Poema na minha Rua Mario Quintana
Da minha vida apenas o amor me fortaleceu. O resto morrerá na minha lembrança. Vou apagar como uma borracha, sem deixar marcas.
Cansei de ter que provar a minha índole, o certo do errado e as minhas virtudes. Ninguém acreditou. Hoje, quero mais é estar fora de tudo isto.
Por que sinto este peso? Esta agonia rasga minha fé e me coloca frente a frente com um jogo que considero perigoso demais.
Que a vida me dê o suficiente para continuar minha caminhada. Que nada atrapalhe o que foi determinado por ela. Se assim tiver que ser, que eu tenha discernimento para perceber, entender e aceitar.
Minha liberdade se compara com a da água. Ela ultrapassa os obstáculos, sem se importar com a dor e consegue chegar ao seu destino sem cicatrizes.
O melhor é partir. Sinto que minha hora chegou. Se eu ficar, só vai interferir no meu estado emocional.
Dentro da minha louca e intensa vontade, ouço um chamado que não consigo identificar. Talvez, seja o teu, talvez, de um ser inabitável ou talvez, imaginações.
Não sou obrigada a compactuar com certas atitudes. Tenho meu ideal de vida e dele faço a minha morada.
Há duas verdades. A tua e a minha. Vale lembrar que, a verdadeira é aquela que eleva o caráter ao extremo.
Esses dias que ficamos separados, percebi que a minha vida é muito boa, mas falta algo para ficar 100% e esse algo é você.
Estou num momento da minha vida que não quero mais nada superficial ou virtual. Quero o concreto, o verdadeiro, o sensível, o poético. Quero o toque, o olho no olho, as palavras amorosas e ações que comprovem tudo isto. Portanto, ou vem por inteiro ou nada feito.
Se a dor doer até rasgar minha pele, eu deixo doer. Nada mais sábio do que levar ao extremo aquilo que nos renova e nos faz mais forte.
