Poema Nao Ame sem Amar
Eu olho no espelho e anseio, você é aquilo que eu desejo. Mas se não for o que eu almejo? Será que serei feliz desse jeito?
Olhando pra você, e tudo o que eu sonho, mas será que estou vivendo em um paradoxo errôneo?
Eu te amo, eu te odeio
Te quero, eu te desejo
Essa confusão me dá medo, você irá desistir de mim quando saber o meu mais profundo desejo?
Eu só não quero ter medo;
Me abraça e não finja que sou seu segredo, quero você por inteiro.
Você é tudo que eu vejo.
O que você através de alguém que te ama?
Dor, solidão, desejo de algo que não consegue.
Olhos tristes;
Alma cansada;
Abraços desconfortáveis.
Não sei dizer se isso é amor, soa mais como uma dependência, um vício ruim.
Amor deveria causar tanta dor?
Vivemos juntos
Choramos juntos
Pensamos em futuros juntos
Mas, nós dois juntos não existimos em matéria física, somos apenas, a teoria do que desejamos inconsistentemente.
Eu odeio meu inconsciente.
Não é no nosso tempo, não mesmo! Até porque não mandamos no coração. Mas, aos poucos Deus vai nos confortando com o calor, com seu amor e entendimento. E vamos ocupando nossas mentes com outras coisas.
Chega um tempo que estaremos curados, mas isso não quer
dizer que esqueceremos até porque isso é amnésia. Portanto, não iremos mais sofrer com aquilo que antes nos causava dor!
Chora, va! Chora!
Por tudo que falhou,
Chora Por tudo que nao se esquadrinhou.
Chora, va! Chora!
Chora de nostalgia por nao mais pisares esta, terra que te inspira energia.
Chora, va! Chora!!!
Banhar-me-ei na chuva de suas lagrimas, repletas de saudade e incorruptiveis imagens.
Chora porque voce mandou-me embora.
nao ignoro a existencia desviada da consciencia humana,
nao ignoro o receio fruto da consciencia humana,
nao ignoro as condicoes sobre humanas,
nao ignoro os que se acham (super humanos),
nao ignoro os sobre humanos,
nao ignoro os (ignorantes),
nao ignoro a existencia.
nao ignoro a fragilidade de uma rosa, por isso ignoro(paciencia) a minha consciencia, para nao ter que ignorar a minha real existencia.
Eu sabia
ontem! uma vontade de te ver quase que me asfixiava a alma,
nao consegui caracteriza-la como nostalgia ou saudade, nao esforcei minha mente muito menos a alma.
mas eu sabia,
sabia que no luar tudo estaria mais claro,
e que o cintalar das estrelas tornariam evidente, se aquela vontade ferroz que me devorava alma era voce a remitente.
era uma vontade ambigua, insana,
que me tirava de mim e arastava-me para teus seios me embriagava com teu cheiro e me enlouquecia de desejos.
eu sabia,
sabia que, onde quer que estivesses
quando o teu pensamento endesejado encontra-se o meu,
nos amava-mos, nos amava-mos, nos amava-mos, e step-by-step eu sabia q nos amamos!
by: tom K!SS
MURMÚRIOS
Quantas frases buscadas e não ditas
As mais rebuscadas nem sempre as “benditas”
Palavras e desencontros por aí perdidos
No silêncio clamando como mendigo
Um abraço sincero em forma de abrigo
Apelo não dito que só pode escutar
Aqueles que amam sem nada falar
Sentimento profundo no infinito lançado
Quieto, calado, querendo bradar
Maturidade: abafa esse grito do peito
Bem desse jeito murmurando baixinho
Não perde a esperança de encontrar sem razão
Alguém lhe escute a voz do coração!
BIRUTA
Tudo perfeito
Não fosse esse jeito
Da solidão do vazio
Gigante e esguio
Sol lindo que arde
Na sombra um aparte
Com a brisa uma parte
Daquilo que falta
Sopro de alma pura
Mantém a esperança
Daquela ternura
Que justifica e empurra
A vida pra frente
Silêncio carente
Que o mar nos indica
A prece que grita
Um acaso exigente!
FUTURO DO PRETÉRITO
Vizinho passado
Tão perto e tão longe
Não sabes que esconde
Um futuro minguado
Tão lindo e esperado
Meio sindrômico
Crente não vês
Um sonho só teu
Já dizia o poeta
Sozinho não segue
Pra virar realidade
Viril cumplicidade
Virtude tão cara
Que a muitos separa
Tão bela: tão rara!!!
MANIQUEÍSMO
"Zeus": não é ele!!!
Empatia é bem
Vaidade é mal
Ponto final
Passar a limpo
"deuses" do Olimpo
Emergência acertada
Gente afetada
Feito rascunho
Vivo testemunho
Certo e errado
Elegendo culpado
"grande" medida
Humanidade ferida.
BARULHO
Hoje acordei zonzo
Com o barulho do mundo
Não escutei ferramentas em orquestra
Para um firme propósito
Socorro!
Também nem sabia que o ócio berrava!
E lá “ele” estava
Nada fazia, tudo julgava
Cruel diapasão
A si perfeição
Ao outro afinando
Eram gritos esganiçados
Desmedidos
De arrancadas e freadas inopinadas
Correndo, parando
Seguindo gritando
Entre nota e outra
Segue apontando
Aos outros bradando
Aquilo que “é certo”
Tormento, lamento
De tudo se escuta
Onde andas labuta
De luta diária
Sutil salafrária!
Oh errante caminheiro
Deixe de lado o vespeiro
Segue teu sonho
Com tua batuta regendo
Os dentes rangendo
A ti não pertencem
O julgamento prossegue
E tua sentença bem sei
Mais cedo ou mais tarde
Em tamanho alvoroço
Corpo judiado
Com espírito moço
No silêncio da alma:
Tua coroa é o esforço!!!
VAIDADE
No auge de tua beleza
Talvez você não veja
E até possível não sinta
Uma maquiagem que pesa
Que num futuro se desminta
Muito pouco à alma agrega
Vai ao chão casca formosa
E o efêmero fica ao vento
Sobram riscos grosa do tempo
Lição exemplar da natureza
Com sua formosura na leveza
Que aproveita seus momentos
Da raiz vem sua essência
E independente da aparência
O seu cerne vem de dentro.
PRESCRIÇÃO
No teu repouso
Observo e não ouso
Exigir mais de ti
Quem me dera existir
Alguém não desistir
Firme em insistir
Num amor de plantão
Prescrito com paixão
Pra acalentar o coração.
RECONSTRUÇÃO
Trepidante terremoto
Não me faz perder o foco
Pé no chão eu te suplico
Em tua força eu convoco
A firmeza de estar vivo
Mais atento ao alicerce
Invocado em minhas preces
Argamassa lá de cima
Sustenta fé inabalável
Não te peço menos ruínas
Ensinamento inefável
Das cinzas à obra prima.
E DE PEITO ALERTO
E lá se vem mais um aperto
E não adianta mais conserto
E parecia estar tão perto
E fico aqui boquiaberto
E insistindo em estar certo
E caminhando no deserto
E a navegar em mar aberto
E um coração a descoberto
E num futuro que é incerto
E sigo aqui de peito alerto!
SURPREENDE
O verdadeiro homem entende
Que pela vaidade não se prende
Aquele que muito se defende
É comum que ao outro recomende
E talvez nem a si próprio emende
Muita Força e Luz pra quem aprende
É no silêncio que bem se empreende
Evolução que ao vulgo transcende.
ORELHA EM PÉ
Hoje em pé está a orelha
Fiquei mais perto das estrelas
Não sei voar como as abelhas
Estou nas asas da Centelha
Incinerando "nóias" velhas
Deixando a vida mais parelha
E embarcando as coisas belas.
ANDARILHO
Enquanto aqui o sol se esconde
Em algum lugar não sei onde
Já vai estar cruzando um bonde
Alguém pergunta e tu respondes
Juntos onde quer que se ande!
