Poema de Mario Quintana o Espelho
"A mais extrema burrice é a sensação de inteligência: a incapacidade de suspeitar que o interlocutor talvez saiba algo que você não sabe."
A crise nada mais é do que um mal do crescimento por meio do qual se exprime em nós, como no trabalho de parto, a lei misteriosa que da mais humilde química à mais elevada síntese do Espírito, faz com que todo o processo rumo a uma unidade maior se traduza e se transmita, a cada vez, em termos de trabalho e de esforço.
Se você só aceita a verdade quando dita com polidez e moderação, você não ama a verdade: ama o seu próprio bem-estar.
É melhor, ás vezes, lidar com quem diz não ter religião e ama o próximo, servindo-o, do que com aqueles que se dizem religiosos, não amando o próximo e explorando-o.
Se você é um brasileiro intelectualmente superior, muitas pessoas em torno o verão como uma instituição, um prédio, um monumento, às vezes algum tipo de fantasma ou vampiro, e terão extrema dificuldade de perceber seus sentimentos, seus estados interiores, suas afeições e sofrimentos. Só dirão que você é humano quando querem acusá-lo de algum erro.
Cerque-se de pessoas que conhecem o seu valor. Você não precisa de muita gente pra ser feliz, apenas de algumas verdadeiras que apreciam você exatamente pelo que você é.
"Já sei que, se para ser o homem, escolher pudera, ninguém o papel quisera do sofrer e padecer; todos quiseram fazer o de mandar e reger, sem advertir e sem ver que, em ato tão singular, aquilo é representar mesmo ao pensar que é viver."
Se amor e importante amizade e muito mais, por gerar esse amor.
Você não conhece Justin Bieber mais ele toca seu coração com uma simples palavra como: Eu.
Pessoas de bem não gostam de machucar aquelas que amam. E a gente vai aprendendo a estabelecer acordos na vida para diminuir cada vez mais a chance de machucar as pessoas.
Porque pra lembrar a gente precisa primeiro esquecer, e isso eu não posso nunca.
Aí você percebe que as pessoas não se importam com você o quanto você se importa com elas. Sinto falta disso, às vezes!
Há criaturas que chegam aos cinquenta anos sem nunca passar dos quinze, tão símplices, tão cegas, tão verdes as compõe a natureza; para essas o crepúsculo é o prolongamento da aurora. Outras não; amadurecem na sazão das flores; vêm ao mundo com a ruga da reflexão no espírito, - embora, sem prejuízo do sentimento, que nelas vive e influi, mas não domina. Nestas o coração nasce enfreado; trota largo, vai a passo ou galopa, como coração que é, mas não dispara nunca, não se perde nem perde o cavaleiro.
Tenho tentado não agir por impulso. E vejo com clareza, após pensar, repensar e estudar os vários ângulos possíveis de uma situação, o que devo remover e acrescentar na minha vida. Infelizmente, isto também inclui pessoas. E pessoas que, em determinado momento, tiveram uma importância primordial na minha existência. Mas eu mudei, elas mudaram. E não foram apenas as idiossincrasias que nos afastaram, mas simplesmente, ter valores que não se casavam mais, desconfortos maiores que alegrias, disputas estéreis, uma necessidade insaciável de despertar emoções negativas, e um vácuo enorme onde havia abraço. Onde havia amor (?).
Não foi fácil, não tem sido, mas tenho me sentido mais coerente com as coisas que me propus a viver. Com as coisas que eu tenho para dar e derramar. Com o espaço que abro para o tipo de relações de trocas reais, de afetos sinceros, de atitudes maduras, de comportamentos honestos. Não quero amar apenas quem é amorável, quero amar quem merece ser amado. Por causa e apesar de. E eu brindo o que é recíproco mesmo que não seja idílico. Tenho plena consciência de que na diferença que o Outro me traz é que aprendo, mas que venha com transparência. Eu prezo pessoas de verdade, estas me são caras.
O dia em que pararmos de nos preocupar com consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana, o racismo desaparece!
Não invejemos a certa espécie de gente as suas grandes riquezas: eles as têm à custa de um ónus que não nos daria bom cómodo. Estragaram o seu repouso, a sua saúde, a sua felicidade e a sua consciência, para as conseguir: isso é caro demais, e não há nada a ganhar por esse preço.
A dor, que às vezes vem, me faz feliz também, pois nela me recordo o valor que tem a cruz. Quando a noite esconde a luz, Deus acende as estrelas.
