Poema do Jardim de William Shakespeare
SONETO DE AMOR
A prosa traz meu encanto, meu amor
Assim que ela versa o versar enamora
Sussurra, delira, e se esquece da hora
E a quem lê a sensação sente o sabor
Quando sai da imaginação, a compor
A ilusão é enlevada, poética, embora
A rima ao poeta seja caixa de pandora
Ah emoção... ajudai-me a dar-lhe flor
Ternura, uma ávida trova de um amar
Que nasce da sede e brota a embalar
Cada sentimento que o afeto conhece
O que ao arrebatado assim lhe parece
Aquece, e puxa a emoção pra poetizar
Pois, é a paixão no soneto a se revelar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2021, 18’32” – Araguari, MG
Para o poeta a pureza do lírio branco é uma poesia, a paz...
ao romântico a beleza a compor,
com leveza.... que amor traz...
Ao insensível só mais uma flor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19, outubro de 2021 – Araguari, MG
poeta errante
como ventania desajeitada
alma pela estrada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
diversa, em verso
assim vou, vibrante
[…] disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
ESTILO
Cada um tem o seu estilo
Cada um tem a sua missão
Mas o importante é ser verdadeiro
E ter amor no coração
Eu amo-te, e Tu o sabes, Jesus divino!
O Espírito de amor incendeia-me com o seu fogo.
Amando-te a Ti atraio o Pai, que o meu coração frágil conserva, sem trégua.
Ó Trindade! És prisioneira do meu amor. Viver de amor, aqui na terra, é um doar-se desmedido, sem pedir recompensa... quando se ama não se fazem cálculos.
Eu dei tudo ao Coração divino, que transborda de ternura! E corro ligeiramente.
Nada mais tenho, e a minha única riqueza é viver de amor.
Rosário
Joelhos no chão
Oração ao alto
Coração em conversão
Tenhamos prioridade
No que traz a salvação
Neste amor que nos invade
O espírito, sejamos razão
O único caminho,
a vida,
a verdade,
Rezemos com devoção.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Mãe Santíssima. Pra sempre sejam louvados.”
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/09/2025, 04’00’ – Araguari MG
Vida
Às vezes pessoas com depressão pedem a Deus para morrer, mas a verdade é que elas apenas têm medo de viver.
A vida é feita de escolhas, e as pessoas escolheram romantizar, "o amor? ", não! Romantizar o preconceito, o racismo e o machismo, como se fosse apenas um brincadeira. CRESÇA!.
O tempo não para, e ele não é ilimitado! Pra que gastá-lo se lamentando? Por que as pessoas se machucam tanto? Por que não agarrar sua vida como se fosse um bem precioso? Se ame e, se quiser mudar, mude!, mas mude pra melhor! Porque pessoas vão e vêm, mas você não pode fugir dos seus próprios reflexos.
Homens de Deus!!!
Varões de guerra, escolhidos desde o ventre.
Deus nos chama para nos posicionar, é tempo de Avivamento 🔥 🔥.
Ou você fica em oração 🛐 e interceda por aqueles que tomam frente na batalha ou você se prepare para ficar na primeira fileira da guerra.
Não há lugar para indecisão.
Como uma folha em branco
O ser humano é como uma folha em branco.
Nasce limpo, Destituido de qualquer complemento.
Com a oportunidade de uma vida plena, isto é, se tiver alguem em sua vida que saiba escrever uma boa historia, é claro.
Quando chega na adolescencia, as paginas de sua vida vão se preenchendo mais rapidamente.
Isso porque nessa faze, meu amigo... a vida corre intençamente. Vive-se muitas emoções de uma só vez, e se preenche o dobro da quantidade paginas em branco que escreveu na infancia.
Existem capitulos que se tem vontade de arrancar, mais este possui muitos anexos bons, então o que podemos fazer é passar um corretivo, ele apaga o que se escreveu, porêm deixa a sua marca para sempre.
Quando crescemos decidimos juntar dois livros diferentes,duas historias que tiveram dois rumos diferentes e passamos a escrever uma unica historia só que juntos.
E assim se prossegue ate a velhice quando uma das duas historias chega ao fim, seu papel acaba, mais deixa seu livro para a pessoa que o escreveu junto com você sempre leia e se lembre como foi bom a historia que escreveram juntos naquelas folhas em branco...
❝ Assim você me perde e eu perco você…
Como um barco perde o rumo,
Como uma arvore no outono, perde a cor.
Eu a vejo em todo lugar, e ao mesmo tempo, em lugar nenhum.
Eu sinto dor, eu sinto raiva. Eu ouço ela me aconselhando, em certos momentos.
Mas quando me deparo com a realidade, sei que é o meu subconsciente me pregando peças novamente.
Eu leio cartas, eu vejo fotos. Mas também sinto um grande vazio.
E não entendo a dor. Porque dói tanto não tê-la aqui.
Não é preciso muito para que tudo esteja bem em nossas vidas.
Uma boa refeição, uma palavra de conforto basta.
Estamos tão acostumados, que mal percebemos que é apenas uma ilusão.
Na verdade, nada está bem, nem vai ficar.
Nos apaixonamos por tantas coisas pequenas. Tantas coisas banais.
Mas o principal aqui é descobrir o sentido da vida.
Por ser algo tão dificil de se descrever, nos sentimos incomodados.
Mas somos amorfos, por isso ficamos maravilhados com tudo.
Eu nunca entendi porque somos tão loucos por um objetivo, uma função.
Somos movidos à isso. Queremos, constantemente, fazer a diferença na vida de alguém.
E quando conseguimos, isso nos deixa com a sensação de que estamos realmente vivendo.
Isso é um sistema incorruptível, e puro. Não podemos evitar, de maneira alguma.
Mas é tão ilusório, que mesmo não saindo do lugar, parece que estamos nos mexendo.
Um atrativo para cada momento se faz necessário. Assim como o sal se faz necessário para que haja sabor. Se não fosse assim, o próprio Jesus Cristo não teria dado tanta ênfase, quando alertou aos seu discípulos:
“Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.” Mateus 5:13
Portanto, demo-nos a nós mesmos um sabor...uma atrativo...um motivo para cada dia, hora, minuto e segundo.
Aos mestres com carinho...
Aquele que transmite o que aprendeu
Aprende ensinando, ensina o caminho
Nossa reverência ao sábio no apogeu
Da dedicação, os que redigem a educação
Sacerdote da instrução, das letras, do liceu
Gratidão eterna aos formadores de cidadãos.
Sei que sou um animal, mas me considero diferente dos demais; me acho especial.
Me acho tão especial que insisto em dizer que sou um animal racional, apesar de quase nunca racionalizar.
Sou impulsionado por meus instintos.
Quando faminto, como;
Quando excitado, copulo;
Quando ameaçado, fujo;
Quando provocado, ataco;
Faço simplesmente porque minha vontade manda que eu faça.
Não racionalizo.
Não meço as consequências das minhas decisões votivas.
Por mais que eu evite admitir essa natureza, não me envergonho em usá-la como justificativa de meus atos.
Fiz porque deu vontade.
Sou um homem. O animal mais irracional que há.
Sou um animal.
A NOITE
Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado
No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia
Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura
Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Rir é chora depois chora de novo.
Debocha e desabrocha e debocha com jeito de menina.
Abraça e no abraço aperta, o mundo para e depois para de novo.
Eu sinto cheiro do seu cheiro.
Menina briguenta e Marrenta que ninguém aguenta.
Morde depois beija e depois me beija.
A saudade é inimiga e a distância megera.
No vai e vem da vida, a dispendida nunca acaba. Um dia passa, e sem você não passa.
Só passa se você passa comigo, porque ser só seu amigo não dá!
Eu penso e o tempo passa, mais só com você e que o pensamento tem fundamento.
conta-gotas
sem chuva nada cresce,
aprendendo, que com
as tempestades da vida,
também, se floresce...
chuva no cerrado, marotas
em conta-gotas
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
