Poema Desejos de Elias Jose
Não sou contra a pessoa dançar e desfilar no carnaval. Eu não aprovo é pular alguns dias e depois no resto do ano ficar com a boca calada e viver encurvado aceitando as injustiças praticadas por nossos políticos vigaristas.
Ansiedade é como se você estivesse com fome e fosse a um restaurante chegando no estabelecimento não tinha ninguém para servi-lo e nem comida para comer.
Solidão é estar numa festa e não tê-la ao meu lado dançando de rosto colado, dizendo asneiras gostosas e apimentadas que sempre gostou de ouvir de mim.
Pessoas que não tem limites e nem regras não merecem confiança e não servem para ter a nossa amizade.
Ética é também não dar valor a uma mentira propagando-a sabendo que é falsa com as intenções de prejudicar alguém para querer levar algum tipo de vantagem.
Não adianta procurarmos pela "pessoa certa" para nos relacionarmos, e sim aquela que quer fazer a diferença e deseja uma mudança de vida para melhor ao nosso lado. Paremos de brigar por besteiras sem fundamentos que tira o brilho da nossa afinidade.
Não podemos nos desesperar com os conflitos que batem a nossa porta, porque o desespero tornou-se um grande inimigo para aniquilar nossos sonhos e objetivos.
Meus inimigos podem até me conhecer, distinguir algumas de minhas deficiências, mas o importante eles não sabem, é o tamanho da minha fé em Deus.
Na vida quase sempre estamos diante de duas escolhas. Quanto as oportunidades prefira sepultar o medo e agarrá-las para si.
O teu amor é um vento gostoso que refresca o calor da minha excitação. Quero tua ventania por todo meu corpo devastando todos os meus anseios. Arranque com teu sopro o azeite do meu pé de coqueiro. Alivia-me com tua frescura tudo o que me queima e me deixes livre dessa queimação.
Quero me aproveitar da tua beleza. Fazer-te versos esquecendo nossos reversos. Bagunçar-te com meus carinhos, despentear-te e guiar-te percorrendo nossos caminhos.
De todos os nossos órgãos vitais o mais enganoso é o nosso coração. Vigiemos nossas emoções, porque podemos ser enganados e nossas lágrimas não sentirão compaixão de nós, todas elas escorrerão pelo nosso rosto e muitos notarão o nosso sofrimento.
De onde eu tiro meus textos e pensamentos?
Lembro-me da minha infância quando passava fome, eu e meu pai tirando areia de um rio para poder ajudar no orçamento. Recordo-me da vida dura para trabalhar e estudar. Fico pensando em meus amores não resolvidos e nas rejeições que tive que suportar; na falsidade de alguns que diziam ser meus amigos, nas perdas de meus entes queridos e o da minha filha que doeu e muito. Diante dessas coisas nascem muitas inspirações para serem colocadas no papel. Falo também das coisas que presencio e que muitos têm medo ou vergonha de dizer.
