Poema Desejos de Elias Jose
Ando tão receoso da realidade. Abro os olhos e fico morrendo de vontade de voltar para os meus sonhos.
Você nunca esteve presente em minha vida, tenho plena consciência disso. O problema é o seu perfume que persiste em ficar
Brilho surpreendente vem das estrelas ao meu encontro, cintilantes, imagino serem anjos descendo à Terra. Os vaga-lumes são emissários de Deus?
A bordoada que a vida nos impõe, nada mais é do que o troco dos nossos descasos em algum momento da nossa vida.
Aquele barquinho que passou voando poderia ser o seu. Eu disse barquinho voando? Essa minha mania de você, ainda há de me enlouquecer!
Vou devagar, para ir sempre. A pressa me demonstrou que, com você, tem que ser quase parando, de leve, senão você se assusta com tanto amor.
Os rascunhos da minha vida são difíceis de serem passados a limpos, são tão inesquecíveis, que não me agrada a ideia de esquecê-los.
Quando o amor não é para o seu bem, afasta-se, pouco a pouco, em direção à estrada sinuosa das ilusões.
Caminho sobre pedras, assim evito ser surpreendido por areias movediças, propositalmente colocadas por aqueles que não me têm no coração.
Demore , demore muito, o tempo que necessitar. Quando regressar, volte com a certeza de querer ficar.
Não tenho muito... A minha bagagem é diminuta, transporto peso de solidões, de saudades e de amores que não aconteceram...
Pouco a pouco, vou me encontrando com a velhice. Cheguei à conclusão de que é por meio dela, que irei abrir mão dos meus egos, das minhas vaidades, do meu orgulho e rancores. Quero envelhecer sem pressa, para que todos os males se desprendam do meu ser, sem deixar resquícios.
