Poema Entardecer
Tudo o quê é Vernal
floresce como tal
com o quê é próprio
e espiritual tal qual
o Mororó que
o meu Avô buscava
para fazer chá,
E quando o tempo
chegava para as flores
celebrante acenava
pela estação que
acabava de chegar,
Assim com ele aprendi
a observar que existem
flores por todo o lugar,
e quando não houver
sempre procurar buscar.
Trago e deixo o primaveral
da minhas existência
no total florescer espiritual
do Pajurá poético
em cada um dos meus
Versos Intimistas
sobre os lindos olhos teus,
Mesmo que me digam
que é clichê não existe
nada mais lindo do que perceber
que és o maior presente de Deus.
A vida tem espinhos
flores e frutos tal
qual a Arumbeva,
Como todo o poeta
colho os frutos dos dias
com os pés na terra.
Entre os abraços de calma,
sua alma de remanso
encontrará descanso
na ternura do meu amor,
onde a paixão e a sedução
vivem uma doce amizade
sem qualquer discrição.
Crescendo com a beleza,
o recato e o mistério
do florescer de Resedá-Brasileiro
tenho construído um império
no teu coração silencioso.
Com sedutora ambição
não há um dia que um território
que não tenho ganho,
sem insistência, sem fazer força
e sem nenhum engano.
Assim com doçura e florescer
a atenção não tem se perdido,
e sobre o quê virá tens percebido,
a minha poesia não tem um dia
que não passe sem a teres lido.
Como um quebra-cabeça tudo
tem se encaixado e por nós sentido,
lado a lado para caminhar
nascemos para o mesmo destino
sob o desígnio do Hemisfério Austral.
Dedicou a sua vida ao Irredentismo,
para libertar a Itália não resgatada,
Muitos não conhecem esta herança
indomável que carregam no destino,
mas quem conhece sabe que faz
sempre toda a diferença no caminho.
Ele que lutou pela sua Pátria até o final,
foi capturado no Monte Corno di Vallarsa,
Nas mãos do Império foi executado,
dele cada um ao seu modo leva
consigo a fibra e o brio apaixonado.
Sabe-se que, quando chegou o momento final,
o herói deu o seu forte brado anti-imperial
[[- "Viva l'Italia!"]]
que ecoa e traz a aurécia atemporal,
fluindo além mar de um jeito sobrenatural.
A Itália segue viva em nossas veias,
no coração e na memória ítalo-brasileira,
com o valente Giuseppe Cesare Battisti
e seu legado de mártir e herói nacional,
Em nome do nosso amor trentino ancestral
cultivamos esta história de maneira sem igual.
O florescer das Canafístulas
se aproxima para enfeitar
com cortesia e beleza o olhar,
que nós podemos cultivar;
acompanhando as estações
onde quer que cada um esteja.
Quem porta delicadeza
pode banquetear a todo
momento e em qualquer mesa.
Porque é algo que nenhum
tesouro pode comprar,
por ser um paraíso interno
que somente cada um
pode aprender a aprimorar
para o primaveral esbanjar.
É só o olhar que faz enxergar
a perspectiva que o outro
traz o essencial para alinhar.
Não importa para onde for
e quem quer que você seja,
saber o tempo de chegar,
sempre faz toda a diferença;
se ocupando da direção
com amabilidade e paciência.
Ninguém te explicou
a diferença entre
o Samba e o Pagode,
O Pagode é a festa,
o grupo ou encontro,
O Samba é para sempre
o gênero musical,
nascido raiz,
no terreiro, no meio do Jongo,
e na batucada em roda,
O Samba fez
e tem a sua escola,
Depois o Pagode
acabou virando moda,
e nasceu como um
outro gênero diferente,
Antes e depois
inventaram muitos
outros jeitos do Samba
tocar a nossa gente.
Dizem que quando uma coisa
pode dar certo feito a gente,
vai dar Samba certamente.
Porque quando se ouve um
Samba não há quem
não fique parado ou contente,
mesmo o mais resistente,
que não consegue dar o braço a torcer,
Só sei que o Samba
já passou por tudo na vida
e ninguém conseguiu até hoje o vencer.
Sempre que a Guyra Nhandú
bate as suas asas o frio
e a renovação se espalham
pela nossa América do Sul,
enquanto flores desabrocham
com discrição por todo o lugar.
É deste jeito que os corações
e a terra juntos se preparam
para a estação mais poética
mesmo que a tal cinegética
insista em vir a nos assombrar.
Assim haverá de ser sempre
em cada um a Primavera
contra tudo o quê nos austera,
até mesmo quando por aqui
não houver nenhuma atmosfera,
para nada quebre a fé no coração.
Relembro sob o Uxizeiro
que não é época de Uxi,
Embalo um doce segredo
que me apaixonei desde
o primeiro dia que te vi,
E que não há um só dia
que não pense numa
maneira chegar até a ti,
Obediente aos apelos
próprios do nosso tempo
aguardo o melhor momento.
As roupas e as ideias no varal
deixo por conta do Sol, da Lua,
das estrelas e das tempestades,
Esta alma fresca é mantida
por conta absoluta da poesia.
Tudo é cultivado no fino afã
de nada deixar dever a alegria
autêntica de dar graças a vida
até quando a danada desafia
no festival da virada dos instantes.
O pleno caminho de ida e volta
o quê prende somente tem a ver
com a liberdade sem receio,
Acostume-se com este jeito
de quem nasceu selvagem mesmo.
A Umbu-cajá bailando
nos braços tão amorosos
da envolvente ventania
até parece que convida
para com ela também dançar;
Vou buscar por frutas doces
como quem busca por beijos,
Pensando mais de mil jeitos
de cativar o seu paladar
para com sedução te alcançar.
Colho o quê tenho que
colher com o maior carinho,
deixo algumas com todo
o amor para os passarinhos,
e a fé no coração eu ponho.
Caem as gotas de chuva
e pelo mesmo caminho
volto com o anseio de ocupar
totalmente o seu fascínio
e como a Umbu-cajá vou
deixar que venha me embalar.
Carinhosamente não vou deixar
facilmente de ser o destino,
porque sei que é recíproco,
a hora certa irá acontecer
quando menos a gente esperar,
como haverá de ser e assim será.
Tirar a cada dia mais
o eu na escrita para dar
vazão a tudo quê se imagina,
Captar o quê cativa,
tornar-se de fato o quê
fascina e entreter com
o balanço dos buritizais da vida,
Dar nas tuas mãos a chave
oculta da mais profunda fantasia.
A Flor-de-Outubro
floresceu nas mãos,
Quando existe a ânsia
é o sinal de alguma
entrega mesmo que.
digam que não existe
para nós uma regra;
Retirei o eu e você
da poesia que nasceu,
para tornar em nós
em nome do que ainda
nem mesmo aconteceu:
Na minha cabeça
a gente já se envolveu.
(Permito-me assim decretar).
Não educaram o suficiente
os olhares para discernir
o quê realmente pertence
à nossa amada Pátria Natal.
A Era da Inteligência Artificial
anda sussurrando que talvez
seja ou não por premeditação,
corremos os risco iminente
de virem nos "tirar até o chão".
Sei como é uma Lanterneira
e não perdi a minha memória,
se sou de fato poeta ou não,
não deixo perder a História.
Se não reconhecermos
a imagem do que é nosso,
não julgue como coisa de loucos:
não vai demorar muito
para esquecer quem somos.
Floresce outubrina
o amável Cajá-Mirim,
Os frutos que posso
colher este mês
são os teus beijos
reservados para mim,
E tudo aquilo que não
haverá entre nós fim.
Outubro de Jarandéua
em floração,
De amor sublime
no coração,
Nada mais desvia
a atenção,
A sedução embalada
está ganhando
estrada e tornando
a cada dia mais real
a nossa aproximação.
Não importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
És tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
És tu deidade cósmica
de joelhos sou adoradora.
Não importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas é o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
És tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
Estes versos escritos
são feitos de suspiros,
Assim como as estrelas
que busco do olhar,
Doces beijos infinitos
não quero negar,
Ao belo monumento
que foi feito para uso,
fruir e não me saciar.
Tens tudo de sal,
És adorável;
Tens tudo de mar,
És admirável,
Tens tudo de amor
És agradável ao paladar.
Estes passos ousados
são feitos de desejos
Nascidos do primeiro olhar;
Estes poemas místicos
são feitos das ondas
Que irão trazer-te pelo mar.
Este poemas perfumados
são feitos de desejos
Servidos de um cobiçar:
- uma ousada escultura
Que está a me inspirar
Versos para te provocar...
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
