Poema na minha Rua Mario Quintana
Minha busca por Deus é movida por uma fome profunda da alma ou pela acomodação de quem já se sente satisfeito?
Diante da dor profunda, entrego minha alma Àquele que cura e oferece a paz que excede todo entendimento?
Nos desafios da vida, minha alma busca refúgio na presença de Deus, onde encontro paz e força verdadeiras?
Na morada da minha consciência habita a verdade; por isso, discirno que é Cristo quem me escrutina, me constrange e me conduz a viver em prodígios.
A verdade habita em minha consciência, e nela Cristo me perscruta, me constrange e me move a viver sob os sinais do impossível.
Minha consciência é altar da verdade; nela, Cristo sonda, corrige e me impele a viver os prodígios do eterno.
Onde habita a verdade, ali está minha consciência — vigiada por Cristo, que nela escrutina, exorta e semeia prodígios.
Cristo, que sonda o profundo da alma, escrutina minha consciência — onde a verdade reina e os prodígios começam.
O vento da prova soprou em minha vida, varrendo as sombras, trazendo a luz da alegria.
Após a ventania, vejo enfim o raiar de um novo dia.
De hoje em diante, guardarei minhas palavras onde há censura e farei do silêncio minha forma de resistência, porque até o eco precisa de espaço para existir.
Espero, também, que minha narrativa seja uma forma de encontrar-me comigo mesmo e, assim, me possibilite escrever uma história outra, que eu ainda sei exatamente o que possa vir a ser, mas que, desejo, possa romper com as semânticas do mesmo e do uno e com as exegeses que querem nos condenar a ler em tudo a mesma história.
Seu abraço já foi minha morada, hoje te sinto tão distante. Seu sorriso já foi meu paraíso, hoje é minha tormenta. Já não sei mais se seus olhares e sorriso de canto são meus, seus olhos tem estado tão longe. De certo que há alguns anos a paixão avassaladora amornou. Sinto tanta falta de todo aquele desejo que tínhamos. O pedestal no qual eu te coloquei já te levou pra tão longe de mim. A culpa é minha, tenho sido tão permissiva. As vezes achamos que permitir prende o amor, mas só afasta. O amor não nasceu pra ser racionalizado, planejado e calculado. As vezes você não sabe lhe dar com ele por isso. Com você tudo é tão objetivo e calculado. Sempre tão comedido, não se permite…Eu sou tão irracional, gosto tanto de pequenos gestos que se tornam grandiosos ao meu coração. Eu iniciei esse jogo sabendo que não ia chegar na fase final. Acho que tá na hora de suicidar meu herói, me render e tirar o meu time de campo. O amor pode ser tão doloroso e solitário. Tenho me sentido tão sozinha e abandonada. Ao mesmo tempo tento ser minha melhor versão para você, em vão… Nem minha melhor versão faz você desapegar da bebida e dessa ilusão adolescente que o álcool é seu elixir que te dá grandes poderes. Não vou fazer você escolher , nem de longe eu faria isso com você. Eu simplesmente vou me retirar e dessa vez em silêncio, sem alardes. Avisos são cansativos, sabia?! Mas a verdade é que os avisos são uma tentativa de mudar o rumo do jogo. Não adianta, esse jogo já está perdido, resta a mim assumir e aceitar.
Preciso sentir que minha jornada neste planeta foi rica, digna e cheia de bondade.
Enquanto eles vivem a vida dos outros eu sigo vivendo a minha.
Não vejo os vídeos do Instagram, eu escrevo às minhas poesias...
Expresso arte para não desistir de mim e nem dos outros à minha volta. Porque a arte me resgata, me refaz, me levanta. A cultura é do povo e nunca será uma propriedade latifundiária, cercada por muros de exclusão. Ela nasce na rua, pulsa no corpo, ecoa nas vozes, e pertence a todos que a vivem.
Eu sempre falhei em falar, minha garganta dava nós e minha mente não sustentava uma só frase, arames se agarravam como colares no meu pescoço e qualquer palavra se desfazia rapidamente, minha incapacidade de contar com a boca me deu o nobre talento de escrever, eu escrevia bíblias sobre coisas banais, enciclopédias sobre histórias de amor e dicionários sobre o mais simples acontecimento, redações não eram pra mim, eu queria escrever poemas e poesias, textos lindamente trágicos e tragicamente lindos, a caneta era arma, e o que saía não eram só palavras, eram sentimentos, partes de mim, quase como gotas do meu sangue e pedaços do meu cérebro, eu colocava partes da minha alma em cada sílaba e uma doze de humanidade em cada letra. As noites eram as mais barulhentas, quando todos estavam quietos, era quando o papel gritava cada pensamento meu, cada carta, cada música, poema e textos nunca e jamais lidos eram como discursos, palestras e sermões jamais e nunca ouvidos, eram segredos encantadores, vozes medrosas silenciadas, pensamentos impuros e inquietantes, suspiros quase sussurrantes, e tudo isso em um pouco de tinta e papel
