Poema de Pablo Neruda Crepusculario
Que os meus pés sejam
sempre desviados do
caminho do mal, e que
de longe os meus olhos
possam enxergar, todos
aqueles que intentam
contra minha vida.
Não passe a vida acumulando
mágoas, elas entristecem a
alma, adoecem o espírito, e nos
causam um grande mal estar.
Quando o homem deixa desonhar,
perde consigo ovislumbre, a capacidade deespanto, e a admiração pela vida.
Ouve indisciplina e quebra de
hierarquia na caserna, e isto é
facto, e não houve nenhum tipo
de punição, o que é um facto de
natureza extremamente grave.
Passar a mão pela cabeça de
quem está errado, é como jogar o
lixo para debaixo do tapete.
Parafraseando o dito popular:
"O mal do protegido, é o protetor".
Ao contrário daqueles que são
maus, e praticam o mal, ser
bom, éuma dádiva constante na
vida dequem pratica o bem.
Que a misericórdia seja sempre
maior que a vingança, e que no
coração onde haja amor, nunca
tenha espaço para habitar o ódio.
Aquele a quem é dado o
direitode arguir, temtambém a responsabilidade de fazer um
julgamento justo e imparcial.
Que o mal jamais trinfe sobre o
bem, e que o homem bom, nunca
se deixe contaminar, pelo mal
exemplo do homem que é mau.
Eu ouço algo,
escrevo uma frase,
uma palavra, e vou
por aí dizendo versos,
dialogando com a
dona poesia.
Não seja-vos como os hipocrítas que
fingindo ser bons, fazem questão de
tornar público o bem que fazem, mas
que no fundo do coração, desejam
veementemente o mal ao seu próximo.
Aquele que fere, afronta e
discrimina a dignidade
humana, antes afronta, fere
e discrimina a si próprio.
O silêncio é como o exílio, a sombria
noite escura que não tarda chegar, é a
clausura que nos provoca o espanto, e a
reflexão, dialogando com a solidão da alma.
É ledo engano pensar que uma
mentira dita repetidas vezes,possa
se tornar verdadeira, porque na
essência da mentira está o engano.
O poeta não morre,porque deixa
escrito, gravado e imortalizado os
seusversos, no coração de alguém.
Platão não valorizava a poesia
como inspiraçåo poética, por
acreditar erroneamente, que o
poeta reproduzia apenas a
cópia, de meros sentimentos.
