Poema de Mario Quintana o Espelho
Timbós floridos coroam
os bosques deste Vale poético,
São versos que escrevem
um autêntico poema amoroso
nesta imensidão com beleza,
Eles até se parecem com
os teus lindos olhos expressando
o quanto você me deseja,
Quando você chegar mais
perto vou te retribuir com grandeza.
Meu barquinho é feito
de milagre e de Timbaúva,
A poesia cruza junto o rio
que deságua no mar,
Gosto de ver Timbaúvas
lendárias de pé para barcos
nesta vida nunca nos faltar,
Gosto quando você fala
comigo porque me faz flutuar.
O Pessegueiro-Bravo dá
sombra em tempos
de grande aquecimento
somente a sombra já
é uma grande utilidade,
Existe gente que é como
o Pessegueiro-Bravo,
que é melhor mesmo
deixar onde a pessoa
está para não se intoxicar:
cada um no seu lugar.
Há Peitos-de-pombos
plantados para dar
sombra e proteger
este ranchinho,
E eu para te cobrir
com poemas e carinho.
Ao teu redor sou
como uma Jandaia
rodeia contente
um Ingá-do-brejo,
O quê eu quero
você também quer,
O fruto do seu amor
bonito me pertence.
A inefável poesia
que o Ipê-Tabaco
convida a ser,
Porque sei que
és um coração raro,
És a minha fortuna
poética que nem
mesmo o tempo há deter,
Todos os dias você
não para de me querer.
O Pau-viola está
carregadinho
de sementes,
As minhas mãos
estão guardando
os seus carinhos,
Tu é s o mais lindo
poema de amor
para ser lido
com olhar festivo.
Desde a primeira
vez que te não paro
de te amar dos pés a cabeça,
Hoje plantei até uma
muda de Aroeira-Vermelha
e escrevi um lindo poema.
Aprecio o seu jeito sutil,
discreto e determinado,
Percebi que as nossas
mentes se combinam,
Sei ler os teus apelos
porque para mim não
existem teus segredos,
Sob a sombra desta
Aroeira-Pimenteira
eis o invencível poema
sobre o amor inevitável.
Até o Angico-do-Cerrado
percebeu que o nosso
amor nasceu para dar certo,
Nos teus olhos tenho
o meu sentido concreto,
No teu balanço o ímã
que me alcança e hipnotiza,
E na sua grata existência
toda a poesia nesta vida.
Ver poesia em tudo
até mesmo quando
você se cala tem sido
um doce suplício
que me faz lapidar
a minha palavra
erguida como um
Acaiacá fascinante,
Sei que de ti sou
a parte mais alucinante
e no meu recolhimento
venho me preparando
para ocupar o meu lugar.
O Cabelo-de-Anjo que cura
é o que o olhar enfeita,
Assim desta mesma maneira
é o quê me traz sempre
que escrevo um novo poema.
Como os Guanandis
estão carregados de frutos,
Assim quero me carregar
com os teus beijos
e gentilmente retribuir
os teus mais intensos desejos.
Feita de Guatambu-branco
a minha poesia é o meu
Berimbau romântico,
Não entro em disputa
pelo coração alheio,
Porque só desejo aquilo
que vem espontâneo,
Como mulher conheço
o meu lugar e tamanho,
O amor quando virá
não trará desengano,
não será passageiro
e com o mesmo plano
estaremos embarcados.
Uma coroa com flores
de Ipê-Felpudo,
Estar ao teu lado
sendo imprescindível
e para ti o seu mundo
dando de mim tudo,
Recebendo o teu amor
lindo e mais puro
em nosso ponto de paz
e augusto porto seguro,
Desta vida não vislumbro
para nós outro augúrio.
Colhi Goiabas frescas
como se escreve
poemas para preparar
um Romeu e Julieta,
Porque sei o quê de
ti terei a recompensa
que só aquilo que
nesta vida compensa,
Amar-te tem me tornado
a cada dia mais imensa.
Entre nós há mais de uma
poesia expandida
e sinuosa entre as curvas
de um Guarantã,
Para as próximas Luas
preparei a armadilha
amorosa para nos capturar
sem resistência,
Em nós o amor construiu
uma impenetrável residência.
Jabuticabas doces
para a gente
divertir o paladar,
O sonho de ser
tua há de se realizar,
A gente vai se ver
e com muita doçura
os teus dias irei preencher.
Como a chuva fina
molha o Louro-Branco
em plena florada,
Para os teus sentidos
a sua amada,
Penetrei na sua alma
há muito tempo,
Sou eu a dona do seu
coração e do seu pensamento.
