Poema de Tristeza
“Sonhei com um lugar, onde a liberdade me chamava e que a morte não existia e vida não se faltava”.
A vida perdeu a cor e o sabor quando você me deixou. O morango que eu tanto amava agora parece amargo e sem graça. Eu que era tão feliz e radiante agora me sinto no escuro e na solidão. Você levou tudo de bom que eu tinha e me deixou nesse vazio. Mas eu não vou desistir de mim. Eu vou me reerguer das cinzas como uma fênix e vou me tornar mais forte. Eu vou superar essa dor e seguir em frente. Eu vou viver sem você.
~Safira souza
A felicidade desse mundo é apenas um pequeno fragmento, só dura pequenos momentos.
Sinto um frio chegando, me sinto tão triste e sozinha.
“Há dias em que as palavras ficam na minha garganta como se eu tivesse lágrimas engasgadas de que eu não conseguia sair e eu? Bem, pereço pouco a pouco, como se fosse insignificante aos olhos. Às vezes, 8 minutos seriam suficientes, mas ninguém tem esses minutos para me ouvir, por isso escrevo como forma de desabafo.”
As vezes, o peso do mundo parece pesado nos meus ombros e me encontro navegando pela escuridão da minha própria mente.
Gostaria de ser silenciosa, de não dar a mínima pra nada, ser fria... mas creio que isso será possível depois de minha morte. Onde meu coração não baterá mais, onde o sangue não irá correr na veia e o músculo da língua não terá mais força. Que Deus me dê forças, de suportar minha jornada, e viver no meu mundinho sozinha comigo mesmo, talvez seja a companhia que realmente terei retorno e conforto...
Ando engolindo brasas ardentes que descem queimando, causando agonia. Queimaduras de 3° grau pelo meu ser corpo e alma. E cada vez que queima me faz lembrar o quanto sou quebrável, vulnerável e pequeno.
Mas tenho sido firme e me mantido de pé, quem sabe se mato ou morro.
Muitas vezes me encontro atormentado pelos medos e traumas do passado. Sentimentos que marcaram, que feriram... Vem trazendo desesperança, desconfiança, tristeza, ansiedade... Fico prostrado, imóvel, como uma força que não me deixa levantar... Mas sempre vejo que sobrevivi a mais um fim do mundo.
Tenho me cansado com facilidade. As coisas tornam-se um grande fardo pesado que carrego em silêncio.
Mas tenho sido paciente com a vida, talvez ela seja paciente comigo também.
Penso naquilo que te comprei, no canto do quarto esperando o momento de um dia servir para algo... Aquilo que simbolizou uma promessa tão bonita e agora não passa de apenas mais um objeto esquecido pelo tempo, todo empoeirado, moradia de aranhas.
Penso no caminho que escolheu, tão confuso e incerto, enquanto minha rua havia sido asfaltada para que pudesse caminhar livremente. Ainda te vejo com pés descalços nessa estrada de pó e pedras, e em ti penso calçando as sandálias que eu quis pôr em seus pés...
Chorar pela perda de alguém é desabafar e seguir com a alma mais leve, embora carregada de saudade, mas esta não pesa, mesmo em tristeza a conseguimos levar...
Aprendemos a falar ao nosso próprio coração quando ficamos em silêncio. É bem verdade que, nem sempre são palavras agradáveis, mas quando chegam ao nosso interior em forma de reflexão, seja em meio a alegria ou a tristeza... Sempre aprenderemos uma grande lição!
Vivemos em uma sociedade que nos pressiona para sermos o que não somos. Mas, com o passar do tempo nos acostumamos a agir para buscar afirmação, independente daquilo que o nosso coração acusa constantemente: dor, angústia, tristeza...
Muitas vezes, temos muitas pessoas sorrindo conosco e esquecemos que isso não é o mais importante. A questão é que, quando não pudermos mais sorrir, perceberemos a triste realidade: poucas estarão do nosso lado.
Não queremos abrir o nosso coração, pois há coisas dentro dele que nem mesmo nós gostamos... e que, nos envergonham e nos entristecem.
Coisas ruins a gente não esquece para sempre mas esquece o suficiente para seguir em frente. "Sobre você, já foi o suficiente."
E me envolvendo com outras pessoas, eu aumentava todas as noites a vastidão do meu sentimento de vazio completo, e cabendo completamente dentro dele, passava a ser um sentimento completo. Naturalmente, pude salientar meu dissabor, por abandonar minha condição de incompleta tristeza, pra uma tristeza que era absoluta.
