Poema do Bebado
Ela vem
Quieta, discreta
Surge, logo inquieta
Sobe, enfurece
Irrita, obscurece
A verdade, a clareza
De pressa, viro preza
Cega a visão
Responde o coração
Ela é incontrolável
Um animal indomável
Segura, aperta
Prende ou liberta?
Escapa, um furacão
Onde olho, destruição
A calmaria que vem
Não cura o desdém
Se sente melhor?
Ela escapou, fez o pior
Salvar o que foi quebrado
Não muda oq já foi marcado
Quando a noite é somente minha, eu canto.
Durante o dia estando sozinha, eu canto.
Aprendi que na vida, todo mundo já teve ou tem a felicidade e todo mundo sofre.
Sou uma refugiada, para o mundo da música, foi lá que encontrei o tesouro da esperança, o caminho da felicidade, a suavidade dos fardos, as respostas no silêncio.
A regar com gotas de Amor a Vida e transformar em mar de água doce.
Dinheiro a nossa tropa tem
Humildade é lixo, mas sem render pra ninguém
Eu vou guardar meus cash pra multiplicar meus bens
Porque minha maior meta é deixar a minha família bem, pode crer
Flamengo não tava bem, nóis tava numa fase ruim
Contratamo treinador com o nome de Jesus
Organizou o nosso time, a meta é ser campeão
E trazer muita alegria pra nossa grande nação
Tá difícil de parar os coringa do Flamengo
Bruno Henrique, Arrascaeta e nosso menino Gerson
Se tem jogo do Mengão, a torcida dá um show
Pode levantar a plaquinha: Hoje tem gol do Gabigol!
Tá fluindo, Gabigol é artilheiro
Tá tranquilo, segue o líder no Brasileiro
Time tá de parabéns, todo jogo nosso é guerra
O Maraca grita alto: Hoje é festa na favela
Quando nóis passa de trem, invejoso olha e baba
Vocês que falam de mim, grava bem e me escuta
Pode falar o que for que eu ligo pra porra nenhuma
Tá fluindo, então deixa chover dinheiro
Tá tranquilo, tudo na vida é passageiro
Não se desespere se eu desaparecer
A gente tem que dar um tempo
Deixar tudo em seu tempo
Não existe certo ou errado
Existe o bom a se fazer e é o que você quiser
Quando não me achar eu devo estar em casa
Realizando nostalgias
Vou deixar uma pista pra você
Tenho que dar um tempo
Tudo tem seu tempo
Não existe argumento
Descubra o que você ama e deixe que isso te mate
Tudo vai te matar, essa que é a verdade
Descubra o que você ama e se entregue sem temor
Tudo vai te matar, melhor morrer de amor
A gente tem que viver
Sorrindo quando é pra chorar
Pra fazer a morte tremer
De medo de vir nos buscar
Na dança em câmera lenta das flores
A seiva embriagante, o cheiro das cores
Raio de Sol entre as folhas, vértice de luz cintilante
Um amor em construção
Demorei pra ver no que errei
Andando em círculos
Era pra ser menos difícil
Existem coisas a considerar
Mesmo assim não vou negar o fim
Cê fique aí achando que eu pirei
Já fiz minha escolha
Não vou repetir outra vez
Se você tema à vida,
o tempo se apresentará como ladrão fugitivo
ora te rouba ora te foge
Mas se você dizer sim à vida
o tempo será seu fiel depositário.
Agora o cantar daquele olhar
que passa pela fresta da janela
Sacode paredes e derruba ventos
que Batem
Batem
E outra vez
batem
Os olhos se fecham
Para a tempestade que lá fora
Sonha em ver o interior
D’Alma que foi levada e espalhada
Pelo ar da última respiração Noturna
BARREIRA VIVA
Há algo estranho
quê
Toda aquela água
Onde
Logo ali
Não vejo
Como não
não há água
Como
Simples isso é sertão
Então d’onde vem aquilo
Disseram-me estar na loucura
Pobres coitados infelizes mortais
Serei mais um na sua conta
E do que adianta
Ser igual a todos aqueles que
Acho ter insana profissão
Corri numa rua sem fim
Cresci numa casa sem paredes
Voei além dos limites triviais
Experimentei o que não tem gosto
Senti o que não tem cheiro
Vivi o intocável
Procurei noites ditosas
Acordei dias abrumados
Edifiquei-me além da negra aflição
Fraquejei-me sob o enorme peso do amor
As folhas das árvores balançaram
Com o desespero das flores murchas
Caídas abaladas solitárias
As folhas choraram a tristeza de um dia frio
Pela ausência do calor difundido
Com bela aquarela do campo
caindo e se enterrando
No solo coberto pelo aveludado
Amor que as flores deixaram
Antes de dizer adeus
De olhos abertos, fechados!
Abri os meus olhos
Tentei ver o invisível
Imaginar o abstrato
Tocar os sentimentos
Gritar no vácuo
Ouvir o calado momento
Dormi dias e noites
Tentei encontrar a esperança
Cometi os meus erros
As noites se acabaram
Os meus olhos se fecharam
Perdi na memória
Aquele único momento acordado
Um isolado anseio
Na travessia de uma rua inerte
Num espaço cavo
Numa hesitação do momento
Ao seguinte passo
Um turbulento instante
Que faz o tempo parar
No movimento ilusório da luz
Ao redor muitos passos
Nenhum sorriso
Tudo parado
E mais uma escolha foi feita
Diante da cegueira
Das suas próprias ambições
