Poema na minha Rua Mario Quintana

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Mais menina que mulher
Menos conversa e mais ballet
Alguns lhe tiram sua calma
Dividida entre corpo e alma

Sua mente lhe seduz
Seu corpo o conduz
A uma dança nada trivial
O coração dele acha anormal

Palpita como chaleira quente que apita
Como quem ao mundo grita

Mais menina que mulher
Menos conversa e mais ballet
Um breve poema que assim escrevo
Para tocar o coração da dama que almejo

Mais menina que mulher
Menos conversa e mais ballet

BRILHO ESCONDIDO

O sol majestoso e imponente
Ofuscado por pequena e simples nuvem;
Assim o nosso brilho pode às vezes,
Envolto em pesares que aturdem

Estar, sim escondido, e conquanto
Querer expor com força sua luz.
Confie!! Pois a nuvem é passageira
E ao brilho ela até mesmo nos conduz.

Mesmo que não pareça...

Era como se a sua dor o afetasse, era como se os seus sonhos o tornasse único, era como se você fosse o reflexo da alma dele, mesmo sendo bruto saiba que para ele era como se você fosse o principio, o principio e o fim...

Para ele você representava tudo!

Eu sempre estou aqui esperando você chegar,
Quase sempre se atrasa, então me diga onde você está.
Ah...
Sabe de mim que sou refém, pois sabe que escrevo sobre você.
Sabe que sofro por estar aquém, melhor assim do que sem te ter.

Que morra em mim todo o amor do mundo,
Mas que não morra em mim a vontade de escrever...
Que morra em mim todo sentimento do mundo,
Mas que enterrado fique aqui em mim, você.

Arte
é exteriorizar
o sentimento
e o explicar
é como um origami
em desdobramento

O que a alma copia
não é cópia
é representar o sentimento
que já foi sentido
por uma pessoa aleatória

Eu não quero dizer adeus...
Não quero deixar para o passado o que desde o passado me fez feliz!
E eu não quero dizer adeus...
Não vou me despedir do que me fez despedir da tristeza que vivi!

Recuso-me a deixar-te assim, a ficar sem ti,
A deixar-te sem mim!
Pois por mim, seria para sempre assim,
Tu e eu, eu e ti...

Ah! Não quero dizer adeus, pois foi a Deus que te pedi...
E que o mundo não tente insistir,
Pois fui feito para persistir por ti.

E que não tentem me conter,
Deixe-me viver somente por ti...
Deixe-me sonhar e acordar por ti!

ATÉ AMANHECER

Toca aquela música de novo
E não retoca a maquiagem
Chega na bondade
E leve este amor pra viagem
Me toca e nota meu corpo
Se desfazendo em prazer
Se olha e perceba em você
Tudo que eu consigo ver
Me enxerga e me acerta
Me ama até amanhecer

DEUSA SEM ESPARTILHO

Estranho pensar em você
Deusa sem espartilho
Sem o cálice de vinho
Sem o olhar de mãe
A beira da minha cama.
Estranho beber de outra boca
Meditar em outra sombra
Deusa sem espartilho.
Passei a noite toda acordado
Enquanto você dormia
Ainda vestida.
Na rua soltavam bombas de gás
Que apenas enfeitiçava.
Foi com suas asas que decolei
Para o pesadelo...
Não entendia porque voava.
E voava sozinho
Depois de discutir sobre Deus
Na obra de Platão.
Não sei mais se Deus
É desejo ou vontade.
Me assusta minha tolerância
Sobre as coisas.
A certeza que tenho
Está velha e desgastada.
Se Deus não é desejo
Eu passo a temer
Minha vontade.
É estranho pensar em você
Deusa sem espartilho.

Botafogo:
Terra de todos os avós,
Mas que se fôda
Pois os meus não estão lá

De repente eu abri os olhos e todas as coisas mundanas e universais
Começaram a olhar pra mim e me disseram:
Hei, fala sobre mim, escreve sobre min.
De repente eu não sou humano e sim um maquinário da arte
De repente eu sou prepotente e orgulhoso, mas de repente não
Então comecei a escrever um monte de bobagens
Pra quem sabe alguém algum dia chame de arte.

RENITENTE - 20/12/2014

Sei que meu tempo de viver é sem contornos.
Não há retornos e nem desvios pra recomeçar.
Tudo começa em direção a um fim, o limiar.
Um processo que nos conduz como obrigações,
onde o princípio é uma juventude efêmera,
que não dura, somente perdura como saudades.
Um sentido momentâneo, que é reto e finito,
pois só nos cobra o preço da ida renitente
por crer numa eternidade que jamais teremos.
O novo sempre vence quando for aventureiro,
porém sempre é derrotado quando for ciente.

Ter ciência é entender que existe um limite.
E esse limite não é uma barreira que proíbe,
mas sim uma constância que divide pra separar,
o bem que avança, do mal caminho que desvia.
Tudo tá prescrito na origem, no fator elo
onde a preponderância governa forte e sagaz.
Assim,o encanto, a gratidão e a reciprocidade,
são como mágicas que embelezam a nossa vida,
porque nos permite conceber o amor como fuga,
diante de tantas adversidades e más ambições.
Todos temos sempre os mesmos objetivos finais.
Afinal quem nunca desejou a felicidade eterna.

Somos seres humanos buscando o idealizável,
querendo soluções finais, a verdade absoluta,
mas pecando em achar que há um lider supremo
que tem todas as respostas porque é onisciente.
Muitos perdem sua liberdade e capacidade real,
em nome de uma ilusão que jamais o facultarar.
Repudiar alegações e denominações é a essência
que necessitamos pra derrubar os impostores,
com seus históricos mirabolantes e santificados!

Texto de Almany Sol, para Pensador Uol

Mulheres,
Seres encantadores não apenas por sua beleza natural, mas pela majestade em que se tornam cada vez que aparecem em nossas vidas.
Sejam as mães, que sentem a dura dor do parto e mesmo assim se alegram ao ver a face do seu recém-chegado ao mundo.
Mulheres trabalhadoras que podem estar numa cadeira de presidente ou ajoelhadas limpando um chão sujo para sustentar a sua família e jamais deixar faltar o pão de cada dia.
Mulheres guerreiras, das forças armadas, dos tribunais e das polícias, defendendo a nossa nação tão distante de um mundo perfeito e de justiça.
Mulheres que são tão paradoxais e frágeis que, ao falar, se tornam fortes como leoas para defender os seus interesses.
São as mulheres que despertam os mais profundos sentimentos em uma criança que acalenta-se em seu peito para buscar sossego e confiança. Sentimentos que fazem um homem bambear as pernas e palpitar seu coração em um ritmo frenético apenas pelo ouvir de sua doce voz que encanta como as belas notas de um recital.
São as mulheres...
Mulheres do dia 8, de todos os dias, de todas as horas, de toda minha vida!

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

⁠Nós nos amamos
Nos amamos muito.
Nós acabamos nos machucando
Brigas e intrigas
Eu fui o culpado...
Talvez por não saber ter paciência
Por não conseguir te entender,
Talvez por ser egoísta
Por não saber lidar
Ou simplesmente por você ser demais
Demais para um simples amante como eu.
Eu só quero seu perdão
Para que minha alma descanse em paz
Em profunda escuridão

⁠⁠Não fique triste por sentir solitário.
Pois, estrelas habitam
num céu obscuro
E mesmo perante a solidão
As observarmos brilharem
Dentre sua própria luminosidade.

⁠Me indicaram comprimidos
Pois demais já tinha sofrido
E aqui tinha sentimentos comprimidos
Já fazia tempo que não me via sorrindo

Sinto que esses comprimidos vão me aprisionar
Não queria a eles recorrer
Porém como desta dor irei me libertar...
Para onde irei correr?

Por que continua a me torturar?
Por que não para de doer?
Por que não consigo mais chorar?
Já não aguento mais toda essa dor que não para de me corroer.

⁠Você acredita em Destino
Eu, em probabilidades

Você acredita em amor a primeira vista
Eu acredito no amor dessa cidade

Você acredita em Deus
Eu, na singularidade

Você acredita em anjos
Eu não confio nas minhas amizades

Nós não somos iguais

Apenas menos diferentes



Eu acredito em você
E o mundo não acredita na gente.

⁠Asas de fada têm purpurina

Roupas de elfo também

Brilho e magia é comigo mesma

Espera só, também eu quero cintilar

Nunca falta em meu dia

Um tanto de alegria e encantamento

Que nunca fizeram mal a ninguém...

Venham os seres da floresta

Todos, todas, enfim

Bailemos juntos na vida

Sentindo a brisa,a lua, a flor, o capim

Brilhos, brilhantes, purpurina em quantidade

Brincaremos de manhã, a noite ou a tarde

Eu, as fadas e elfos não temos juízo nem idade.

⁠Entre o Ser e Ler

Entre folhas de papel, a alma se perdia,
Uma adolescente sonhadora, entre linhas se escondia,
Nas páginas de um livro, um refúgio encontrava,
Realidades paralelas onde a vida desenhava.

Cada frase lida, um mundo repleto de cor,
Um portal para sonhos, para um outro fervor,
Histórias que a levavam para além do horizonte,
Onde as dores reais jamais eram fronte.

Mas ao fechar o livro, a verdade a cercava,
A vida cinzenta, dura, nela se entranhava,
Cada retorno ao real era um golpe profundo,
Como se a luz das histórias se apagasse no mundo.

Ela queria ser aquelas heroínas, viver aquelas paixões,
Mas em seu cotidiano, só haviam desilusões,
Os livros eram abrigo, mas também uma prisão,
Onde o desejo de ser mais trazia frustração.

Decidiu então fechar as páginas, deixar de fugir,
Encarar a realidade, tentar resistir,
Mas a família, alheia ao peso que ela carregava,
Não compreendia o porquê de sua paixão que se apagava.

Julgada por não mais mergulhar nas histórias,
Sem saberem das lágrimas, das noites sem glórias,
Ela calava a dor, em silêncio e solidão,
Buscando forças em sua própria razão.

Mas dentro dela, as palavras ainda viviam,
Os sonhos e esperanças, silenciosos, resistiam,
Talvez um dia, o equilíbrio encontraria,
Entre o real e a ficção, onde a felicidade emergiria.

E então, voltaria a ler, não para escapar,
Mas para se inspirar, para o mundo abraçar,
As histórias não seriam mais um refúgio distante,
Mas um complemento à vida, um toque constante.

Assim, a jovem sonhadora seguiria seu caminho,
Carregando em si a força, e um destino alinho,
Entre livros e vida, encontraria sua verdade,
Num abraço profundo, de eterna dualidade.

⁠Sem dar aviso

Às vezes as coisas começam
Sem dar aviso
Sem ruído
Sem cheiro
Sem a menor pretensão
E é nas lembranças
Sem motivo aparente
É no sentir a falta
É no aroma inesquecível
E quando nos damos conta
Já nos agarrou pelos pés e mãos
E entrou em nosso coração.