Poema de pensamento
O tempo ancestral
de Arabu na mesa
não volta mais,
O tempo de hoje
pede preservação
para não ficar para trás,
As novas gerações
precisam crescer em paz.
Pode botar fé
que hoje sai
um bom Arubé,
De amor por
eu sei que você cai,
E não há nada
que te distrai.
A minha poesia
não está a venda,
É Atapu na mão
de Jangadeiro
para chamar só
quem leia e entenda,
Para quem sabe
virar poeta ou poema.
Feita toda de Ataré,
de Pimenta Malagueta,
É o quê serei quando
colar em você,
Não é papo ou promessa,
será bem do meu jeito,
não se esqueça
porque está escrito
em cada estrela.
Na Atô do destino
sou a oração
do Malê encarnada
para que nada
desapareça com a memória
ancestral que por
alguns continua injustiçada.
Arubé preparado
na sua companhia
para temperar
um peixe com alegria,
Não quero outra
coisa na vida,
E você também não,
viver a cumplicidade um
ajudando o outro de coração.
O desejo entre nós
só tende aumentar,
A atração entre duas
pessoas inteligentes
nunca irá acabar,
Um tem a chave
do interior segundo
a sabedoria do amor.
Mamoeiro com mamões
verdes na beira da rua,
Faz lembrar do Boi de Mamão
dançando em noite de Lua,
Tempos de Santa Catarina
que o Boi saia e depois
voltava e dele ser fazia
doce que era quase poesia.
A minha roupa de caipira
foi lavada e perfumada
pelo Sol, pela Lua e estrelas.
Porque sob as bandeirinhas
coloridas de São João
alegrias irão se encontrar.
Eu e você iremos dançar,
e adivinhando no que vai dar
o meu coração está a cantar.
Roda de Ratoeira
Sei que será preciso
dançar mais de uma
Roda de Ratoeira
para te conquistar,
Não importa quanto
tempo vou levar,
Só por mim tu há
de se apaixonar,
de um jeito que
nem o vento irá levar.
Ratoeira de Ferro
Quando tu fores para lá
e eu para cá dançando
a Ratoeira de Ferro,
O teu olhar encantador
há de encontrar com
o meu e serei o seu amor.
Roda das Rendeiras
Na roda das rendeiras
as canções da Ratoeira,
Rendem inspirações
para os meus poemas
e os nossos corações,
De canções em canções
vamos revivendo emoções.
Dança Ratoeira
Dança da Ratoeira
que o mar acompanha,
Viva está a lembrança
que o peito alcança
da herança açoriana
da época que a gente
era feliz e criança.
Eu não desisto de conversar com educação com ninguém. Só paro de conversar quando realmente não tem mais jeito.
Se for para ter balão,
que seja só para enfeitar
no meio do salão.
Se for para ter fogueira
já tenho o seu olhar
para acender o coração.
Se não for para ser assim,
que não falte Pinhão
saboroso na nossa mesa.
E nem água quente
para o nosso Chimarrão.
De tudo existe
um pouco por
todo o lugar,
Gente que semeia
tempestade,
E depois finge recolher,
Por achar que ninguém
é capaz de perceber
que se esconder
atrás de uma nuvem
para tentar convencer.
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