Poema na minha Rua Mario Quintana
Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles.
Eu sou a minha melhor critica, e também a mais severa. Sei o que é bom e o que não é. Uma pessoa que não escreva, não sabe o quanto é maravilhoso; eu costumava lamentar-me por não saber desenhar, mas agora estou cheia de alegria por, ao menos saber escrever. E, se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, posso escrever só para mim. Mas quero mais que isso. Não me imagino ser igual aquelas mulheres que trabalham, e são esquecidas. Preciso de ter mais alguma coisa a que me dedicar. Não quero ter vivido em vão como as outras pessoas. Quero ser útil para as pessoas, mesmo aquelas que não conheci. Quero continuar a viver depois da morte! E é por isso que estou tão grata a Deus por me ter dado este dom que posso usar para me exprimir tudo o que esta dentro de mim. Quando escrevo, consigo libertar-me das preocupações. A minha dor desaparece, o meu espírito reanima-se! Mas, e esta é a grande questão, conseguirei escrever algo grande, tornar-me-ei uma escritora ou uma jornalista? Espero que sim, oh, espero mesmo, porque escrever permite-me registar tudo, todos os meus pensamentos, ideias, fantasias.
Quem me detesta tanto assim para me atacar até em sonho? Quis saber e nesse instante vi minha imagem refletida no espelho.
Você sabia que nossa amizade adoça minha vida? Não se esqueça que você é especial para mim! Beijocas.
Por que na minha alma vinha crescendo uma melancolia terrível por causa de uma circunstância que já estava infinitamente acima de todo o meu ser: mais precisamente ocorrera-me a convicção de que no mundo, em qualquer canto, tudo tanto faz.
Minha filosofia de vida é: não se arrependa de nada que fez. Porque no fim das contas, isso define quem você é.
Guardava minhas angústias em uma pequena caixa dentro do peito e, escondendo com discrição minha tristeza profunda e meu nervosismo, aperfeiçoei-me em um ser humano excêntrico e brincalhão, permanentemente revestido de um otimismo inocente.
Não dá mais, quando minha esperança nos humanos começa a crescer, mais me decepciono, com falsidade, mentira e traição que há em todos.
Mas qual luz abre a sombra deste balcão? Eis o oriente é Julieta, e o sol! Oh, e a minha mulher e o meu amor!
(Ma quale luce apre l'ombra da quel balcone? ecco l'oriente. E Jiulietta, é il sole, oh, é la mia donna, é il mio amore! Atto II, Scena II
Meu temperamento poderia talvez ser chamado de rancoroso. Minha consideração uma vez perdida está perdida para sempre.
Nunca roube, minta ou traia, mas se tiver que roubar, roube toda a minha tristeza; se tiver que mentir, minta para passar todas as horas comigo e, se tiver que trair, por favor, traia a morte porque eu não posso ficar nenhum dia sem você.
O problema - que tem sido cada vez mais comum na minha vida - é quando não sei o que sentir ao ver algumas pessoas.
Sempre quis alguém que me ouvisse. Não as bobagens que falo de vez em sempre. Mas o que minha alma não sabe dizer. Que fizesse esforço para captar tudo que não sai da minha boca.
Eu poderia te dizer aquelas doces mentiras sinceras - "você-é-minha-vida", "não-sei-o-que-seria-da-minha-vida-sem-você" ou todo esse tipo de porcaria que a gente diz no calor da hora. As pessoas são assim, dizem que não sabem viver sem você. Depois aprendem e esquecem de comemorar contigo. E deixam vazio o lugar que sempre será delas. Eu não, simplesmente estou aqui. De vez em quando sujo, entediado, agressivo, mal-humorado, triste, calado e chato. Mas aqui.
O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha.
Bem hoje que eu resolvi sumir, você apareceu. Eu me rendi à minha personalidade mais real e você gostou.
