Poema Entardecer
olhos nos olhos
lenços nas mãos
girando hipnóticos
a música tocando
a Cueca Chuquisaqueña
todos aos poucos parando
assim somos o mundo
todo ali e habitantes
do encanto mais lindo que vivi
Bambaquerê quem
sabe um dia ao seu lado,
Bem gamada te aprecio
de longe neste Cará
bem dançado
para ser mais do que meu par,
e muito mais do que namorado.
Dançamos em Campos
na terra da Mana Chica
esta dança esquecida
do Rio de Janeiro,
Foi exatamente durante
o Balão Faceiro,
Que decidi ter para mim
o teu amor inteiro,
e ser o seu amor perfeito.
Neste Bambaquerê
no início da Tirana
decidi ter você,
Sou um coração
que ama,
E qualquer gesto
teu uma pele que gama.
Teus olhos com
os meus se cortejam
como os condores,
Parecem até dançar
Cueca Paceña enquanto
derretemos de amores,
Vou contigo para onde tu fores.
Os ramos do Madroño
são misturados nas festividades
aos incensos dos altares
pela liturgia em todos os lugares.
A fertilidade, a abundância
e a sabedoria são representadas
por este abrigo que conta sobre
até das resistências não contadas.
Sob uma Madroño na Nicarágua
hei de te encontrar pleno de amor
e de primavera que não passa.
Mesmo que você não tenha
ainda próximo de mim chegado,
sei que tenho o teu peito apaixonado.
Bambaquerê para lá
e para cá no ritmo
desta Chimarrita
o seu coração dará,
E toda a poesia
no meu sorriso
você vai reparar.
Quero você no meu
Bambaquerê,
Nesta Ribada
a gente vai festejar,
Porque no final
será só eu e você,
A gente vai se ter
e não vamos nos perder.
Neste Quero-mana
a alma vai
neste Bambaquerê
mesmo sem
entrar na dança
por nunca parar
de pensar em você.
Ali bem no Centro da Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí,
Onde a chuva caí
sobre o Flamboyant poético
que protege o Presépio
na subida do Noviciado Franciscano
e da Igreja Matriz São Francisco,
Coloco os meus pensamentos
e as minhas orações pelo destino
do mundo nas mãos de Deus,
Porque eu sou a paz que você
merece sempre encontrar
no aconchego do meu peito
para de tudo sempre se poupar,
E tu és a pessoa que nunca
permitirá que em guerra nenhuma
nesta vida eu venha entrar,
Porque no fundo de ti cada espaço
tenho o meu belo e cativo lugar.
(Imensidão romântica nascida
nossa para sempre amar e festejar).
Barriga Verde
nome dado
da herança heróica
dos fuzileiros
do Brigadeiro Silva Pais,
Valentia recordada é poesia
que não se cansa jamais.
É Bate-Caixa,
meu bem,
É Jongo,
meu amor,
Do jeito que toco,
te encanto,
pouco a pouco
vai cair na minha
com o coração louco.
Não é tempo de Maquilíshuat
sob a Lua para chamar você
de Tlasotlali que é amor
em Náhuatl nesta El Salvador.
O Maquilíshuat que floresceu antes
assim como o quê sinto mesmo
sem saber se virá e quem você é,
percebo ser a sua cachiporrista.
De todas a bailadora favorita
que têm nas mãos a sua mente
e o seu coração ao som da bandinha.
Aquela que faz pensar no essencial
porque é destinada ao fundamental,
e que não há no mundo outra igual.
Quando se tem a dádiva do amor
há razões redobradas para venerar
cultivando sabores de El Salvador
na mesa como da flor de Izote.
Razões para enfeitar os cabelos
e para se cuidar com esta
flor preciosa de nome em Náhuatl,
seguindo com passos de poeta.
Com todo o amor a nossa parte
tem que ser feita assim como
o Izote amável floresce o poema.
É com a Flor de Izote nas mãos
celebro e guardo a sua existência,
porque amar já é plena residência.
