Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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E a felicidade
Estapeou sua cara,
Somente pelo prazer
De lhe provar,
Que nunca poderia doma-la.
Tal pedaço do paraíso
Escondido por trás dos dentes,
Que serrados combinavam
Um tímido sorriso.
Continuava lá, sentado...
Há contar ás horas
Ás estações e migalhas,
Que tentava aproveitar.
Poderia ser mortal!
Ser intenso ou puro frenesi.
Á tal momento
Tudo que poderia,
Morrer ou viver...
Está ao alcance
De seus tristes olhos.
E suas mãos não desejavam,
Folhar alguma pagina, a mais sobre a vida.
Deseja o momento eterno de felicidade,
Cobiçava estar diante do paraíso.
Mas á vida...
Insistia em lhe mostrar
Que ao menos para si,
Alegria vã é acompanhada
Pelo sacrifício tolo.
E a eterna...
Por pequenos monólogos de tristeza,
Anunciando a loucura popular,
Por segundos, explorada,
De algum tipo de sorriso.

Inserida por pablodanielli

Alguma porta...
Alguma pedra,
Algum lugar!
Para atravessar...
Para jogar,
Para visitar!
Entre alguns pensamentos...
Entre alguns dias e noites,
Entre alguns corpos para se desejar!

Inserida por pablodanielli

Eu erro,
Ele erra...
Todos erramos!
Continuamos todos a culpar...
Os santos.

Inserida por pablodanielli

Entre as letras
Soltas de uma oração,
Um pouco de fé,amor e ilusão!
Dedos cruzados
Olhares marejados,
Trazendo dias e levando anos...
Coração morno, sorrisos largos,
Buscando nos desencontros
Afagos e vontade de viver.

Inserida por pablodanielli

Um pequeno conto sobre amor
Com corações partidos,
Sorrisos e lagrimas.
Olhares trocados
Papéis rabiscados,
Juras de amor
Dor, sem pudor.

Inserida por pablodanielli

Não há ilusões
Não existem fantasias,
Falsas esperanças.
Apenas a realidade
Corrompida, suja e politica,
Não existe punição
Apenas acordos ,
Mensalão.
Mãos amigas
Inimigas e que sufocam
A nação.

Inserida por pablodanielli

Nasceu por acaso
Namorou por interesse
Casou-se por status,
Foi julgado como mercadoria.
Foi trocado quando perdeu a beleza
Vive de esmolas de velhas lembranças,
Enquanto se afoga em certezas
Absolutamente irrelevantes,
Que ninguém se importa,
Ou faz questão de lembrar
Quando vira as costas.

Inserida por pablodanielli

Acende uma vela
Reza pro teu santo!
Por desapego, por desespero,
E algum tipo de encanto.
Enquanto a luz do dia
Espera e te aguarda, como guia,
Pra você sentir a vida
Ao invés de ficar ajoelhado,
Em algum canto.
Lamentando
Por dizeres que sozinhos
Não movem um mundo,
Nem geram espanto.
De pedido em pedido
Impedindo de ser a vida
Que tanto ouve em forma
De melodia e canto!

Inserida por pablodanielli

Tem fé
Tem dó,
Tem força!

Contra o uso
Da ignorância!

Contra a arma
Politica!

Contra a policia
Armada!

Tem fé!
Que pra violência
Do dia...

Tem a paz e a lagrima
Da madrugada.

Inserida por pablodanielli

Entre um gole
E outro de falsa ilusão,
A realidade rasga a garganta
Do pobre cidadão.

Inserida por pablodanielli

É fome de estrutura
Sede de igualdade,
Vontade de viver
Em um país são,
Não tão desigual.

Inserida por pablodanielli

Faltou agua
Acabou a luz,
Comida não tem.
Sofrimento sempre sobra
Em alguma casa
Sem janela e nem porta,
Seja no sul ou no sertão!
A noite é iluminada
Pelos lamentos,
E o sal das lagrimas
É o sustento!
Para a barriga de vento.
Em terra castigada
Pela politica e corrupção
Quem sofre é o miserável
Sem o acesso a saúde
E educação.
Que vive de promessas
Que insistem em se repetir
A cada quatro anos
Ilusão, ilusão, ilusão,
Pela falta de competência
Na escolha de uma nação.

Inserida por pablodanielli

Democracia

Quando ouvi os gritos,
Tampei meus ouvidos.
Quando senti a fumaça,
Cobri meus olhos e nariz.
Quando o sangue respingou em mim,
Apenas lavei minhas mãos.
Quando a minoria estava nas ruas,
Tranquei-me na sala e liguei a tv.
Enquanto o governo coagia,
E a policia batia, minha omissão falava.
Com a coleira de ajuda e salários mínimos,
A sociedade me oprimia.
Só percebi que o caminho não tinha mais volta,
Quando amanhecia o dia.
Manchetes de jornal em sua maioria,
São sempre as mesmas e vazias.
Eu morria sem envelhecer,
Escravo de um sistema brutal,
Disfarçado de democracia.
A ilusão vendida à conta gotas,
Esmola para mentes vazias,
E isto sem perceber, havia me custado uma vida.

Inserida por pablodanielli

Sei quem és

Se eu soubesse seu nome...
Mas sei como se chama o teu olhar;
Estrela é o seu nome,
Pois, seu brilho é pleno e radiante
Quando contempla o meu céu.

Se eu soubesse seu nome...
Mas sei como se chama a tua boca;
Tentação é o seu nome,
Pois, são como um labirinto
Onde a minha boca
Anseia por se perder.

Se eu soubesse os seus mistérios...
Saberia, quem realmente é;
O que pensas...
O que desejas...
Mas como sei,
Que jamais saberei
Quem é;
Conformo-me em saber
Que você tudo oculta
Por nada dizer.

Inserida por pablogomes743

Ser essência

Seja sempre a sua essência
Pois ela é a perfeição
Não desejes ser o que querem que você seja,
Mas, seja aquilo que verdadeiramente és...
A imagem e semelhança de Deus.
Pois, se não fores,
A iniqüidade te consumirá.

Inserida por pablogomes743

Olhar

Olhar que tudo percorre,
Olhar que sente,
Olhar que adentra,
Olhar íntegro de segredos.
Olhar...
O seu olhar diz tudo daquilo que não revela.

Inserida por pablogomes743

Sofrer?

Amargura...
Ilusão?
Limite?
Porque sofremos?
Mesmo que não ansiemos
Ele sempre peregrinara em nosso caminho.

Como é experimentar o que não é sentido?

Se não me conheço,
Talvez já não exista mais...

Se já não anseio por existir,
Talvez resolvesse renunciar
A caminhada sem fim, com a dor.

Inserida por pablogomes743

Além dos olhos

Alguma coisa em mim,
Ambiciona a matéria...
Aspira apegar-se ao que é temporário;
Mas, porque colher frutos podres?

Alguma coisa em mim,
Anseia por aquilo que não vejo...
Deseja admirar a sua face. Que face?
Mas, porque o invisível?

O que fazer?

Contemplar aquilo que nossos olhos enxergam?
Ou imaginar enxergar o inimaginável?

“Tudo passa”.

Inserida por pablogomes743

(Cantata das histórias da Aquarela)


Brasil das Aquarelas, diversas.

A emoção passada por Elis no henfil da vida dos bêbados, que dançam na corda bamba.

Os arrepios trazido por Bethânia rodeada por tupis e erês, no seios de Dona Canô.

O medo de abrir qualquer dia os olhos na música de Lins.

Na terra de todos os santos, a noite de magia de uma sexta-feira de candomblé,
E aos sons das atabaques desce um rebanho de seres de luz.

Já vemos a aquarela de milhares de cores...

No arenoso solo vermelho da seca, tem quem dance de sombrinha numa terra que não chove.

Tem também por perto dança de boi, terra que tem como conterrânea a Marrom.

Tem lugar que se chama marquês, onde passa batuques e pessoas arretadas com pé no samba.

Estado cinzento, onde pobre não tem vez.

Lugar frio que quase neva, mas gelo cai.

Tem bahiana mineira e gaucha do sudeste.

Tem isolamento de gente que fala estranho, e anda nu, que dança envolta da fogueira.

Também vencemos os canhões com flores de lótus. Orgulho e tristeza disso tudo, e vergonha dos corpos escondidos nos DOPS.

E mais uma vez destros golpeia canhotos. Quem vai gritar fora?

Há quem idolatram guerreiros e guerrilhas do mal, homenagem à quem golpeou as costas dos mestiços.

Choram crianças, e alimentam-se os devassos do dinheiro público.

Oh Brasil, meu Brasil!

Inserida por PabloHenriqueSal

Eu vivo o hoje.
O passado é museu,
e o futuro,
eu planto sementes boas para colher frutos bons amanhã.

Inserida por PabloHenriqueSal