Poema de Pablo Neruda Crepusculario
Nada é mais nobre nesse mundo do que praticar a bondade. Há algo nessa ação que nos aproxima poderosamente das divindades que moram no céu, é como um elo que nos une ao absoluto e ao infinito que não podemos ver, mas apenas sentir e imaginar.
A dor é a melhor amiga do homem. Só ela é capaz de transformar um plebeu sem perspectivas futuras em um príncipe verdadeiramente sábio.
Família não é aquela que possui os nossos genuínos traços sanguíneos, mas sim aquela que detém os mesmos princípios e convicções enraizados em nossos estimados corações.
Homens comuns competem com os outros, homens inteligentes competem consigo mesmos e homens sábios não competem com ninguém.
Minha inteligência é grande demais para aceitar a ignorância humana e suas abjetas ramificações. Que eu jamais faça parte dessa alienação de seres egoístas, soberbos e desafeiçoados que existem apenas para si mesmos, não se preocupando jamais com a essência da vida, que é a prática ininterrupta e perpétua da caridade.
Todos aqueles que frequentam as imundas calçadas da minha cidade, têm em seus lindos e meigos olhos, a ternurosa face de Jesus Cristo.
O melhor administrador não é o que mais experiências vivenciou, nem o que mais títulos acumulou e tampouco o que mais riquezas abundou, mas sim o que melhor se adaptou as volatilidades e turbulências do cenário.
Impossível é apenas uma palavra, atitude é uma ação. A primeira espera por um milagre, já a segunda, busca cria-lo.
Deixo as elfas partirem, sem nunca as tirar do meu coração. No entardecer do crepúsculo, elas se tornam meu tesouro moral: minha sereníssima senda de imaculadas e incontroláveis recordações.
O amor perfeito é inexpugnável. Ainda que surja um eminente sucessor, a sombra original sempre prevalecerá.
A estrada correta é a que materializa caminhos tipicamente incongruentes seguidos de trajetos perigosamente obscuros.
Por um olhar, eu seria capaz de atravessar o flúmen mais acentuado do tártaro e nadar perigosamente na torre mais elevada da escuridão.
Melancólico é o coração do poeta que, conhecendo a doçura e a surrealidade dos pássaros, resolve reverenciar propositalmente a brutalidade lídima dos elefantes.
Uma mulher ignorante existe para expor seus desejos frívolos e suas vulgaridades corporais, como um fétido animal imundo que vive tão somente para entreter e manipular incautos. Diferente da sábia, que seduz com pureza, inocência, verdade, naturalidade e ternura, como um raríssimo rubi a reluzir-se singelamente no seio da imaculada e transcendental correnteza do amor.
Quando pequenino, eu desconhecia as ações do homem dissimulado, cínico e articulador. Hoje, vejo claramente que tal entidade não passa de um embasbacado ator que vive para maquiar involuntariamente a própria existência.
Destronar as teatralidades, alavancar a erudição, impulsionar a paz e extirpar a escuridão são alguns dos objetivos áureos daqueles que não perderam a esperança.
