Poema Nao Ame sem Amar
Bela & Encantada
Não vivo minha vida como se fosse um conto de fadas, mas em seu olhar, vejo que tal conto pode sim, ser real e viver feliz pra sempre.
Sapatinho de cristal não calças, mas o seu andar é gracioso; charmoso e cheio de encanto é esse seu lindo sorriso.
Não usa coroa em sua cabeça, mas seus pensamentos são formosos e seus ideais, engrandece a coragem que vejo em você.
Guerreira e batalhadora é essa donzela, que nos dias atuais, vem se tornando ao meu ver, em uma princesa gladiadora, pois é independente e encantadora.
Amor atencioso
Estou aqui não para falar de mim, mas tão somente para ouvi-la; pegar uma bacia com água morna e óleos naturais de camomila, massagear os teus pés com carinho enquando ouço você falar como foi cansativo o seu dia.
Ao acordar fez as pressas a sua maquiagem pois acordará atrasada, que no caminho ao trabalho pegou todos os sinais fechados; levou bronca do patrão por chegar atrasada, mesmo tendo feito um grande esforço pra chegar na hora, até uma multa por excesso de velocidade levou.
Quero ouvi-la atentamente, admirando cada movimento que faz os seus lábios, lhe demostrar sorrindo que me agrata ouvir o som da sua voz, que estar ao teu lado me faz bem.
Mas agora preciso te interromper e convita-la para relaxar em um banho de espumas, com pétalas de rosas perfumadas que preparem pra você; enquando isso, vou preparar o seu prato favorito para saborea-lo em um jantar as luzes de velas.
Ao deitarmos, espalho sobre o seu corpo aquele hidratante perfumado, o massageando delicadamente até você pegar no sono.
Boa noite meu anjo.
Lhe escrevo carta
Lhe escrevo esta carta, pois ela não treme na presença de quem ama, mas em cada verso escrito, você vai ler que tudo em mim tem um pedaço seu.
Cartas não ficam sem palavras e nem se perdem na imensidão do silêncio, mas elas são capazes de traduzir em poucas linhas, a saudade que sinto de ti, encurtando essa distância que há entre nós.
Escrevo lhe cartas que descrevem um pouco de mim, que ti revelam o que tenho em meu coração.
Nesta noite me faça um pedido que eu sonho contigo, para mais uma carta lhe escrever, que descreve o meu querer.
Aprisionado
De você não consigo escapar, em seu labirinto de sedução estou aprisionado; não consigo compreender como o improvável ainda teima em se repetir.
Eu fecho os meus olhos e me arrisco por caminho desconhecidos, na tentativa fugaz de mim mesmo fugir, e ainda assim, acabo trilhando o caminho que me leva ao encontro do seu olhar.
Cansado, eu me esqueço de lutar, mesmo sabendo que não cabe a mim ser tão tolo assim, ao ponto de esquecer me de mim.
Que feitiço é esse que você usou para me aprisionar na sua linha do tempo? Que magia é essa que invade a minha mente e manipula meus pensamentos?
De você quero fugir, mas cada vez mais, eu fico aprisionado ao seu ardente corpo, que se mistura ao meu em um encaixe perfeito, como se eu nascesse pra você e você nascesse pra mim, em um infinito amor eterno.
A voz do coração
Esquece esse orgulho bobo e liga pra ela, pois não sei por quando tempo vou aguentar essa saudade aqui dentro.
Eu já não faço pum, pum, pum, pum, na verdade estou parecendo uma bomba relógio preste a explodir de tamanha falta que ela nos faz.
Hei! Não adianta fingir que não está me escutando porque eu vi aquela lágrima que caiu quando olhávamos o retrato dela na dela do computador.
Estamos sofrendo e foi só você que ainda não percebeu que minhas forças estão acabando; se dependesse só de mim eu já tinha procurado por ela.
Não venha negar pra si mesmo que éramos mais felizes quando ela estava por perto, isso nos fazia tão bem e me fazia bater mais acelerado.
Esquece o orgulho e liga pra ela agora e pare de ficar fugindo; maior é o amor que sinto por ela do que a mágoa causada.
Esquece esse orgulho e me escuta; eu fui feito para amar e não para apanhar da solidão que você causou.
Ele: -alô amor, preciso ver você, vamos nos encontrar?
Ela: -claro amor, mas o que aconteceu?
Ele: -nada não, só estou ouvindo o meu coração.
Assim é você e eu
O seu olhar cativante surpreendeu o meu tímido sorriso, que há muito tempo não era tão natural assim.
O seu jeito eloquente confronta-se com a tranquilidade de meus pensamentos, fazendo com que minhas palavras ganhe sons.
Espontânea e estrovertida, oposta do acanhado e calado que sou; assim é você e eu.
Réu converso sou,
Reconheço que sou culpado,
Me rendo a ser aprisionado,
Ficarei preso e não vou fugir,
Mas primeiro preciso saber qual é a pena que se dá por amar demais?
Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!
Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!
Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!
Seguimos ideologias e por isso somos e servimos uma tal de servidão voluntária.
Não importa se você é de direita, centro ou esquerda.
(CLARIANO DA SILVA, 2022)
No itinerário das relações humanas, descobri que ninguém pode dar aquilo que não tem.
(CLARIANO DA SILVA, 2016)
- Se acalma tudo isso vai passar
- E se não passar?
- Eu nunca em hipótese alguma vou te deixar, vou estar ao seu lado em qualquer situação e se você precisar é só vim para eu te abraçar e dar meu colo pra você chorar.
Não inporta como. Tu amas oque inporta que estejas feliz .sejá você é vivas sem medo pois não tens nada há perder.
O MORTO HABITUADO
Não são leves os laços
do absurdo exercício:
o homem lado a lado
com seu laçado ritmo.
muito menos cumprido
do que dependurado,
plataforma do umbigo
ao pescoço do hábito.
Mas ao engravatado
qual o conforto vindo
provar que o inimigo
não inventou o laço?
Por outro lado, fausto
do que secreto visgo
se o absurdo do ato
costuma ser tranquilo?
Discreto e convencido,
como não dar o laço,
rebento do risível
com o bem comportado?
Conhecer o ridículo
quando se chama exato,
isento de impossível
e impossibilitado?
Demasiado antigo,
já não é bem um trato:
vertical compromisso,
enforca-se o enforcado.
NOTURNO
Não sou o que te quer. Sou o que desce
a ti, veia por veia, e se derrama
à cata de si mesmo e do que é chama
e em cinza se reúne e se arrefece.
Anoitece contigo. E me anoitece
o lume do que é findo e me reclama.
Abro as mãos no obscuro, toco a trama
que lacuna a lacuna amor se tece.
Repousa em ti o espanto que em mim dói,
noturno. E te revolvo. E estás pousada,
pomba de pura sombra que me rói.
E mordo o teu silêncio corrosivo,
chupo o que flui, amor, sei que estou vivo
e sou teu salto em mim suspenso em nada.
O GAVIÃO
Pousava aqui como quem chega
pesaroso de alguma lousa,
de uma tumba qualquer; já não pousa
como certa mulher, a cega
que mendigava por aqui
quando eu era ainda noviça;
as primeiras vezes que o vi
lembrei-me dela e da carniça
que lhe davam, suas unhas duras
e sujas agarrando aquilo!
Onde andarás? Se nas alturas,
terá modificado o estilo
e provavelmente a ração;
senão… O gavião é o mesmo,
disso estou certa! Mas desde então
cresceu muito, já não voa a esmo
por aí, hoje arrebata a caça,
e quando mata chega de outro jeito,
com outro ar: pousa satisfeito,
é todo a máscara, a couraça
da arrogância! Dá-me raiva vê-lo,
prefiro o modelo anterior…
Como uma escultura de gelo,
esse de agora é ameaçador,
frio, irreal, o senhor das caçadas
traz o nada no bico e no porte:
não vem dos mortos, vem da morte!
Tinha antes só duas pegadas,
era solene como um cemitério;
hoje ele mesmo faz-se um e é oNão
que chega aqui com um ar estéril
e pousa desprezando o chão.
O segundo segue o minuto e o minuto a hora,
Não há nada que pára tudo se vai embora,
O tempo mata o agora para dar luz a outrora
Na ênfase da saudade que de vontade chora.
EU SEI ...
A minha história está dita
vida como tida,
quem vê não lê
e quem lê não vê.
Não fala de mim
falo de nós enfim
D' orgulho ferido pela ceta do destino
na cegueira da luz do dia vespertino
bebendo cocktail da vida e da morte
d pernas cruzadas e penduradas na roleta da sorte.
A vida gira que gira
e a morte finge que gira.
Mas a vida é como arte,
que parte à parte se faz a arte
E a arte se faz a parte.
Como tal
a morte é individual.
Sim, somos nós afinal
Os enfeiteiros da metáfora (despertar)
Do sono dominical
A verdade vai te libertar
Seja pelo cântico Osana
ou pelo chamamento Azana.
Só sei que eu sou o caminho
que só eu e somente eu caminho.
Que Exu não nos permita voltar para o lugar que nos diminuiu.
Que eles dependam de nós.
E não o contrário.
não subestime o poder das pessoas,
água que corre aqui, também corre lá…
te hidrata, mas também te afoga.
não ache que só você nasceu abençoado nesse mundo.
