Poema de Pablo Neruda Crepusculario
O maior presente que o tempo me deu, foi aprender que ele vai passar e deixar
Saudades
Vontades
Amores
Dores
Ele continuará sendo tão novo quando eu for velho e continuará passando, deixando
Vontades
Saudades
Dores
Amores
Até quando eu for
E vai acabar...
"" Ouvir o som do piano
notas dedicadas ao amor
ouvir o vento em seus cabelos
lhe dar uma flor
os cachorros na sala
olhando-nos desconfiados
parecem saber, podem prever
o amor está no ar
no perfume
no lume dos nossos olhos
outra vez...
" Talvez eu seja um tolo
de acreditar no amor,
mas enquanto houver flores
amantes de mãos dadas
namorados se beijando
Pássaros fazendo ninho
de tolo serei todo
pois acreditarei no amor
de novo
E de novo
E de novo...""
Ideal
Aquela que eu adoro não é feita
de lírios nem de rosas purpurinas,
não tem as formas lânguidas, divinas,
da antiga Vênus de cintura estreita.
Não é a Circe, cuja mão suspeita
compõe filtros mortais entre ruínas,
nem a Amazona, que se agarra às crinas
dum corcel e combate satisfeita.
A mim mesmo pergunto, e não atino
com o nome que dê a essa visão
que ora amostra ora esconde o meu destino.
É como uma miragem que entrevejo
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
O Palácio da Ventura
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
Não há só nós dois
há o mundo apressado
batendo na porta do que sentimos
há silêncios que pesam
há dias que afastam
mas quando teu olhar encontra o meu
o resto perde força
e mesmo que existam caminhos diferentes
por um instante
o universo aprende
a caber em nós
Se a graça de Deus não tivesse se derramado em nossos corações, sem dúvidas já teríamos sido consumidos pela maldade, engano e andaríamos como escravos em busca de uma liberdade dando lugar à carne e servindo ao senhor do pecado.
Graças ao Cristo na Cruz, somos livres da escravidão e não precisamos mais dar lugar à carne.
Ele foi gerado, se fez carne, habitou entre nós, se esvaziou da sua glória, morreu, ressuscitou e intercede por nós a direita de Deus! Ele é Jesus Cristo.
Feliz Natal!!!
"Reflexões". Resende, 24 de Dezembro de 2015.
Tudo isso é em vão, é perder tempo com coisas inúteis e abandonar a pregação do evangelho. Voltemos para a pregação pura e simples das escrituras, desse modo todos seremos curados.
"Reflexões" Resende, 20 de Dezembro de 2016.
Todas as noites tenho lutado contra os meus próprios medos e ao dobrar os meus joelhos em adoração a Deus. Lembro-me que acima dos céus existe um Deus soberano que está cuidando de mim.
"Reflexões". Resende, 07 de Fevereiro de 2016.
"Educar um filho não é prendê-lo dentro de casa como se ele vivesse dentro de um convento. Aprenda a deixar a criança ser criança, o adolescente ser adolescente e deixe o adulto tomar decisões e ter atitudes de adulto."
"Reflexões". Resende, 07 de Janeiro de 2016.
Ser diferente em um mundo que copia tem um custo que não aparece na etiqueta, mas pesa na rotina. A sociedade opera em modo reprodução automática: tendências são replicadas, opiniões são recicladas, personalidades viram moldes prontos para consumo rápido. Quem rompe esse script deixa de ser confortável. E tudo que desafia o padrão primeiro é questionado, depois criticado, às vezes isolado. A diferença incomoda porque expõe a fragilidade da cópia; ela revela que é possível pensar sem manual e agir sem plateia.
O preço começa na solidão estratégica. Nem todo mundo acompanha quem decide sair do piloto automático. Há olhares atravessados, comentários disfarçados de conselho e tentativas sutis de enquadramento. Ser original exige sustentar a própria identidade quando o algoritmo social empurra para a homogeneidade. É mais fácil repetir do que criar; repetir gera aprovação instantânea, criar gera resistência inicial. E é justamente nesse intervalo entre a estranheza e o reconhecimento que muitos desistem.
Mas há um outro lado desse custo: autonomia. Quem aceita pagar o preço da diferença conquista algo que a cópia nunca entrega; Autenticidade. Não é sobre rebeldia vazia, é sobre coerência interna. É alinhar discurso e prática, mesmo que isso reduza aplausos. No fim, o mundo que copia pode até rir primeiro, mas inevitavelmente observa depois. Porque toda transformação começa com alguém que suportou ser estranho antes de ser referência.
Bom dia...
Que esteja em paz neste momento
Que Deus esteja presente em seu coração.
Que a fé te emotiva sempre.
Que o amor, leve sempre a um bom caminho.
E que a vida, brinde sempre com muita felicidade.
A paz... Abençoada terça feira.
Shirlei Miriam de Souza.
Bom dia! Jesus nos abençoe a todos.
“Tu dizes que sou criança, criança bem sei que sou! Porém lembrarás com saudades, da criança, que tanto um dia te amou”...
(Zildo De Oliveira Barros)
Vós, Trindade eterna, sois meu Criador e eu, vossa criatura.
De novo me criastes no Sangue de vosso Filho.
Nesta nova criação conheci que vos enamorastes
da beleza de vossa criatura.
Ó abismo, ó eterna divindade, ó mar profundo!
E que mais poderíeis dar-me que dar-vos a mim?
Sois fogo que sempre arde e não consome.
Sois fogo que consome todo o amor-próprio da alma.
Sois fogo que destrói toda a frieza.
Iluminais... e, em vossa luz, conheço-vos e vos
represento em mim como sumo e infinito Bem,
acima de todo bem;
Bem incompreensível, feliz, inestimável!
Beleza acima de toda beleza,
Sabedoria acima de toda sabedoria,
antes, sois a própria Sabedoria.
Vós, alimento dos Anjos,
vos destes aos homens com fogo de Amor.
Sois veste que cobre toda nudez,
com vossa doçura alimentais os famintos.
Doçura sois, sem amargura alguma.
Ó Trindade eterna, na vossa luz que me destes ...
conheci ... o caminho da maior perfeição,
a fim de que na luz e não em trevas vos sirva,
seja espelho de boa e santa vida,
e me tireis da minha miserável vida, pois,
sempre, por meus defeitos, vos servi nas trevas ...
E vós, Trindade eterna,
com vossa luz destruístes minhas trevas.
05:55 da manhã 18 de setembro de 2024
Sonhei que era adolescente, e beijava o garoto que eu amava naquela época.
Escolher é sempre tocar o invisível. Não se trata apenas de optar entre um caminho e outro, mas de aceitar que, ao avançar, algo fica para trás. É como colher uma flor e, ao mesmo tempo, renunciar ao jardim inteiro. Há doçura nisso, mas também uma pontada de dor.
A angústia nasce nesse intervalo: no espaço em que os possíveis se multiplicam, mas só um deles se torna destino. A angústia não é inimiga — é sinal de abundância. Só sofre quem percebe que poderia ser muitos, e, no entanto, precisa se limitar a um.
Com o tempo aprendi que as escolhas não são decisões definitivas, mas conversas íntimas com a vida. Algumas falam alto, exigem coragem; outras sussurram tão baixinho que, se não estou atento, passam despercebidas. E mesmo assim, todas me transformam.
Escolher é também confiar: no acaso, no tempo, no mistério. Porque não há como saber aonde cada decisão levará. Há apenas o coração que pulsa e, nele, um delicado chamado que me pede para seguir.
E talvez seja isso o mais belo: perceber que não há escolha perfeita, mas há escolhas que me aproximam de quem realmente sou. A angústia, então, deixa de ser peso e se torna claridade: uma luz suave que me lembra que viver é, antes de tudo, arriscar.
Insistir
nessa ideia maluca
de tentar mudar o outro,
é desperdiçar recursose o tempo destinadosa nossa justa
melhora, nunca do
outro!
