Poema com mar
olhei pro mar e a lua brilhava sobre ele
olhei para areia aonde as ondas se quebravam
Olhei para o céu aonde deus te guardava
Metamorfose
E de repente você se vê em um mar de mesmice e tédio , e não consegue ao menos se lembrar do que realmente tem graça pra você , do que realmente te faz feliz.
Áquele momento em que o que era prioridade vai se tornando um esquecimento largado no passado , e , as coisas antes inúteis se tornam indispensáveis. A mutação psicológica te atormenta como o som de um despertador ás 5 da manhã depois de uma noite mal dormida.
De repente um vazio toma conta do teus ser e você nem consegue decifrar o que realmente pode preenchê-lo. Palavras vêm e vão , entram por um ouvido e saem por ele mesmo. Fica difícil até mesmo acreditar em tudo o que ouve pois, o coração , já está começando á criar defesas para que aquelas decepções passadas não o atormente sempre que estiver vulnerável. Você começa a se esquecer do que realmente é bom pra sim e acaba se acostumando com o ruim , com o chato , com o sem graça. A solidão bata é porta e você diz: Entre , você já é de casa!
Começa a se familiarizar com os sentimentos ruins , conseguindo apenas esboçar um sorriso nas poucas e raras vezes em que se recorda de um extinto passado feliz. Até seu rosto mudou . Você é uma pessoa quase sem expressão. Fria? Talvez! Mas é o geralmente acontece com uma alma traumatizada por perder em todas as lutas que enfrenta.
Loucuras começam a passar pela sua cabeça. Auto- estima não é mais um nome presente no teu vocabulário, aliás, qual é mesmo o significado de tal palavra? Anti- socialismo começa a fazer parte da sua rotina. Críticas exalam no mesmo ar que você respira. Talvez não exista uma mente humanamente capaz de entendê-la. Ás vezes, nem mesmo a sua consegue!
Por fim , começa a se prender num quarto escuro procurando sem esperanças por uma luz em que nem mesmo acredita que vá chegar. Então você senta, espera e espera...
Eu sou
um mar de angústias.
Numa noite sombria.
Aguardando o nascer do dia.
Brilhar um novo sol.
__Sophia Vargas ♥
03/01/2010
Efêmero
O vento de ontem não é o mesmo de hoje,
Nem o mar permanece igual quando navegado,
A certeza torna-se incerta no amanhã,
Basta uma palavra, um gesto, um pensamento e o próprio tempo contribuem para o efêmero.
Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam e que por alguns instantes alegraram a nossa existência,
Deixam em nosso coração a sensação que poderia permanecer mais.
Mas, a vida providencia a efemeridade
Tristeza? Às vezes!
Entretanto, me acostumei ao efêmero.
A vida também me ensinou a entender as quimeras interrompidas pelo acaso ou destino.
o que sei, é que caminho, a paciência e a fé é o que resta.
Talvez algumas das efemeridades da vida ainda venha trazer a primavera.
És linda Olinda
És linda Olinda,
Mar verde feito esmeralda,
território histórico dos Quatro Cantos.
Vento forte a soprar as ondas que se quebram na praia.
Mal posso ver da Sé.
Espumas no ar e o sabor da maresia nos lábios dão uma sensação de conforto.
Farol a iluminar as noites de verão.
És linda, és Olinda.
Luar sobre o mar
Sob o luar de esplendor
O mar ondeia em seu vai e vem
entoando lindos hinos de sereia...
Meus olhos vidrados de encanto
Não se contem em admirar com espanto,
Vertem lágrimas felizes que caem na areia.
Ela era poesia, e ele não sabia ler.
Ela era mar, e ele só sabia molhar os pés.
Ela pensava no futuro, e ele não sabia o que queria.
Ela orava pra dar certo, ele fazia nada.
Ela tinha planos para vida toda, e ele não honrou ela.
Ela, por fim, resolveu ser como o sol: brilhar sozinha.
Ela, por fim, preferiu ser a própria leitora de suas próprias poesias.
Ela, por fim, passou a viver mais o presente e a pensar no próprio futuro.
Ela, por fim, passou a rezar mais e pediu a Deus que só permita quem vier para fazê-la feliz.
Ela, por fim, passou a priorizar os planos dela e a se amar em primeiro lugar...
A luz irrompe onde nenhum sol brilha;
onde não se agita qualquer mar, as águas do coração
impelem as suas marés;
e, destruídos fantasmas com o fulgor dos vermes nos cabelos,
os objetos da luz
atravessam a carne onde nenhuma carne reveste os ossos.
Nas coxas, uma candeia
aquece as sementes da juventude e queima as da velhice;
onde não vibra qualquer semente,
arredonda-se com o seu esplendor e junto das estrelas
o fruto do homem;
onde a cera já não existe, apenas vemos o pavio de uma candeia.
A manhã irrompe atrás dos olhos;
e da cabeça aos pés desliza tempestuoso o sangue
como se fosse um mar;
sem ter defesa ou proteção, as nascentes do céu
ultrapassam os seus limites
ao pressagiar num sorriso o óleo das lágrimas.
A noite, como uma lua de asfalto,
cerca na sua órbita os limites dos mundos;
o dia brilha nos ossos;
onde não existe o frio, vem a tempestade desoladora abrir
as vestes do inverno;
a teia da primavera desprende-se nas pálpebras.
A luz irrompe em lugares estranhos,
nos espinhos do pensamento onde o seu aroma paira sob a chuva;
quando a lógica morre,
o segredo da terra cresce em cada olhar
e o sangue precipita-se no sol;
sobre os campos mais desolados, detém-se o amanhecer.
( "Light breaks where no sun shines" )
O amor de Deus é tão grande
Que não cabe em nenhum lugar
Não cabe no oceano
Tampouco no mar
No céu falta espaço
Assim como no ar
Não cabe no meu coração
Mas Ele sempre vai me amar
Daqui ao fim dos meus dias
E Até depois de Jesus voltar.
Beira-Mar
Olhe o oceano.
Sinta apenas a sensação do vento quando bate no rosto e respire bem fundo, o ar que te preenche remove o mal.
Chore agora, como uma criança sem aquele brinquedo preferido,
derrame cada lágrima carregada de dor,
elas estarão pesadas eu sei, e virão com soluço que parece tirar-te o fôlego,
mas elas também removerão o mal.
Agora fique em silêncio, pense em tudo novamente,
está mais leve, não?
Um pouco vazio, eu sei.
Mas agora apenas caminhe.
Olhe toda a imensidão tão bem desenhada por Deus,
quando você olhar o horizonte e ver nada mais que o céu tocando o mar pense que amanhã vai ser melhor,
e mesmo que não seja amanhã,
um dia será.
Desperto meus rumos para onde os ventos me levam em tranquilidade.
Sou um mar calmo, aprofundado em serenidade e sossego no coração.
Tudo quer for pesado demais e ameaçar tempestades que fique longe,
bem longe da minha paz!
Ame com a segurança de quem está na corda bamba que liga o mar ao céu...
Eu acredito que deixamos de amar quando perdemos o medo de cair.
Sentenças filosóficas de Empédocles:
- O sol, uma seta aguda. A lua do olho claro. O mar, suor da terra. A noite, solitária e cega.
- Os iguais se reconhecem.
- Sobrevive o que for mais capacitado.
- O mundo evoluiu da água por meios naturais.
NÔMADE
Venho de longínquas terras, do mar
Peregrino no cerrado, místico errante
Em busca do meu eu, de me achar
E neste chão novo, fui caminhante
Assim, no encanto eu fiz o instante
No olhar e no coração, sob o luar
E na diverso do sertão inconstante
O fascínio me ensinou como amar
E neste aroma delicioso sonante
De vagante ao pouso, pus a ficar
Nos dias felizes aqui tão distante
Trouxe no peito o nômade sem par
Formosa vontade no bem suplicante
Cá aterrando no horizonte deste lugar
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Simplesmente amar você
Procurei outros acordes pra tocar.
Procurei outro céu, outro mar,
Outra lua pra te dar.
Procurei outra forma de caminhar
Sem dor, sem rancor, sem pudor,
Sem pra trás olhar.
Procurei outro jeito de te desejar,
Inocente, sacana e não vulgar.
Procurei outra pista pra decolar
E sequei minhas asas pra poder voar.
Encontrei em teus olhos
Uma ilha perdida no mar.
E em teu coração eu fiz pista pra pousar.
Nas curvas do teu corpo
Encontrei meu caminho.
Segurei tua mão e vi que não estava sozinho.
Encontrei em teu sorriso
Uma forma de me libertar.
Olhei teus olhos e vi o mar
E do teu abraço fiz meu lar.
Você me fez acreditar
Que o nosso amor vai se eternizar.
E nem em poesia consigo descrever
Hoje sei que amar
É simplesmente amar você...
Serenos e tempestuosos igualmente
Acalmam e amedrontam com a mesma intensidade
Em frente ao mar sou parte dele, como em frente
ao amor, tão perto e tão distante, tão doce e cruel
Amo o mar, mas lhe temo, assim como o amor.
"No mar da solidão "
Quando fico sozinha,
A tristeza me sufoca,
E as lágrimas quase me afogam,
no mar da solidão.
As ondas do desamor,
Tomba o meu coração,
perco as forças e caio no chão,
Não vejo saída, no mar da solidão!
Te Adorar
O sol, a lua, estrelas e o mar
Nada se compara
Ante a Tua Formosura
Os homens, os reinos, principados e potestades
Se prostram
Ante a Tua Majestade
Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas
Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas
Só me resta Te adorar, Te adorar
Eu só quero Te Adorar, Te Adorar
Eu nasci pra Te Adorar, Te Adorar
E dizer que Te amo, Te amo, Te amo.
