Poema de Mario Quintana o Espelho

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Extraviou-se por desfiladeiros de neblina, por tempos reservados ao esquecimento, por labirintos de desilusão.

Provavelmente a cerveja contém hormônios femininos, pois após algumas cervejas se começa a dizer muita besteira, brigar por qualquer bobagem e a dirigir mal.

Estamos tão acostumados a nos disfarçar para os outros, que, no fim, ficamos disfarçados para nós mesmos.

Se você odeia o domingo porque amanhã é segunda e "começa tudo de novo", sinal que o que faz durante a semana não é realmente o que gosta!

Felizes os que encontram no fim da vida alguém que lhes diga: Você não serve para nada, mas eu não sei viver sem você!

(...) quando percebi que eu sou poetisa fiquei triste porque o excesso de
imaginação era demasiado.

Não é preciso uma verdade nova, uma aventura, para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno.

Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

Aqueles que abandonaram a esperança e não querem mais lutar só os resta esperar a morte.

Quando olhares o céu de noite, porque habitarei numa delas, porque numa delas esterei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!

Talvez as pessoas mais fáceis de se apaixonar são aqueles sobre os quais não sabemos nada.

eu sou muito orgulhoso de mim mesmo porque por mais solitário que eu seja, nunca cobrei lealdade de ninguém ou pedi para que ficassem, acho que é por isso que eu sou sozinho.
no fundo eles só precisavam de um motivo para o desinteresse deles.

Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!

Quem não pode fazer grande coisa, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa.

Orar é pedir a Deus que derrube os muros da nossa casinha mental e nos acolha no infinito.

[É preciso] desinventar os objetos. O pente, por exemplo. É preciso dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou uma gravanha. Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma.

Manoel de Barros
BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

Nunca é tarde demais para mudar a direção da sua vida. Sempre haverá um nova rota ou uma nova chance de recomeço.

"A inteligência, ao contrário do dinheiro ou da saúde, tem esta peculiaridade: quanto mais você a perde, menos dá pela falta dela."

[No Brasil,] O ambiente visual urbano é caótico e disforme, a divulgação cultural parece calculada para tornar o essencial indiscernível do irrelevante, o que surgiu ontem para desaparecer amanhã assume o peso das realidades milenares, os programas educacionais oferecem como verdade definitiva opiniões que vieram com a moda e desaparecerão com ela. Tudo é uma agitação superficial infinitamente confusa onde o efêmero parece eterno e o irrelevante ocupa o centro do mundo. Nenhum ser humano, mesmo genial, pode atravessar essa selva selvaggia e sair intelectualmente ileso do outro lado. Largado no meio de um caos de valores e contravalores indiscerníveis, ele se perde numa densa malha de dúvidas ociosas e equívocos elementares, forçado a reinventar a roda e a redescobrir a pólvora mil vezes antes de poder passar ao item seguinte, que não chega nunca.

A vida é como um livro, porém as vezes nos prendemos a pessoas e esqueçemos de virar a página, é nesse momento que temos a impresão que tudo é "para sempre", e nos deixamos levar pelas emoções deixando de lado o fato que o "para sempre", sempre acaba !!!