Poema com mar
MAR
Pousa no mar como se
Fosse a rainha-mãe, és.
“És o vento que paira
Entre a eira sem beira”.
Seus olhos afogueados
Envaidece o brilho das
Estrelas! Tem teto seu céu.
Mergulhas na paixão
Como se um mar de
Ondas te consumissem
Devotamente o coração.
O tempo, as canções,
Os amores, a poesia,
São as suas verdadeiras
Raízes, do gáudio a soledade.
Abriu o mar pra eu passar por ele
Perfeito Amor que me alcançou
Me resgatou e agora posso cantar
Eu sou Filho de Deus
Aquele que acalma o vento
Aquele que aquieta o mar
Que tira a força do fogo
E faz o leão jejuar
O Deus que derruba as muralhas
Da estéril faz mãe de filhos
É o mesmo que brada do alto
Não temas, sou contigo
Se sou lançado na cova dos leões
Eu não sou tragado eu sou protegido
E se o mar me impede de passar
Com o Teu Poder ele abrirá
Nada pertence a mim
Tudo é para Tua Glória
Que o Teu Nome cresça
E que o meu diminua
A Tua Graça me basta pra viver
Acalma o meu coração
O vento está soprando
Mas é Te adorando que venço o mar da aflição Só venço esse mundo se for em Tua Presença
Cartas Dicotômicas
Quem comigo navega deve saber: meu mar interior é tormenta, ventos, raios e trovões, e minhas palavras calmaria.
Minha reverência
ao Almirante Tamandaré,
ao Almirante Barroso
e ao Capitão-de-Mar-e-Guerra
José Secundino
que prepararam o destino
do Brasil que possuímos hoje,
Que cada um deles
e o mais anônimo marinheiro
seja lembrado
pela vitória no Arroio Riachuelo
que lembramos com orgulho
desta gloriosa Batalha
consagrada pela nossa Pátria.
No azul do céu,
azul do mar e no azul do Lápis-lazúli,
Sempre unidos no amor,
buscando caminhos profundos
para o cotidiano reinventar, Conquistamos vitórias
que hoje estamos aqui para celebrar.
Meu barquinho é feito
de milagre e de Timbaúva,
A poesia cruza junto o rio
que deságua no mar,
Gosto de ver Timbaúvas
lendárias de pé para barcos
nesta vida nunca nos faltar,
Gosto quando você fala
comigo porque me faz flutuar.
Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.
Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.
Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.
Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.
Entre as suas pestanas
tenho o Recife franja
mais lindo e encantador,
Sou estrela-do-mar
no oceano do teu amor
profundo criando dia
e noite o nosso mundo
com doçura e carícia,
Só de saber que você
existe me provoca delícia.
Quando o mar
alcançar a cor de Berilo,
Eu quero que o destino
facilite para a gente
na vida se encontrar,
Você será o meu
barco e eu a tua onda
para a gente navegar
e o amor tomar conta
de nós dois sem parar.
Quando a Safira
do mar se unia
a Safira celestial
formava sem
precisar de palavras
a atlântica poesia
que da memória
ninguém apaga,
e que sempre faço
questão de recordar.
Quando o rio
do destino
se encontrar
com o mar
do nosso amor,
Olharemos
para o alto
e veremos
pérolas arroz
caindo sobre nós.
Sou filha do mar
espalhada nas ondas,
Mãe de muitas pérolas
e poesia de amor,
A sua madrepérola,
a inspiração e pendor.
Certamente a poesia
presente na assemia
da Merulina que esplende
visível no fundo do mar,
É a mesma que o meu coração
há de capturar o seu
quando você menos esperar,
Pode crer que é no silêncio
aparente que o peito
se torna indomável a retumbar
e o amor vira oceano a avançar.
(Por mais que lute um oceano ninguém consegue represar).
Num tempo distante,
na profundeza do mar,
esplende um fascinante
Seriatopora caliendrum
brindando o olhar
admirado como se fosse
presenteado pela primeira
vez com um buquê na vida,
Não tenho dúvida que isso
tem a ver com o quê é poesia.
No mar de cristal
conseguimos olhar
a profundidade,
Vamos submergindo,
olhos nos olhos,
as tuas mãos me coroam
com uma coroa
feita de Acropora tenella,
a fé nos guia
e o amor nos governa.
A Independência foi semente,
foi a soma da união da nossa gente
no mar e no campo de batalha
se escrevendo crescentemente
pela mais bela terra do Continente,
A Independência floresceu
com Pau-Brasil e o Ipê-Amarelo,
Por mais que tentem romper
os laços filiais deste sublime afeto,
A Independência é sobrenatural
como a poesia que se reinventa
e ninguém domina pelos séculos.
