Poema de Mario Quintana o Espelho
Sublime Sobrasil sublime
te ver esplendoroso
sobre o Sol e Lua me traz
o sentimento amoroso
de todos o dias fixar a paz
tão imprescindível
e escrever poemas profundos
para o despertar do amor
em todos os mais distantes mundos.
A minh'alma é atlântica,
O mastro do meu navio,
é feito de Guanandi,
A minha poesia romântica
te fará navegar oceanos
e do amor não temer enganos.
O Sol se ergue embora
pelas nuvens escondido,
Você é o Sol no meu
destino embora adiado,
Namoramos escondido
um ao outro nas nossas
entrelinhas contando
até mesmo as estrelinhas,
Florescem os Sarandis
e o meu coração um dia
há de se abrir ao teu
que também está apaixonado,
Você está querendo se sentir
na vida e por mim amado.
O amor para ser bom
tem que ser feito
como se faz o doce
de Jaracatiá para
não queimar o paladar,
Se for para nos amar
que seja preparado
e doce para a gente
em outra coisa não
mais na vida pensar
a não se em nos enamorar.
Tens algo de mágico,
encantador e inexplicável
não tenho te tirado
da minha cabeça
do amanhecer ao anoitecer,
A sua presença é como
a Guavira nas bebidas,
Você é quem tem
aumentado a potência
das minhas poesias,
Com este teu jeito
sedutor vem ganhando
o seu espaço todos os dias.
Quero fazer trilhas poéticas
de mãos dadas com a sua
carinhosa companhia,
Abraçar um Jacatirão-Açú
contigo e receber a energia,
Como prêmio desta vida
ganhar o seu coração
com toda devoção e alegria.
Entre as Guajuviras
escutei a sua voz,
Não me manifestei
porque espero te
encontrar no tempo certo;
Por premonição de ter
o teu amor concreto:
celebro este amor secreto.
Neste novos tempos
para produzir falsos julgamentos
os velhos hábitos foram postos
no tabuleiro dos jogos de fome
(bloqueio naval no Mar Negro).
Tentar reescrever a história
territorial dos países que
sempre ofendeu é um hábito igualmente requentado.
Por parte de quem nem mesmo
com os próprios erros não aprendeu,
a fórmula de colocar generais presos
foi repetida em nome da disciplina,
e ao mesmo tempo tem se dado
(voz em excesso a propagandista).
Ninguém sabe ao certo
onde está o possível Parsifal
tão violento quanto o maldito:
(Só consigo escutar o alerta Austral).
Neste inferno no qual o povo
segue sendo morto e reprimido,
não que o Parsifal seja melhor,
é possível que tenha sido ludibriado,
mas se mostrou bem mais honesto
(onde tudo aquilo que
nem deveria ter começado,
desde o início começou muito errado).
Colhi Genipapos maduros
no afã de fazer doce
para cobrir você com mimos,
O quê quero em troca
são os nossos sorrisos colados,
Você é o meu bonito poema alado
que meu coração se encontra
a cada dia sempre e mais apaixonado.
Os Tapiás floridos
abençoam com carinho
os nossos destinos,
Nós vamos nos encontrar
porque a poesia
existe no caminho,
É só esperar a hora certa
para a gente caminhar.
Cabelos ou joias não
fazem uma mulher,
Não tenha medo
de passar o mesmo
que Dalva e seus cabelos,
Não tenha medo
de bruxas ou de praga,
Não tenha medo de nada,
Porque o quê faz uma
mulher é o brilho que
ninguém pode roubar
é o brilho de dentro
que te faz sempre brilhar.
As vagens da Ingá-Ferradura
estão maduras como as minhas
ideias poéticas e as tuas,
Encontrar o amor é questão de sorte,
como sou poetisa te aceno o norte
e dos meus braços você não haverá
de escapar porque sou aquela
que você sempre desejou encontrar.
Encontrar um Jequitibá-Branco
no caminho e abraçar contigo
em pleno Domingo de céu azul,
Sentir o carinho das tuas mãos
enternecidas e mergulhar
nos teus olhos de Jabuticaba amorosos e deles não querer
outra coisa na vida a não
ser a imensa e grata poesia,
Cultivando juntos com delicadeza
e entrega a cada nova expectativa.
Voa, voa, Saíra-lagarta,
leva o meu recado
para a saudade que me mata,
e diga que continuo apaixonada.
Uma Saíra-ferrugem
cruzou a paisagem,
Tu és a campeira
e mais doce miragem,
Resolvi subir na tua
garupa e seguir viagem.
Com a mesma paciência
de uma Saíra-ferrugem
construindo um ninho,
Todo o dia tenho escrito
um poema para te colocar
com amor no meu caminho.
Tenho em ti todos
os meus sentidos,
Do meu peito tu tens
feito uma orquestra,
Meu milagre perene
de amor infinito,
De ti sou tua obediente
presa e destino,
Meu altivo Apacanim
místico de austral signo.
Sob a sombra perene
dos poéticos juazeiros,
No céu noturno do peito
tenho em você o único
e luminoso cruzeiro,
És o meu amor sublime,
augusto e derradeiro.
Nesta terra que
os Homens querem
por força ser bem
maiores do que a lei,
Prefiro o Urubu-Rei
e fazer de toda a poesia
a minha mais fina grei.
O Caburé-Miudinho
observa o tempo,
Versejo com carinho
para ser absoluta
no teu destino
e para que seja comigo
docemente atrevido.
