Poema Nao Ame sem Amar
Aquele doce devaneio
Meus pensamentos não são ameaçadores ou úteis
Por que é que eu penso tanto?
Tráfegos de pensamentos constantes
Que coisa mais agonizante
Até que tento uma relação amigável
Afinal, eles moram em mim
Será só parte de minha tagarelice?
Alguns, eu admito, são apenas burrices
São tantos que tive que cataloga-los
Encontrei um tolo por si próprio
Então um fenômeno raro aconteceu
Foi no meio dele que você apareceu
Você é grande demais pra um catálogo
Hooo... mas que caráleo
Um grilo verde grilou na minha mente
Será que estou demente
Cabelos às vezes lisos
E sempre lindamente enrolados
Sorriso doce, tentando esconder os dentes
Olhar meigo, bem diferente
Fiquei grilada
Formiguinhas enfileiradas
Por um instante paralisei
Até na cor do seu esmalte reparei
Eu disse que às vezes é burrice
"Que pensamento tonto", alguns diriam
Sem minha plena atenção
Jamais existiriam
Quando plantamos uma roseira, caso ela não cresça e nem floresça, não iremos colocar a culpa na planta.
Vamos investigar, pode ser que ela precise de mais adubo, água ou menos sol.
Assim são as pessoas, mas ao invés de dar suporte, fazemos julgamentos.
A planta não fala do que precisa, as pessoas também não, só precisam ser alimentadas e regadas.
É muito fácil julgar a roseira por não florescer belas rosas, difícil é ter paciência e dedicar um pouco de tempo para ajudá-la florescer.
Não se dão o trabalho de cuidar e reclamam que só encontram espinhos...
"Não caio na tolice de ser sincera" - Clarice Lispector
Haaa Clarice, quisera eu não ser tão tola
Dizem por aí que a verdade é relativa
A minha é grosseria, presunção e, às vezes, acham que é mentira
Pensando bem, realmente tudo é relativo
Uma mentira altruísta é boa
Seria melhor uma verdade avassaladora?
Te dou a felicidade da mentira?
Ou a dor da verdade?
E fazendo isso, o que eu me dou?
A mentira é penosa para mim
Já a verdade trás leveza
Algumas doem de modo doce
Como um descuido ao tomar uma xícara de café
Quando está muito quente
Perde o paladar por alguns minutos
Mas não deixo de tomar o doce café amargo
Boa menina
Não quero ser
Sou apenas eu
Se não sou boa pra você
O problema não é meu
Chega de esconder
Para de rotular
Não vou me prender
Nem me curvar
As crenças são suas
Os gostos são seus
Não me abstrua
Filho de Deus
Sou ruim, por ser
Má, por não querer
Péssima, em não me abater
E egoísta, por não me envolver
Não sei para onde vou
Mas vou
Estou sempre correndo, um péssimo hábito
Preciso aprender a arte de parar
Pensamentos inquietantes
Me fazem correr ainda mais
As emoções que não demonstro
Estão e permanecem aqui
São intensas e me rege
Como em uma orquestra
Manipulada pela tempestade
Agora me aproxima
Ora me afasta
Não sei para onde vai me levar
Mas está levando
Não tenho a arrogância nem a polidez que deveria ter, e entre as duas, prefiro ser mais rústica;
Quem faz o doce movimento destrói com falsa simpatia.
É como se você não me deixasse sair disso
Porque eu não consigo tirar você da minha cabeça
Vou apagar onde eu ainda consigo
E não há como voltar atrás
Eu nunca voltaria para onde já fui ferida
É incrível como você me fez sentir como se não fosse grande coisa por um tempo.
Não é nada
Sou o vazio que está acordado
Vazio que está cheio
Vazio que tem tudo
Vazio que não é nada
Queria a mente inundada de silêncio
Um estado natural de silêncio e clareza interior
Sair do sonho de que penso quem eu sou
De tudo que conheci
De ser uma pessoa iludida
Parar de dizer essas mentiras
Parar de sonhar
Parar o fazer
Ficar quieta sem esforços
Não há tempo
Aquele tempo
Já tentei e não consigo explicar sem parecer uma idiota.
Já escrevi, apaguei, reescrevi e se for pra parecer idiota, tudo bem...
Você me pegou com o jeito todo meigo, muita paciência, está organizando a bagunça que eu sou
E nem sabe disso...
Eu ouviria você cantar e dançar suas músicas favoritas, por horas sem cansar
Aprendi a cantar um novo tom, a sorrir sem precisar fingir, é cara como você me contagia.
Tantas coisas significativas em cada detalhe, em cada olhar
Me pergunto: Como tudo isso é possível em tão pouco tempo?
É saber que não preciso, e mesmo assim, me faz querer tanto.
É gostar do gosto amargo do puro malte em sua boca
Escutar meus áudios rouca e reagir com coraçãozinho
Às vezes aparecem alguns clichês, mas tudo bem, eu sei ... odiava essas coisinhas, com você eu acho uma gracinha.
Espero que não enjoe dos meus poemas, que eu não te canse com meus problemas e que possamos saborear o doce e o amargo de cada dia juntos
Com um sorriso largo você me mostrou o quanto posso ser afetuosa, fez florescer em mim um novo olhar de que esse caminho pode ser bom.
Estou mergulhando sem medo, mesmo sem saber nadar e pode acreditar que não está faltando ar.
Não foram os dias tranquilos e as coisas fáceis da vida que me fizeram ser quem sou. Dizem que um bom marinheiro é feito nas águas turbulentas, e foi passando pelas tempestades mais difíceis que descobri a verdadeira força que existe em mim.
Foi enfrentando o ódio que percebi que sempre tive uma fonte de amor que nunca acaba.
Nos momentos de caos, entendi que eu precisava estar comigo mesma, mais do que qualquer outra pessoa.
Na solidão, percebi que, por mais que eu espere, chore ou me revolte, ninguém pode me salvar. Só eu posso fazer as mudanças que desejo ver nos outros e na vida.
Foi no meio da confusão, perdida em meus pensamentos, que finalmente me encontrei, me aceitei e pude me ver por quem eu realmente sou.
Hoje, abraço minhas imperfeições, porque só eu sei o quanto me esforço para ser e fazer melhor. Por isso, deixei de me preocupar tanto com as cobranças e opiniões de quem nunca tentou me conhecer de verdade.
Aprendi a não exigir de mim mais do que posso dar e a não esperar dos outros o amor completo que só eu posso me dar.
Aprendi a me dar tempo e a reconhecer minhas conquistas, cada superação e cada aprendizado.
Compreendi que minha paz e minha saúde mental são preciosas e não abro mão delas. Me comprometi a ser fiel ao que sou e a ter a liberdade de ser exatamente quem eu quero ser.
Aprendi a mudar sem ter que explicar para os outros, a me reinventar e a me levantar depois de cada queda.
Sigo aprendendo, crescendo, e evoluindo. E no final, isso é tudo o que importa.
Fé
A fé não mora no hino,
mas no martelo que encontra o prego no escuro.
Na mão que aperta a porca enferrujada
enquanto o dia chega atrasado.
É verbo de segunda pessoa:
Faze.
Desfaze.
Refaze.
Não o murmúrio grato pelo pão,
mas os joelhos rachados no canteiro
onde a semente, por fim, se entregou à terra.
Não se fala em milagres.
Fala-se em conserto.
Em pegar o vazamento antes que alague o assoalho.
Em ajustar a antena até a imagem perder o fantasma.
Em amarrar o sapato e caminhar,
mesmo sem destino divino traçado.
Pois o céu não desce em nuvem.
Desce no suor que escorre da testa
e salga o lábio.
No ombro que sustenta a viga.
No silêncio ativo de quem, sem respostas,
ainda assim coloca a panela no fogo
e acende o fogão.
A fé é um músculo.
Atrofia no sofá da repetição.
Cresce no tremor do braço
que insiste em levantar o peso
que hoje parece Deus.
Fé Ralada
Fé de verdade
não é mantra.
É ralador de milho
na madrugada,
mão girando
contra a lâmina cega,
enquanto o dia,
cru,
se desfaz em fios
fios
fios
no fundo da tigela.
É o que sobra
quando o milho acaba:
o punho dormente,
o metal gelado,
e a esperança,
branca e úmida,
pronta para o fogo.
Não pense, não suponha, não imagine, não ache.... mas.... me pergunte se quero ou não, se me importo ou não.
Ninguém pode aquilatar (julgar, pesar, avaliar, etc.) o sentimento, a dor do outro.
Ou simplesmente a importância de um ato seu no nome de outra pessoa.
Assuma seus atos, não jogue pra cima de ninguém.
Não é indireta... é direta mesmo.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem é inteligente, entenda.
Por nada demais, mas por isso que eu gosto, pois não tem nada pra fazer eu me envolver assim e sentir tudo isso, ainda assim eu sinto... Por isso sei que é verdadeiro, pois não há motivo. É,
simplesmente por ser....
Por ser vc.
Você não conhece bem alguém só no fim de uma relação.
Presta atenção!
Você não conheceu foi nada, você inventou uma pessoa e ela simplesmente não existia!
Amor?
- Não, creio que não há mais.
Raiva?
- Também já passou.
O sentimento em questão não há definição, já que decepção é pouco, pois, não consigo reconhecer as atitudes em alguém que dormia ao meu lado e jurava conhecer. Chego a ficar enjoada, em me deparar com os atos inacreditáveis daquele que comigo jurou amor eterno, coisa que para mim era verdade, mas pra ele, distração.
Repulsa?
- provavelmente, atos narcisistas, comportamentos abusivos, vícios depravados.
Acho que a decepção, a dor, o sofrimento diante de tantas constatações reveladoras, surpreendentes, no final é um só; ALÍVIO.
Esse ser, que um dia vai chorar lágrimas de sangue de arrependimento por tudo que me fez passar, nunca me mereceu.
Meu Deus não me deixaria padecer mais nenhum dia naquele maldito paraíso, onde fui feliz enquanto tinha escamas nos ollhos, depois que cairam continuei por rebeldia por falta de discernimento e ovediencia.
Foi então que vivi a prisão de um amor que me maltratava emocionalmente, me violentava psicologicamente, um narcisista disfarçado de tudo e qualquer coisa, menos de caráter.
Morrer para viver.
Meu viver por certo não deveria ser viver,
poderia morrer um pouco para começar viver.
Viver nem sempre é viver,
as vezes para viver melhor é preciso morrer.
Morrer nem sempre é morrer,
se abnegamos a vida aprendemos viver.
Quem me dera se de um dia pro outro amanhecer morta
e então de uma hora pra outra começar a viver.
Livre seria da morte se a vida em mim renascer.
Vivendo genuinamente não recearia morrer.
A morte é só uma mudança, pra quem deseja viver.
Morrer para aprender a viver.
Viver é se deixar morrer.
Caso sua vida esteja em processo automatizado,
tem certeza que não é sua verdadeira vida.
Você é um Ser de renovação diária, expansão
continua, luz e frequência abrangentes.
Um local, ou outras pessoas, não podem refrear
essa força que contem dentro de si.
Saia da plateia, assuma a direção e viva.
