Poema de Mario Quintana o Espelho
Nem a ciência, nem as artes, nem mesmo o dinheiro, nem o amor, poderiam ja dar um gosto interno e real as nossas almas saciadas. Todo o prazer que extraía de criar, estava esgotado. Só restava, agora, o divino prazer de destruir.
Podemos ser instruídos com o conhecimento de outro, mas não podemos ser sábios com a sabedoria de outro.
Digo-lhe que faz mal, que é melhor, muito melhor contentar-se com a realidade; se ela não é brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir.
O maior impasse da humanidade: Não fazer o BEM que gostaria e fazer o MAL que não quer!
Nota: Adaptação de Romanos 7:19.
Ninguém tachou de má a caixa de Pandora por lhe ter ficado a esperança no fundo. Em algum lugar há de ela ficar.
Em si mesma, a loucura é já uma rebelião. O juízo é a ordem, é a Constituição, a justiça e as leis.
A tristeza é uma telha quebrada na casa da nossa vida, mas a esperança é um cobertor que nos protege.
Quanto mais nos aproximamos de um princípio universal, mais vão ficando para trás e cada vez mais longe as realidades concretas cuja explicação buscávamos. E, ao voltarmos do topo, às vezes parecemos ter perdido de vista o propósito da viagem. O momento do reencontro passa, e nada nos resta nas mãos senão o enunciado abstrato e sem vida de um princípio lógico, que é a recordação melancólica de uma universalidade perdida. É preciso, portanto, descer novamente do princípio às suas manifestações particulares, e depois subir de novo, e assim por diante. De modo que a alternância sim-não, verdade-erro, que constitui para nós o início da investigação, é finalmente substituída pela alternância alto-baixo, universal-particular. Passamos, assim, da oscilação horizontal para a vertical. E é justamente o despertar da capacidade de realizar em modo constante esta subida e descida, que constitui o objetivo de toda educação tradicional.
O que falta muitas vezes para a gente poder resolver os nossos problemas é a simplicidade em enxergá-los. Retirar os excessos. Não permitir que os nossos excessos venham obscurecer a nossa visão, ou até mesmo nos impedir de encaminhar uma solução para aquilo que nos faz sofrer. Isso é ter fé. É a gente acreditar que Deus está do nosso lado no momento da nossa luta, no momento da nossa dor. E que, portanto, a gente tem o direito de ser simples. Quem traz no coração a certeza de que Deus é por ele tem mais facilidade de adentrar nesse território da simplicidade. Porque não se sente sozinho sendo simples.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.
Se pronunciavam o teu nome diante de mim, corava e na minha perturbação julgava que tinham lido esse nome nos meus olhos ou dentro de minha alma, onde eu bem sabia que ele estava escrito.
Tem gente que esquece que você não precisa diminuir o outro para crescer. Uma pessoa humilde é aquela que não diminui o outro para crescer, há pessoas que são tão arrogantes que elas só conseguem se elevar se ela diminuir a outra pessoa, e há pessoas inteligentes que crescem junto com o outro.
Minha motivação sempre foi a última palavra do poema...
Me deitei com você na cabeça
acordei pensando em ti
A vida não tem sido justa
como eu queria você aqui.
A cada minuto que se passa
a saudade aumenta mais
não depende só de mim
depende dos seus pais.
O que fazer nessa situação
acalma esse coração...
Como eu te amo
você não tem noção.
Por você eu faço tudo
tudo pra te ver sorrir
não tá sendo fácil
tenho que admitir.
Por voce eu enfrento o mundo
Só quero um compromisso
O tempo vai passando
E qual a razão de tudo isso?
É você!
DEDICAR.....
Queria dedicar-te um poema
mas Deus
falta-me inspiração!
Tento frases,
escolho temas
mas nada me sai
com devida dedicação!
E oferecer algo.....
puxa vida,
como é difícil!
Todo o mundo
oferece amizade
oferece amor
oferece consideração!
Mas de que vale oferecer tanto,
se aquilo que se oferece
não for
com devida dedicação.....
E eu,
podia dedicar-te tanta coisa!
Como mais uma conversa agradável
sentados numa mesa de café!
Como um beijo de parabéns
por mais um dia do teu viver!
Não!
Eu queria dedicar-te algo
que não tivesse tempo de esmorecer....
Mas o quê?
Qual o tema?
Puxa vida.....
Acabei por dedicar-te um poema!......
Eu pensei num poema pra você.
Letras de carinho,
que voasssem pra te ver.
Eu quis te escrever,
linhas,vivas,
que pudessem dizer,
que hoje meu abraço é verso,
mas através desse laço,
entre rimas eu me faço,
na distancia que não
me impede de te ver.
Eu só queria dizer,
que nesse instante,
meu coração
é poema de você.
Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema.
O preço do arroz
não cabe no poema
Não cabem no poema o gás
a luz
o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
