um
De outro
De todos
De nós mesmos
Não aguento mais, essa tristeza
Que dói, faz o coração retrair
Como se estivesse sendo arrancado do peito
Colocado no congelador
E mesmo assim
Continuo sentir doer
E continuo "viva"
Na verdade me tornei algo que nem eu sei o que
Um zumbi ?
Um corpo sem vida ?...
Sem vontade
Sem ânimo para viver...
Não divida suas dores
Muitos que te arrodeiam
Só querem sua ruína
E se você precisa correr atrás
Desse tipo de pessoa
É que você deve se afastar ainda mais
Atenção deve ser dada por livre e espontânea vontade
Se você precisou cobrar
Não vale a pena
