Poema de Mario Quintana Par Perfeito
Par de Mal-casados
voando na trilha da floresta,
Asas iguais e cores diferentes,
amor exclusivo de macho
enciumado e combatente,
São borboletas que até
se parece com muita gente.
Quando paro para
apreciar o seu olhar
é como se eu pudesse
entrar e desfrutar
do seu pomar particular,
Na minha imaginação
não paro de te beijar.
O Caburé-Miudinho
observa o tempo,
Versejo com carinho
para ser absoluta
no teu destino
e para que seja comigo
docemente atrevido.
Um par ligeiro
de Caburés-da-Amazônia
cruza o céu poente,
O importante é viver
o quê a gente sente,
e ignorar profundamente
o quê falam da gente.
Tem pessoa que
é como o Candiru,
Capaz de entrar
na vida de uma
pessoa sem precaução
só para causar destruição.
A minha poesia de vez
em quando acorda
afiada como um
Cachorra-facão
mostrando o dentão
para quem gosta
de causar perturbação.
Para quem vive
como boi-tatá
sempre haverá
o mesmo final
sem nada
incluir ou excluir;
faz parte
do que é natural
e do sobrenatural.
(O Mal se consome sozinho).
Fiz uma guirlanda
em formato de coração
com Cipó-de-São-João
para enfeitar a porta
de casa para o dia
que você virá aqui
pedir a minha mão.
Caminhando pela rua
de paralelepípedo
sob a gentil companhia
de um carinhoso par
de canários-da-telha
que não consegui fotografar
e merecem na minha
memória para sempre estar,
Fui pelo Centro de Rodeio
rumo o meu destino,
Na volta pude desfrutar
do perfume fascinante
de flores de Laranjeira
que me emprestaram
ânimo para retornar ao lar
com os laços fortalecidos
com o meu próprio olhar.
Buganvília azul
misturada com
o azul da aurora
matutina trazendo
um pouco da sua
alma para a minha.
Aurora vespertina que há
de render um doce cortejo
ao par de estrelas do seu
olhar sob os meus beijos
e o amável eflorescer
da Bougainvillea branca
juntos da vontade de viver
os dias com a temperança
que só os meus Versos Intimistas
e o nosso amor podem nos dar
num paraíso no meio do mar.
VI
Qualquer divisão que alcance
uma quantidade grande
de um povo pode se tornar
perigosa para a sua existência
e minar a própria resiliência.
Que a união e a tolerância
pavimentaram os caminhos
para que chegássemos até
aqui não podemos negar,
cuidemos do que é nosso
e não nos viciemos em odiar.
Quero lembrar que alcançamos
os cinco degraus para afastar
o Deus da Morte e que são
dez os degraus para alcançar
com a nossa própria sorte:
é um imperativo se manter forte.
Chega um momento que devemos
nos comprometer conosco mesmos,
e respeitar os mundos dos outros
para que o nosso mundo venha
ser visto como referência de respeito.
Sexta-feira em Rodeio
O Canário-da-telha
tem cantado que em breve
você virá para Rodeio
para viver a nossa história
de amor que hoje em silêncio
cresce e será sem fim,
Estou certa que você virá para mim.
Nhô-Chico
Volteando e sapateando
Nhô-Chico caiçara
que nasceu do Fandango,
Você é meu par
que escolhi amar sem dia
e sem hora para acabar.
Caxambu
Te levo para você
ser meu par no Caxambu,
não sei no quê vai dar,
só sei que você sempre querer
está começando a me amar.
Dizem que estamos
na época mais desafiadora
para encontrar um par,
Não vejo problema
nenhum porque tenho o mar
do meu próprio amor
e toda a poesia para navegar.
Os teus olhos quando
me avistam parecem
um par de flores de Sacambu
dançando com o vento,
Você me ama além do tempo
e com total devotamento.
Resgatando
Uma memória edênica
Beleza sem par
Idílico cantar
Consagrada solene
Ópera por alguns esquecida
Na antiga rota escolhida
Sob o céu estrelado
de São Paulo e olhando
a florada magnífica
do Ipê-roxo-da-casca-lisa
para colher inspirações
para escrever com doçura
os Versos Intimistas
mais belos da minha vida
para te cobrir com toda poesia.
Um Brasileto florescido
em cada um dos pés
e das minhas mãos,
O Sol amanheceu
e me tirou para dançar,
É assim que me sinto
contemplando o seu
divino e tão lindo despertar.
