Poema Nao Ame sem Amar
no fim eu estava indo pegar meu coração de volta
na imensidão das sombras além do mar que não conheço
ainda navegando muitas dores da memória
eu navego o caminho do mar que eu escrevo
um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas
Riz de Ferelas
O HOJE
Aprendi que a ignorância...
Não é dor...
Mas sim , um estado pior...
Vives as certezas do errado...
Dum mundo escuro e apagado...
Do incerto que te orgulhas...
Do engano disfarçado...
A sombra te segue e seguirá...
Mesmo como sol apagado...
Carregas as dúvidas que alimentaste...
A fome que ordenaste...
Faltou o espelho,que nunca olhaste...
A humildade que recusaste...
Preferindo a Hipocrisia...
Mas Alguém, que não tu...
Te levará..num minuto ,hora ou dia.
Eu só choro por maldade, não por fraqueza.
Carrego amor no peito, mesmo após tantas feridas.
Sei que muitos julgam sem saber o que enfrento,
Sofri traumas causados por gente ruim,
Mas meu coração continua bom,
E mesmo machucado, ainda escolhe amar.
Todo bom homem é ateu.
Não tem como ser diferente, obviamente pode ter bons homens* religiosos, sem dúvida, mas para ser racionalmente/consciente bom só sendo ateu
*Apesar que sempre haverá dúvidas, ele é bom por que a bondade é consciente e racional ou ele é bom porque ele acha que deus mandou ser bom, mas se deus mandar ele ser mal ele não seria mais um bom homem.
O que sobrou de você
não cabe numa caixa,
nem em foto, nem em saudade.
É mais,
é ausência com grito,
memória com soco,
presença que machuca.
Não sou poeta
Escrevo
só o que sinto
e devaneio.
Se é o suficiente?
Não sei.
Não sei
Sei apenas
que a poesia
nada me
cobra.
Não, não sou poeta.
Eliete Carvalho
“Não espere, nem exija o respeito e a consideração de quem você ofertou o contrário.
Sua colheita é o resultado das suas escolhas e inconsequências”.
Há silêncios que não são vazios.
São cheios de nomes, de lembranças, de risos antigos que ecoam no peito mesmo quando tudo ao redor parece calado.
A saudade mora nesses silêncios.
Não é grito, não é lamento.
É sussurro.
Não quero consolo, nem lição de esperança.
Quero o fim, o nada.
Fechar os olhos e não mais voltar,
sumir do mapa, parar de lutar.
Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.
Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.
Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.
Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.
E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.
No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.
Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.
Não diga absolutamente nada!
Me recuso a concordar com suas Falésias de mau agouro;
Não ouse me fazer acreditar que não me reconheço, ao fazer tal coisa só me prova o quanto deseja anular minha existência.
Transforme seu ambiente
Já pensou que muitos dos seus gostos, hábitos e até metas podem não ter nascido de você? Muitas vezes, são reflexos silenciosos do ambiente em que você está inserido. Vivemos em constante absorção, como esponjas emocionais, e, por isso, nos tornamos vulneráveis às influências ao nosso redor.
É assim que surgem modas, tendências e comportamentos em massa: seguimos quem nos cerca, repetimos o que vemos. E sem perceber, somos moldados.
Por isso, reformule o ambiente à sua volta. Não tenha receio de afastar o que te paralisa, o que te afasta de Deus e dos seus propósitos mais profundos.
Não se engane: nem todos ao seu redor são amigos verdadeiros.
Proteja sua mente. Não a esvazie diante das vozes que apenas semeiam confusão.
Mudar de ambiente pode ser o primeiro passo para reencontrar a sua essência.
O ambiente molda quem você é, mas não quem você precisa ser.
Você já se deu conta de que nossos desejos, preferências e metas muitas vezes não são genuinamente nossos? São construções moldadas pelo ambiente, pelos olhares que nos cercam, pelas vozes que nunca gritam, mas sempre influenciam.
Somos seres relacionais e impressionáveis, e isso não é fraqueza, é natureza. Porém, é nossa responsabilidade filtrar o que deixamos entrar.
O ambiente pode ser solo fértil ou veneno lento. Pode te edificar ou minar sua identidade.
Cuidado com os sorrisos falsos e as ideias vazias. Cuidado com o tipo de conteúdo que alimenta sua mente.
Reestruture o que está ao seu redor. Cercar-se de valores, pessoas e propósitos alinhados com o que você deseja de verdade, e com aquilo que Deus sonhou para você, pode transformar sua caminhada.
Você não precisa ser produto do seu ambiente. Você pode ser o agente de transformação dele.
Mude o ambiente. Ou mude de ambiente. Mas não permaneça onde sua alma enfraquece.
Senhor, estou em busca de uma porta aberta, mas não quero me desesperar, pois sei que tudo acontece no Teu tempo.
Me dá força para não desistir, esperança para seguir em frente e fé para confiar que o melhor está sendo preparado.
Mesmo que pareça demorado, eu creio: a porta certa vai se abrir,
e será muito melhor do que eu imaginei. Amém.
"Vivemos um tempo em que o papel do professor vem sendo desvalorizado não apenas pelas instituições, mas também, e de forma alarmante, por pais e responsáveis. Houve uma inversão de valores gritante: antes, o professor era autoridade e referência de respeito. Os pais, ao ouvirem que seus filhos haviam cometido algum erro, diziam com firmeza: “Se meu filho errou, pode corrigir”. Hoje, a cena se repete, mas invertida — o aluno desrespeita, o professor tenta intervir, e os pais correm para a escola não para ouvir, mas para confrontar.
Essa nova postura, onde o professor se vê acuado e o aluno é blindado de toda e qualquer consequência, gera uma geração de jovens sem limites, sem noção de responsabilidade e com uma perigosa sensação de impunidade. Quando os pais se tornam "amiguinhos" dos filhos, esquecem que educar é impor limites, e que amar não é sempre dizer sim. Ao protegerem seus filhos a qualquer custo, inclusive quando estão errados, contribuem diretamente para a desautorização do professor e, em muitos casos, alimentam um ambiente de violência psicológica — e até física — contra esses profissionais.
Essa inversão não apenas compromete a educação, como corrói os pilares da convivência social. O professor, desrespeitado, desmotivado e desprotegido, acaba por se afastar da missão de educar com paixão e firmeza. E sem professores respeitados, não há futuro digno para uma nação."
oi
tudo e todos têm seu próprio tempo
o tempo de ir
o tempo de não ir
o tempo de se estar completamente só
tempo que nunca te é roubado
o tempo que nunca irá existir
tempo que nunca existirá de fato
Lua me fale
Ó lua, diga-me
Imploro-te, admoesta me
Pois não lhe parece vil
Não fora, ele, hostil?
Ó impetuosa força cósmica
Servi-lo como uma acólita
Sem embargo, ele me traíra
Anjo me abandonara
Cri na conversão
Do meu choro pungente
Em risada fervente
Consignei-me ao coração
Vigoroso fora-me o desengano
Mostrou-me ser profano
Quem agoriei como virtuoso
Agora, distingo-o como tortuoso
Pregara-o que medíocre é a aurora
Eu, meu pequeno, chora
Explica-me o porquê mais uma vez
Justifica-me a rudez
Qual fora meu pecado?
Hei-me aplastado
Conclame sobre mim
Reuna um maldito motim
Escreva-me um remate
Antecedentemente que isto me mate
De meu exício
Não escutes meu bulício
Seja como tu objugas
Funcionas como sanguessugas
No princípio, eu era fundamental
E, bem, este é meu final
Flores em meu funeral
Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianças crescem. Aquelas pobres almas, completamente esperançosas, se amargurecem. A verdade as atinge como um raio inesperado. Não há carro te esperando, não há uma só escolha própria e muito menos seu destino desejado. Tudo o que há é um mar de incertezas, cercados por uma baía de certezas ainda piores que as dúvidas. A antiga criança percebe que, no sistema que estamos, não somos nós que vivemos nossas vidas. Afinal, quantos adultos tu viste que realmente gostam de trabalhar? Pouquíssimos, pois quando cresce, percebe-se no mesmo lugar deles, escolhe o dinheiro ao invés do amar. Todavia, relembra o que viveu, volte tua infância. Ache o porque escolheste esse caminho: sobrevivência.
Assim as gerações passam pelo capitalismo. Como máquinas, sem nenhum estrelismo. O morto nunca se levanta, com ou sem flores, sua esperança ali descansa. E a morte o toma, silenciosa e mansa. Eu não recebi flores em meu funeral. As dúvidas ainda sim me acompanharam até meu final.
