Poema de um Homem Apaixonado
A vergonha é a preciosíssima capacidade do homem de relacionar os seus comportamentos com as exigências daquela suprema consciência, que nos foi deixada de herança pela história da humanidade.
Aprender a ser moderado é a essência do bom senso e da verdadeira sabedoria. No entanto o homem consegue descobrir processos e desenvolver métodos de fuga à moderação.
O homem só se apercebe, no mundo, daquilo que em si já se encontra; mas precisa do mundo para se aperceber do que se encontra em si; para isso são, porém, necessários atividade e sofrimento.
O homem médio está mais interessado numa mulher que esteja interessada nele do que numa mulher com belas pernas.
Um homem pode casar-se com uma mulher que lhe seja inferior e ela se elevará; mas um homem que se casa com uma mulher superior a ele, rebaixa-se.
E se temos de falar de coisas sagradas, só o descontentamento que o homem experimenta de si próprio e a sua vontade de melhorar me são sagradas.
O homem está pronto para tudo desde que lhe seja dito com mistério; quem quer ser acreditado deve falar baixo.
O homem está cheio de intenções; não as conhece, mas elas constituem os impulsos secretos da sua ação.
Não se enforca um homem por ele ter roubado cavalos, mas para que os cavalos não sejam mais roubados.
Entre a avareza e a prodigalidade encontra-se a economia, e esta é a virtude que o homem honesto deve praticar.
A razão foi dada ao homem para que ele pudesse viver com juízo, e não tanto para que ele pudesse dar-se conta de viver irracionalmente.
O álcool cria no homem um heroísmo muito superior a ideologia e a paixão; não sem razão é chamado de espírito.
