Poema de um Homem Apaixonado
A Palavra nos lembra que “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Não existe atalho que engane a justiça de Deus. O aplauso de hoje pode virar silêncio amanhã, e a força que humilha pode se tornar fraqueza quando a colheita chega. miriamleal
O dia em que o homem pensa que já não precisa ser transformado é o dia em que deixa de olhar para si e passa a confiar demais em si mesmo. Quem conhece a Deus sabe que a obra da graça continua até o último suspiro. miriamleal
A verdadeira sabedoria não faz o homem dizer eu sei tudo ; faz a alma reconhecer: Senhor, quão insondáveis são os Teus caminhos!
Não coloque nas pessoas a confiança que pertence somente a Deus.
Quem confia no homem prepara o coração para a decepção; quem confia no Senhor encontra uma Rocha que não se move.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo. 1 Coríntios 11:28. O texto manda examinar o coração, não transformar homens em juízes da dignidade alheia.
A cruz é a ponte entre o homem perdido e o Deus que reconcilia.
E quando a cruz chega, os confins deixam de ser o lugar onde a esperança termina e tornam-se o lugar onde a graça começa a agir.
Um homem sem dinheiro ainda é um homem. Um homem sem amigos ainda é um homem. Porém, um homem sem caráter, responsabilidade e uma missão de vida ainda é um menino.
Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.
O homem se molda à sua realidade. Reclama de uma refeição repetida quem nunca sentiu o estômago vazio por dias. Reclama de seu amor quem nunca dormiu sozinho em um colchão duro, sem abrigo nem abraço. Reclama de acordar para o trabalho quem nunca sentiu o peso da porta fechada do desemprego e o olhar de desprezo da sociedade. Reclama da vida quem nunca enfrentou a violência, a injustiça, a miséria, a fome que corrói ossos e esperança. Reclama de existir quem nunca precisou lutar para sobreviver, quem nunca foi invisível aos olhos de um mundo cruel.
O homem que se isola por medo do erro renuncia à sua natureza e torna-se um eco em seu próprio deserto.
A criança que fui e o homem que sou trocam bilhetes na madrugada. Um pede coragem, como quem pede socorro. O outro devolve silêncio, rabiscos, mapas inúteis de resignação. Às vezes, contra a própria vontade, sobem no mesmo trem. Não sabem por quê. Descendem em estações sem nome, onde a surpresa não consola, apenas prova, cruelmente, que ainda se está vivo.
O homem se perde com mais facilidade quando tenta ser espelho para os outros e se esquece de ser casa para si.
Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.
O homem passa metade da vida construindo máscaras e a outra metade tentando descobrir quem ficou escondido atrás delas.
O homem acredita que escolhe seus caminhos, até descobrir que passou a vida inteira obedecendo aos medos que jurava combater.
A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.
O homem não teme verdadeiramente o fim, teme descobrir, nos últimos instantes, que viveu sustentando certezas emprestadas.
Quanto mais profundamente um homem contempla a realidade, menor se torna sua necessidade de convencer os outros sobre aquilo que viu.
