Poema Jardim
Se você ama uma flor, não a colha. Por que se você colhê-la, ela morre e deixa de ser o que você ama. Então se você ama a flor, deixe-a estar. O amor não está na posse. O amor está na apreciação.
Meu coração vai batendo devagar como uma borboleta suja sobre este jardim de trapos esgarçados em cujas malhas se prendem e se perdem os restos coloridos da vida que leva. Vida? Buenas, seja lá o que for isto que temos.
Não espere que outros realizem seus desejos, seus sonhos, suas metas. Você é o único responsável por cada página da sua história.
O amor é como uma lâmina afiada. Quando mais você se agarra a ela, mais dolorosa e profunda é a ferida.
(Xi Men Yan)
Agora sei o que é amar alguém. Não importa o que você faça é impossível fugir dos seus sentimentos. É impossível deixar de amá-lo.
(Dong Shan Cai)
"Os ignorantes pensam que já sabem tudo. Os espertos aprendem com os próprios erros. Os inteligentes aprendem na escola e nos livros. E os sábios, cientes que nada sabem, aprendem muito mais com a experiência e os erros alheios”. (J. M. Jardim)
“Para conviver harmonicamente, aprende a aceitar os defeitos e a destacar as virtudes dos outros.” (Juares de Marcos Jardim
Odeio futilidades. Detesto pessoas que acham que sucesso é se estabelecer financeiramente ou fisicamente. Sinceramente, efusivamente, é muito mais psicologicamente.
Boa tarde hoje é mais um dia de vitoria benção e alegria saiba como aproveitar bem esse dia e os outros que viram porque a vida é curta pra aproveitar os dias com coisas desagradaveis curta bem esses dias.
A vida é o meu palco de risadas constantes,
De um brilho natural que estreia a cada instante,
No meu espetáculo chamado “sentidos”.
POETANDO
O poeta é um amante eternamente insatisfeito. Entre a paz do doce lar e as incertezas das noitadas, prefere se esgotar nos braços das madrugadas, beijando estrelas, acariciando a lua, deitando e rolando nas praias, perseguindo estradas, pulando cercas, usurpando alcovas de cetim, invadindo cabarés, escolhendo trilhas, adentrando Casas da Luz Vermelha, galgando montanhas, repetindo mergulhos abissais em busca das sereias, adentrando bosques ansiando fadas, esgotando bares...
(Juares de Marcos Jardim)
Outono da minha vida
Adentrando ao outono da minha vida,
Um paradoxal inverno quente me anima.
E a primavera, florida, faceira e sorridente
Reflete a esperança de um dezembro caloroso,
Com o verão pulsando caloroso em minhas veias.
Com certeza um natal muito feliz
Entre familiares e amigos.
Um “adeus ano velho” ruidoso
Com prazerosos brindes, fortes abraços,
Estalados beijos e furtivas lágrimas.
Mais um Ano Novo repleto de promessas.
Que aventuras viverei em janeiro?
Viagens, estradas, novas paragens.
Fevereiro de olhares, sorrisos e afagos.
Conquistas merecidas, achados fortuitos,
Quiçá novos amores, explosivas paixões,
Prazeres incontáveis, noitadas inesquecíveis.
Assim a vida se renova, até a hora da partida.
Março trará corações dilacerados,
Almas partidas, bilhetes rasgados,
Pulseiras, anéis e colares jogados.
Roupas rotas, tênis gastos,
Revistas dobradas, livros esquecidos.
Enfim, páginas viradas, vidas passando.
Os passos antes largos, agora lentos,
Os olhos lassos, as nuvens altas,
Prolongados suspiros, ais, sussurros.
O tempo escoando entre dedos e frestas,
As ondas do mar lavando lamentos,
Na areia desenhando imagens funestas...
(J.M. Jardim, setembro/2013)
Jardim sem fim
Tem um Fusca no meu jardim
Adornado de lindas flores
Rodeado de jasmim.
No meu jardim tem um Fusca
Palco de pássaros cantores
Um espetáculo sem fim.
Amanheço sempre assim
Agradecendo meus amores,
É o Paraíso, enfim...
(Juares de Marcos Jardim)
Outono - Noite fria - Madrugada sombria
Brilha a Lua de Outono, noite quase fria, madrugada sombria, assombros da planetária pandemia, que nos atingiu ao romper do dia, quando o povo ainda amanhecia. Implacável, cruel, tornou-se fiel companhia àqueles que com alguma doença incurável convivia, ao infortunado que com baixa imunidade sobrevivia, na esperança que de alguma forma a cura viria. Insone, eu prometia que resistiria, que escreveria e aos quatro ventos postaria, que amplamente compartilharia meus temores, presa fácil da sutil armadilha, da oceânica quinquilharia, da orbital pancadaria. Uma morte inglória assim, é tudo o que eu não pretenderia... Jamais sonhei que assim quedaria, inerte, sem a esperança de um novo e abençoado dia.
(Juares Sasso Jardim / Sacy Pererê do Grande ABC - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
A gente anda com uma certeza fugaz
De que somos tudo o que queremos da vida,
Sem saber se somos pelo menos parte
Do que a vida queria de nós.
Hoje vivemos em um conto de fadas mais real...
Onde os monstros são mais reais do que na
Imaginação de quando eu era criança,
Estão no menino que nunca tivera inocência,
Roubada ainda no ventre da sua mãe,
No jovem que barganha a própria vida por um
frívolo prazer,
Na mãe que chora por não saciar a fome do
filho que chora,
Dos filhos, abandonados pelos pais, abandonados
Pelo mundo, que já não sabem mais chorar...
Apetite
Meu paladar é poliglota
Meu apetite voraz.
Minha digestão é agiota
Minha disposição fugaz...
Quando a fome me agita
A comida satisfaz...
- É hora da sobremesa! Alguém grita,
Eu arrepio, a satisfação é fugaz.
Depois um suco de limão
Sem nada de açúcar
Pra facilitar a digestão.
E um suspiro pra arrematar.
É hora do café coar
Lentamente saborear.
Breve caminhada, é saudável
Antes de relaxar.
Por fim no sofá deitar
Suspirar, suave respirar
Ao sono se entregar
Que gostoso, agora é só roncar.
(Juares de Marcos Jardim)
