Poema de Sabio
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.
Prece do Espírito João de Deus
(psicografado por Chico Xavier)
Meu senhor, sábio dos sábios,
Pai de toda criação,
Põe a doçura em meus lábios
E a fé no meu coração.
Sol de amor que me conduz,
Na vida em que me agasalho.
Enche os meus olhos de luz,
E as minhas mãos de trabalho.
Dá-me forças no caminho,
Para lutar e vencer,
Transformando todo espinho,
Em flores do meu dever.
Pai, não te esqueças de mim,
Nas bênçãos da compaixão.
Guarda-me em teu coração,
De paz e de amor sem fim.
Eu posso ser mais um
Mais um vencedor
Ou mais um perdedor
Mais um sábio
Ou mais um ignorante
Mais um bonito
Ou mais um feio
Pouco importa...
Eu não quero ser mais um
Para mim basta ser uma metade
Formando junto a ti, meu amor
Uma única identidade.
- Uma vez um homem sábio disse que a história é definida por conversas em mesas elegantes.
- E quem disse isso?
- Eu, agora.
WILLIAM SHAKESPEARE - III
“A alegria evita mil males e prolonga a vida”.
“Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho”.
“Ser grande, é abraçar uma grande causa”.
“A beleza provoca o ladrão mais do que o ouro”.
“Guarda teu amigo sob a chave de tua própria vida”.
“O passado é um prólogo”.
“Algumas dores são passíveis de cura”.
“O orgulho devora a si mesmo”.
“Dê a todas pessoas seus ouvidos, mas a poucas a sua voz”.
“A política está acima da consciência”.
“Não julgueis; somos todos pecadores”.
“O amor não se vê com os olhos, mas com o coração”.
“Só há uma treva: a ignorância”.
“As feridas causadas pela amizade são as mais profundas e dolorosas."
“De todas as paixões baixas, o medo é a mais amaldiçoada.”
“O gelo da timidez desfaz-se ao fogo do amor.”
“O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado.”
“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada."
“A cólera é um cavalo fogoso; se lhe largamos o freio, o seu ardor exagerado em breve a deixa esgotada.”
“A vida é uma simples sombra que passa.”
“Aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...”
“As paixões ensinaram a razão aos homens.”
“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que o inimigo morra.”
“O destino embaralha as cartas, mas somos nós quem as jogamos.”
Dicionário particular:
Um dia me disseram que para eu ser sábio, deveria decorar todo o dicionário.
Ao invés de decorar, criei o meu dicionário, com poucas palavras...
Fiz um resumo das palavras que poderiam me ajudar,
tais como: "força, fé e determinação".
Deixei de fora uma que não consegui aprender, não entendia como ela poderia fazer parte do MEU dicionário...
A tal palavra era "desistir".
Não aprendi a usar essa palavra, ela não combina com o meu dicionário.
E por mais que tentem me fazer acreditar nessa palavra, eu contrario a todos e digo que não, EU NÃO VOU desistir!
Zixia perguntou a Confúcio: “podemos perder nosso rumo?”
O sábio respondeu: “podemos cometer alguns excessos de vez em quando. Mas é sempre bom parar, e refletir sobre o que fazemos na vida”.
Este momento de reflexão nunca deve ser adiado. Por isso, como faço todos os anos nesta época, estou entrando de férias hoje.
Durante este período, procurarei lembrar-me de outra frase do filósofo chinês: “é bom habitar entre os homens, e desfrutar de companhia. Quem escolhe o deserto ou é descendente de anjos ou ainda não descobriu a sabedoria”.
Duas estradas se bifurcaram no meio da minha vida,
Ouvi um sábio dizer.
Peguei a estrada menos usada.
E isso fez toda a diferença cada noite e cada dia.
As amoras
O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Telha de vidro
Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...
A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...
Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.
Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Mors Amor
Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"
Contemplação
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...
Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...
E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido
Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...
Sonho Oriental
Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsamica e fulgente
E a lua cheia sobre as aguas brilha...
O aroma da magnolia e da baunilha
Paira no ar diaphano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...
E emquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um scismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,
Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.
A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.
(Trecho de A Máquina do Mundo).
Choro!
Sem ninguém perceber
Pois é choro da alma
Que ninguém pode ver
Choro!
Por não estar com você
Por sofro por ti
Sem ninguém perceber
Choro!
Não por você
Mas por aquilo que sinto
Sem você perceber
Choro!
Não por causa de dor
Mas choro por algo
Que alguns chamam de amor...
Para mim, o importante em poesia é a qualidade da eternidade que um poema poderá deixar em quem o lê sem a ideia de tempo.
ESTRELA DA PROMESSA- Poema Sufi
Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.
Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
E reflete, como a mina de rubis,
Os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
