Poema de Mario Quintana o Espelho

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⁠Corais aconchegados
na foz do Rio Amazonas
abrigam peixes recifais,
Corais chifre-de-veado
são catedrais atemporais
assim como o amor
perene que tenho guardado
e preservado em paz
para quando você chegar
no seu tempo e dele
você eleger como refúgio:
Corais sempre ensinam
aos que sabem observar
e obter a sabedoria preservar
com o sagrado sentimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pavonas e suas cores
brindam a rota
formando um oratório
sublime e etéreo,
Por antecipação você
sabe o quanto te quero,
Te entrego a poesia
e oceânico mistério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tocados pelo Sol os fascinantes
Corais chifre-de-alce com suas delicadas bordas brancas como porcelanas se parecem com
catedrais feitas de metal precioso;
Certamente somos oceanos totais,
em nós mora o franco encontro,
o tempo cria o devocionário,
o amor escreve com todo requinte
o poemário sobre o nós
no absoluto e não tenho dúvida
que um para o outro significa tudo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um Oxypora me serviu
de cálice num recife,
Enquanto não encontrei
os lindos lábios teus,
Sei que você também
busca pelos meus,
E que algum dia você vem
e enlevará os meus bem
além da imaginação,
Você é o meu amor
e inequívoca paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo às vezes
se parece com
o Hydnophora
que se espalha, vence
e devora sempre
tudo aquilo que toca,
E para resistir
é preciso de muita poesia
para fluir, para viver,
deixar fluir e deixar viver
para tudo aquilo que há
de mais singular em nós sobreviver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De encontro com
um Mycedium
como quem numa
mandala busca
se concentrar,
Levo um segredo
no relicário
que um dia
vou te entregar,
Que a gente
se combina não
tenha dúvida,
Agora falta um
dos dois se declarar
porque somos
poesia pura de a(mar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ser como a canela
sobre o doce ou sobre
a sua fruta predileta,
Ser o doce ou a sua
fruta predileta
enquanto escolhe
com ou sem creme.

Dominar os teus
meridianos e ser
a parte mais selvagem
dos teus oceanos,
Te colocar em ponto
de fogo e rebelião,
e sem luta te ganhar
com o poder de sedução.

Ser poesia e persuasão
por corais negros
coroada para tomar
posse dos teus segredos
e me divertir com eles
quando as luzes da cidade
as estrelas forem acesas
pelos meus poemas. Assim seja.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Sol e Lua ao redor
do mundo testemunham
o absurdo do século
e toda a diplomacia
que se cala por covardia
sobre as bombas de Israel
em Gaza na Palestina.

Os jornais anunciam
a possibilidade de uma
invasão terrestre sem data
e sem hora marcada,
acontece que neste
mundo ninguém está
a fim de resolver nada.

Sou como a palmeira
que balança e resiste,
as bombas e as rajadas assiste,
não há como fingir que não vejo
um povo sendo levado ao limite
e sem ter o poder de fazer.

Apenas sou a poesia que não
se cala porque não admito
ver um povo sendo vítima
de uma devastação apocalíptica,
a cada dia ando testemunhando
mais e mais ruínas no chão,
e toda Humanidade escorrendo
entre os dedos das palmas das mãos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pelo caleidoscópio
deste século contemplo
o mundo perverso,
Povos ainda em guerras
desprovidas de nexo.

Nem mesmo que
eu tente ensaiar
mil dramas nenhum
destes papéis não
têm nada a ver comigo.

O meu coração está
vivo e segue pela corrente
do rio Apurímac,
O meu olhar está vivo
seguindo por Carhuasanta.

Ainda tenho fôlego
em Lloqueta e posso
levar comigo um poema,
e solta pelo Ene continuo
firme sendo eu mesma.

O meu pulmão ganha
fôlego pelo Tambo
e ganha impulso
em Ucayali sem temer
adiante nenhum desgaste.

E minh'alma e a memória
param no Amazonas,
chocam com o Madeira,
murmuram com o Negro
e enfrentam o degredo.

Sigo pedindo força ao Japurá,
clamando com o Tapajós,
chorando doído com o Juruá
e soluçando com o Purus.

No final de tudo vou encantar
o seu coração, ser lar
e o mais lindo refúgio sem par
onde você possa sossegar
sem vir novamente a se preocupar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu lado é indomável
sob o Céu vermelho,
Para ti sou irreversível
sob a Lua e a estrela guia.

O meu balanço vai
no ritmo do Mar Negro,
O teu amor por mim
de longe eu percebo.

Das minhas mãos
brotam corais vermelhos,
Segredos e desejos
fazem festas em nós.

Os olhos e as entonações
sem esforços se declaram
do jeito que o amor doce
e a paixão se fundem no infinito.

Amor sublime amor,
você tem feito planos comigo,
Amor bonito amor,
você me quer o tempo todo contigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Confesso que tenho
o hábito de conversar
com o Céu sobre a paz
que busco para o mundo
enquanto caço desenhos
nas nuvens travessas
que por aqui têm se mostrado
ultimamente espessas,
Depois de muitas chuvas
o tempo nos brindou com
um entardecer colorido
que não alcança a beleza
dos olhos mais lindos
que para mim estão
escritos pelo destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua existência nos
une ao fio do destino,
a vida e a morte,
inscrito está o romance
e o desejo flamejante
que não têm a ver
com o senso comum
ou com o quê dizem
ser fator de sorte.

Gigante, inabalável
e imensurável,
é assim que te vejo
mesmo no oculto.

Você me pertence
no ritmo eterno
da seda do céu noturno
descida solene
sobre a Terra dando
passagem a procissão
de estrelas que
se funde ao oceano.

Na tuas mãos vestida
de Acropora speciosa
me vejo comprometida
e sem pensar em regresso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas minhas mãos e pés
estão as estrelas-do-mar
que guiam na escuridão
na tua busca mesmo sem
saber qual é o seu nome
e quem você é na realidade.

Do esplendor magnífico
do Acropora subglabra,
O meu coração dispara
porque na vida só fica
tudo o quê dinamiza.

Declaro que o meu doido
amor que não é suficiente,
é Lua Crescente em busca
de tentar encontrar todos
os caminhos que reúnam
os meus caminhos com os seus.

Porque te amo sem saber
quem você e sem saber a hora
do amor que chegou entre nós .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para fugir deste mundo
louco que fez o meu
rio secar busco me distrair
na vida um pouco
para a tristeza não dominar.

Tudo o quê vem acontecendo
mudou até cor do meu
boto que antes era rosa
e acabou ficando roxo
por não ter mais água para nadar,
resolvi escrever porque
não me permito me afogar.

Fazendo penquinhas de Inajá,
cortando discos de Côco
fatiando Jarina e bordando
com canutilhos de açaí
porque na vida tenho que acreditar.

Com o meu Artesanato Brasileiro
tenho muito o quê mostrar,
porque em mim vive um país inteiro
e da minha Terra nesta vida
ninguém vai conseguir me desgostar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei o meu colar
com flores de Inajá
para estar pronta
caso venha passar,
E leve uma lembrança
que comigo faça
o seu coração cantar,
porque todo o dia
procuro o caminho
que te leve a se encantar
e o seu amor me entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na cesta encantada
feita de Arumã onde
guardo a memória
de um tempo de glória
Busquei o meu colar
de escamas de Pirarucu
trançado com Tucum
para me enfeitar
e contigo fazer História,
Seremos um do outro
porque com a tinta
do destino o amor
está escrito e consagrado
com festa e a poesia inevitável
sob o desígnio do Universo
com romantismo imparável
que abriram caminhos
para o encontro o interminável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A sagrada existência
de uma Sapucaia,
Fala muito sobre
o quê outros não
são capazes de fazer.

Uma Sapucaia com
a sua copa generosa
nos protege do Sol,
com a sua florada
ajuda as abelhas
e com castanhas
saborosas alimenta.

Quando uma Sapucaia
gentil encontra a outra,
o tempo cumprimenta
e assim sem precisar
estar escrito sagra-se
o verdadeiro poema.

Quem dera ser para ti
tudo o quê uma única
Sapucaia é capaz
de fazer por nós dois
sem precisar questionar.

De uma única Sapucaia
é capaz de elucidar
sem imposição o quanto
se é capaz de fazer e amar.

(Nasci para te venerar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na nossa bela cidade
de Rodeio beleza sublime
do Médio Vale do Itajaí,
No dia seguinte o Sol
e a ventania estão por aqui
percussionando as matas,
Sigo capturando leveza
das flores azuis do tempo,
mantendo viva a poesia
como as águas encontram
a rota do Rio Itajaí-açu
numa paz ímpar, profunda
e amorosa como busco
nesta vida ainda ser sua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trancei o meu cabelo,
enfeitei amavelmente
com flores de Babaçu,
para ir em busca de Murumuru,
Não existe ninguém
no coração maior do que tu.

Além da cesta de Tucumã
carrego o orgulho que
tenho de amar esta terra,
Ainda não perdi a mania
de continuar sendo poeta.

Seja sob o Sol ou sob a Lua,
sob dias com ou sem chuva
continuo sendo a mesma
a artesã das palavras que
me levarão a ser somente tua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Resolvi separar a Piaçava
para trançar um colar
com pingente de Jatobá,
Vou fazer também
um bracelete e um
brinco para me enfeitar,
Porque quem quer um
amor tem que se preparar.

Se a Piaçava sobrar vou
fazer um enfeite de cabelo
porque ainda tenho uma
Mutamba para pendurar,
Porque com poesia artesã
gosto sempre de inventar.

Ainda hoje hoje num
Pau-pereira este poema
vou pendurar para ver
se você passa a me notar.

Inserida por anna_flavia_schmitt